Estreia de Júlio César no Flamengo gera mal-estar com a Adidas

O jogo acabou ganhando uma importância maior, sem que o marketing tivesse tempo hábil para voltar atrás em relação à camisa.

O GLOBO: Por Diogo Dantas

A reestreia de Julio Cesar não foi tratada pelo Flamengo como um evento de marketing. O departamento do clube responsável por promover a volta do ídolo não sabia sobre a volta aos gramados contra o Boavista. Nem a Adidas. O que gerou mal-estar.

A fornecedora tem por contrato um mínimo de jogos nos quais o time precisa usar o terceiro uniforme, amarelo. E normalmente são eleitas partidas de pouco apelo — o que não foi o caso. Quando ficou decidido que a camisa seria usada na quarta rodada da Taça Rio, o representante da empresa na Gávea e o marketing do clube ainda não tinham noção de quando a reestreia do jogador aconteceria.

Time do Flamengo com o uniforme amarelo na estreia de Júlio César - Foto: Gilvan de Souza
O jogo acabou ganhando uma importância maior, sem que o marketing tivesse tempo hábil para voltar atrás em relação à camisa (preferiam que fosse a rubro-negra) e nem para trabalhar em busca de um público diferente. Menos de quatro mil pessoas foram ao Raulino de Oliveira.

A escalação do goleiro vinha sendo debatida desde a última semana pelo departamento de futebol. Mas a confirmação só veio na terça-feira, véspera da partida, quando a mudança de uniforme já não era mais possível. No futebol, o entendimento é que a utilização de Julio César é prerrogativa do técnico Carpegiani.

O clube tentou compensar a falta de comunicação com uma grande repercussão sobre a participação de Julio Cesar na preleção, e divulgou o vídeo nas redes sociais logo após o jogo. A estratégia deu certo. A promessa é de que no próximo jogo do goleiro tudo se acerte.


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