Flamengo segue confuso e desatento

ESPN FC: Por João Luis Jr.

Dizem que uma das maneiras mais fáceis de não se decepcionar na vida é mantendo suas expectativas baixas. Se você esperar pouco, ganhar pouco não vai te surpreender, se você esperar quase nada, qualquer coisa já vai te parecer vantagem. Mas por mais que os cerca de 9 mil torcedores que foram até o Engenhão ver um Flamengo frustrante contra um Botafogo que não inspira grandes animações tenham provavelmente saído de casa esperando absolutamente coisa nenhuma, o clássico carioca milagrosamente conseguiu oferecer ainda menos que isso.

Afinal, numa partida que com certeza concorre ao recorde mundial de maior número de atletas tropeçando na bola em um duelo entre equipes da primeira divisão de seu país, ficou mais uma vez claro que o fato do Flamengo ter obtido uma vitória contra um grande no Campeonato Carioca não credencia em nada a equipe para qualquer outra competição, já que vimos os mesmos variados e repetidos erros que apresentamos na quarta-feira contra o River Plate, sem absolutamente nenhuma evolução.

Rhodolfo cabeceando em Flamengo x Botafogo - Foto: Gilvan de Souza
Coletivamente a equipe segue confusa, segue desatenta, segue sendo perigosa apenas por um lado e segue atuando com um nível de complacência que faz parecer que se aos cinco minutos do primeiro tempo ficarmos na frente do placar no número de laterais obtidos já vamos desistir totalmente da partida, abandonar qualquer projeto de ofensividade, nos trancar na defesa e ficar esperando o juiz encerrar o jogo.

Individualmente, os problemas também seguem os mesmos, com laterais que não apenas não conseguem agredir como também são deficientes na marcação, com destaque para o fato de que a relação entre Renê e a bola vem se deteriorando tanto que em breve se livrar não vai mais ser o bastante e ele vai começar a tentar furar ou colocar fogo nela também. No meio de campo Éverton Ribeiro e Diego vem mostrando que valorizam tanto a pré-temporada que ainda não saíram dela, com mais uma atuação totalmente apagada em que por mais que seja preciso reconhecer que eles vem buscando jogo é preciso também admitir que dá vontade de pedir pra que devolvam o jogo, se é isso que eles vão fazer.

Na verdade, à exceção de Paquetá, que vem unindo qualidade técnica, disposição e uma vontade indiscutível de ter o mais longo vídeo de dribles e skills do Youtube, e de Éverton, que mesmo em seus piores dias nunca deixa de ser combativo e arrumar ao menos uma jogada aleatória, todo o setor ofensivo do Flamengo vem decepcionando, incluindo Henrique, que a cada jogo deixa mais claro porque tem o apelido de “Ceifador” e não de “Driblador” ou mesmo “Não Desperdiçador de Oportunidades”.

Com a necessidade de vencer o Emelec fora de casa, no dia 14, para ficar numa situação vagamente confortável em seu grupo da Libertadores, o Flamengo tem só duas partidas pela frente para tentar se organizar e praticar um futebol bem melhor do que esse praticado contra River Plate e Botafogo. Mas é bom lembrar que mesmo resultados de realismo fantástico contra Macaé e Boavista, mesmo vitórias de ficcção científica nas próximas rodadas, não garantem em hipótese alguma razões pra confiar nessa equipe nos momentos que realmente importam. Afinal, já vimos esse filme antes e o final realmente não foi feliz.

O Flamengo tem só duas partidas pela frente para tentar se organizar e praticar um futebol bem melhor do que esse praticado contra River Plate e Botafogo.


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