Ferj culpa TV, times e estádios ruins para má qualidade do Carioca

ESPN: A Federação de Futebol do Estado do Rio de Janeiro (Ferj) usou seu site oficial para divulgar na íntegra as respostas enviadas ao jornal “O Globo” e rebater a matéria publicada no domingo sobre os baixos públicos do Campeonato Carioca. A nota, contudo, acaba questionando as qualidades de times e estádios envolvidos no torneio.

A Ferj, por exemplo, rebate a pergunta sobre o fato de o Carioca ter média de público inferior a Estaduais como o Paraense, Goiano e Paraibano, citando o “torcedor de poltrona”, que acompanha a disputa pela televisão e internet.

“Sob esta análise o somatório do público dos campeonatos dos estados citados, talvez juntos não atinjam a 50% da audiência do Campeonato Carioca”, diz a entidade, que então lista motivos que, segundo suas análises, influencia para afastar o público dos estádios.

Foto: Gilvan de Souza
“Como já disséramos, são muitas as variáveis que parecem ter influência no processo e nesse sentido é fundamental que se ouça o torcedor e temos feito isso. Entretanto algumas de suas justificativas, isoladas ou em combinação com outras, para não ir aos jogos, não são de solução simplista ou dependente de decisão unicamente da Federação”, inicia.

“A crise por que passa o Estado do Rio de Janeiro. Crise de autoridade, de respeito, financeira; a falta de segurança em todos os níveis; o horário de muitas partidas; o preço dos ingressos; a falta de estádios; a ausência de ídolos; a qualidade de alguns elencos; o local do espetáculo; a falta de definição precoce do local de algumas partidas são algumas das variáveis que merecem atenção.”

Em seguida, a federação é específica sobre segurança e cita restrições impostas pela TV Globo, detentora dos direitos de transmissão do Carioca, a alguns estádios; e também os horários dos jogos.

“Por questões de segurança o Flamengo não joga em São Januário; O Botafogo e o Vasco não jogam na Ilha do Governador; a TV não quer transmitir jogos noturnos em Edson Passos; o estádio do Madureira está vetado para times grandes que também não jogam em Nova Iguaçu e nem em Cabo Frio e Resende”, diz o texto.

“A TV, que paga muito bem pelo campeonato, não transmite de muitos estádios e tem o direito, por força de contrato e de regulamento aprovado e assinado por todos os clubes, de optar por dia e hora de suas transmissões, opção feita, muitas vezes na semana da partida, em função do interesse comercial da transmissão.”

“Jogos com início às 21:45h e término quase meia noite numa cidade sem controle amedronta e afasta o torcedor. Jogos aos domingos à noite não estimula o torcedor a ir ao estádio e isto se agrava principalmente se os elencos não se apresentam com seus principais astros.”

Por fim, a Ferj também questiona os valores cobrados nas entradas: “O preço dos ingressos e os produtos no interior dos estádios são muito altos para superar a insegurança, a precariedade do transporte público, o desconforto, a inadequação do horário, a falta de ídolos e a importância da partida”.

Após 82 partidas até aqui, o Carioca tem média de público de 2.323 torcedores, com média de ocupação de apenas 23% nos estádios. A maior marca é do Flamengo, com 7.069 torcedores por jogo, e a pior, do Resende, com apenas 176 presentes por partida.

A maior marca é do Flamengo, com 7.069 torcedores por jogo, e a pior, do Resende, com apenas 176 presentes por partida.



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