Empate contra o River Plate traz 5 lições para o Flamengo

O empate em 2 a 2, em noite de atuação fraca do time de Paulo César Carpegiani, expôs alguns problemas que precisam ser resolvidos.

O GLOBO: Não havia torcida no Estádio Nílton Santos na noite de quarta-feira. Mas, pela televisão, os rubro-negros puderam acompanhar o tropeço do Flamengo na estreia na Libertadores, contra o River Plate. O empate em 2 a 2, em noite de atuação fraca do time de Paulo César Carpegiani, expôs alguns problemas que precisam ser resolvidos para que o clube não amargue mais uma eliminação na fase de grupos do torneio, como aconteceu nas últimas três edições que disputou (2012, 2014 e 2017).

1. Diego Alves precisa de ritmo

É inquestionável a qualidade de Diego Alves. Mas nem só de talento vive um goleiro. Retornando de longo período de inatividade após lesão, o camisa 1 falhou no gol de empate do River, o que expôs como ainda está sem o ritmo ideal. Com César à disposição e Júlio César trilhando a aposentadoria, Diego pode não ser a primeira opção no Campeonato Carioca. Deixar de usá-lo, porém, jogaria contra o Flamengo.

Everton disputando a bola em Flamengo x River - Foto: Buda Mendes/Getty Images
2. Laterais preocupam

Após as movimentações no mercado de transferências, uma fragilidade do elenco ficou evidente: as laterais são inspiram confiança. Contra o River, os burocráticos Pará e Renê ofereceram poucas opções no ataque, sem garantias de segurança na defesa. Quando Rodinei entrou, o time passou a ser mais perigoso, ainda longe de animar. O mais técnico dos alas, Trauco, parece escanteado graças à sua lentidão e aos espaços que permite aos adversários.

3. O problema da bola aérea

Mora estava impedido quando cabeceou para empatar o duelo no Nílton Santos. Mas a irregularidade do lance não anula o fato de a bola aérea ser uma preocupação para o rubro-negro. Mesmo quando não resulta em gol, leva preocupação. Na goleada para o Fluminense, por 4 a 0, no fim de semana, algumas das principais chegadas tricolores começaram por cima.

4. A falta que Cuéllar faz

Demorou até que Cuéllar ganhasse a merecida chance de titularidade, ainda sob comando de Rueda. Com Carpegiani, porém, sua importância aumentou, já que passou a ser o único homem imediatamente à frente da zaga. Suspenso, ele não atuou contra o River Plate. Seu substituto, Jonas, apresentou-se ao estilo Márcio Araújo e não contribuiu em nada para a saída de bola. Rômulo, que entrou no segundo tempo, não melhorou. A fim de suprir tal ausência, o trio Diego-Everton Ribeiro-Paquetá se revezava para buscar a bola, prejudicando a dinâmica ofensiva do time.

5. Dinâmica ofensiva

Mobilidade é a palavra-chave para entender como Carpegiani busca estruturar o ataque do Flamengo para a temporada. Tal dinâmica existe a partir, principalmente, da troca de posição entre os quatro meias-ofensivos: Diego, Lucas Paquetá, Everton Ribeiro e Everton. Falta, porém, coordenação aos movimentos e capacidade de ampliar o campo. Contra o River, apenas o camisa 22 conseguia ser perigoso pelas pontas.



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