Era pro Flamengo ter perdido

ESPN FC: Por João Luis Jr

O Fluminense merecia ter vencido o Flamengo, no Engenhão. Fez 2 gols contra 1 nosso, ainda que no primeiro a bola talvez estivesse fora do quarto de círculo do córner. No tento anulado, entretanto, Gum se postava atrás da linha da bola. E aí aparece a primeira lição ao Flamengo: O gol é fundamental no futebol.

Sim, parece óbvio. Na verdade é óbvio. Só o Flamengo não entende. Vai fazer 2 anos que o time roda a bola pra lá e pra cá, controla, e pouco agride. Até mesmo contra o Emelec; a gente pressionava, mas não finalizava com perigo. Tratava o gol como questão de tempo, só passou a tratá-lo como questão fundamental depois de receber uma amostra grátis do adversário. Agora no Fla-Flu, de novo atrás no placar, precisamos de um festival de chutes – e sobras – para que Éverton acertasse a paulada que manteve o Mengo titular invicto em 2018. Tivemos duas grandes chances na partida, ambas no segundo tempo: cabeçada de Jonas e contra-ataque com Vinicius Júnior. Ué, mas e na primeira etapa? Lição número 2: Se não for cobrança de pênalti, não existe chance clara para Henrique Dourado.

Jonas em Flamengo x Fluminense - Foto: Lucas Merçon
Bola na canhota de Éverton, entrada da área, de frente pro gol, caminho limpo... Dourado se pôs na frente e chutou, com o pé ruim, pra longe. Cruzamento de Everton Ribeiro; Diego, livre... Dourado se intrometeu, atrapalhando o camisa 10. Bola de Rodinei para Henrique Dourado, sozinho, só marcar... Batida em cima do goleiro deles, que não é dos melhores, mas fez grande partida. Opa, olha aí mais uma lição: O Flamengo ainda passa por problemas no gol.

Diego Alves falhou nos 2 gols do River Plate, não foi um primor no do Macaé, e agora foi péssimo no anulado do Fluminense. No que valeu, nem dá pra dizer. Porque quando Éverton é o responsável pela marcação do zagueiro deles, no escanteio, é sinal de que tudo ali já está errado. Agora são 4 gols sofridos de bola parada nas últimas duas partidas em que o time titular do Flamengo enfrentou o Fluminense: Precisamos melhorar a defesa no jogo aéreo.

Se estivesse boa, teríamos 6 pontos na Libertadores e talvez fôssemos disputar a final da Taça Rio. Vale lembrar que, ontem, Renê levou uma bolada à queima-roupa na testa, assim como Réver sofreu uma nas costas, contra o River Plate. Ambas na bola parada, em cabeçadas deles. Esse troço aí decide campeonato, Angelim e Rondinelli que o digam... E que ensinem: Raça não é perder a cabeça.

Dá orgulho de ver Lucas Paquetá em campo. Além da técnica, habilidade, joga com paixão. Bate na linha de fundo do ataque e da defesa, põe na chuteira o sentimento do torcedor. Porém, como torcedor, perde a cabeça. Tem se irritado demais, dado entradas desnecessárias, procurado briga. Se ninguém o alertar, qualquer dia será expulso, podendo deixar o Mengo em situação complicada. Como sempre deixam nossos homens das alas: Os laterais fazem e farão o rubro-negro passar raiva.

Por enquanto, o elenco é esse. Não tem muita escapatória, ao menos para a fase de grupos da Libertadores. Carpegiani parece ter se ligado e testou Éverton na lateral esquerda. Quem sabe, assim, sofremos só pelo outro lado.

Não vencemos, não classificamos, não valia nada. Ou valia: de R$10 a R$60. Público ainda pequeno, mas – com ingressos mais baratos – já consideravelmente superior ao que nos acostumamos a ver nessa vergonha chamada Campeonato Carioca.

O torcedor do Flamengo que foi, precisou do auxílio da diretoria para homenagear Marielle Franco, executada há pouco mais de uma semana. Entrou no estádio, estendeu a faixa, e depois teve o objeto tomado pela equipe de segurança do Engenhão. Voltaram à cena os dirigentes do Flamengo, que ajudaram no processo de devolução do material.

Disseram que a bandeira foi retirada por estar atrapalhando a visão de parte do público. Há de se destacar que era um Fla-Flu para 18.627 presentes, sobrava espaço nas cadeiras. Fico imaginando o caos no Fla-Flu de 1963, também pelo Campeonato Carioca, quando – no mínimo – 194.603 pessoas foram ao Maracanã. Deve ter dado um trabalhão fazer com que todo mundo conseguisse assistir à partida.

Mas tá tudo bem! O estadual segue tendo a mesma importância, mexendo da mesma forma com o torcedor. O modelo é bom e ser o melhor do Rio ainda é o grande objetivo! Ao menos, a alegação no clássico carioca foi melhor do que a vista – por exemplo – em Cruzeiro x Patrocinense.

Mais dia menos dia, aparecerá algum 'cidadão de bem' dizendo que estádio não é lugar de gente.

Agora são 4 gols sofridos de bola parada nas últimas duas partidas em que o time titular do Flamengo enfrentou o Fluminense.


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