Flamengo tem a obrigação de entregar bem mais que isso

ESPN FC: Por João Luis Jr.

Primeiro é preciso ressaltar que não existe a menor intenção de subestimar nenhum dos nossos rivais estaduais. O Botafogo foi o melhor representante da cidade na última Libertadores, com uma campanha corajosa em que só não eliminou o Grêmio, campeão da competição, por conta da já tradicional combinação de destino, azar e talvez algum sapo enterrado sob a sede de General Severiano; já o Vasco disputa a Libertadores esse ano, sob o comando do promissor Zé Ricardo, com uma base já montada na temporada passada; enquanto o Fluminense, treinado por Abel Braga, um dos melhores técnicos brasileiros em atividade, é outra equipe tradicional que, apesar de ter sofrido uma intensa redução de investimentos, busca na sua base promissora um caminho em direção a uma nova era de vitórias.

Mas sobre nenhum deles, é claro, paira a mesma expectativa que existe com o Flamengo. Seja por conta do investimento financeiro realizado pela equipe rubro-negra, que é várias vezes maior do que o dos rivais, seja pelos nomes que povoam o time da Gávea, bem mais tradicionais do que aqueles exibidos nas outras equipes da cidade, é impossível, com todo respeito, não esperar que a equipe de Carpegiani se mostre, também dentro de campo, superior aos outros times do Rio de Janeiro.

Diego em Fluminense x Flamengo - Foto: Lucas Merçon
E ainda que, é claro, clássicos sempre nivelem a disputa, não se possa julgar um time apenas por uma partida e todo Fla-Flu comece 40 minutos antes do nada, o que talvez tenha confundido os relógios de alguns jogadores rubro-negros e impedido que eles comparecessem ao clássico, como parece ter acontecido com Henrique Dourado, contra o Fluminense, mais uma vez, o Flamengo fez muito pouco.

Muito pouco porque, num meio de campo com nomes caros e consagrados como Diego e Éverton Ribeiro, seguimos dependendo demais de Paquetá e Vinícius Junior para criar situações ofensivas, como num desses romances distópicos atuais em que os adultos são os vilões e fica nas costas dos adolescentes a responsabilidade de salvar tudo.

Muito pouco porque num grupo que a diretoria vê como fechado e equilibrado as laterais seguem sendo verdadeiros matadouros de jogadas, com atletas que não apenas não são tão bons no apoio como também não mostram uma capacidade defensiva que de alguma maneira compense isso, mas com os quais aparentemente teremos que lidar até o fim do ano.

Muito pouco porque levamos um gol de cabeça do Gum. Sim, do Gum. E não existe leitura possível da situação do Flamengo em que isso não seja um péssimo sinal.

Ou seja, ainda que não se possa julgar o time por ontem, ainda que derrotas aconteçam, o Flamengo precisa sim mostrar mais. Mais capacidade ofensiva, mais consistência defensiva, mais jogadores que chamam a responsabilidade nas horas de decisão. Porque realmente, o Campeonato Carioca não vale quase nada, mas não podemos correr o risco de repetir erros assim nas partidas que realmente importam.

Ou seja, ainda que não se possa julgar o time por ontem, ainda que derrotas aconteçam, o Flamengo precisa sim mostrar mais.


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