Flamengo traça perfil de novo treinador

GILMAR FERREIRA: É mais do que o simples desejo de consertar o que possa estar errado...

A limpa no departamento de futebol do Flamengo tem como pano de fundo a sucessão ao presidente Eduardo Bandeira.

A demissão da cúpula chefiada pelo gestor Rodrigo Caetano era um desejo da torcida.

E atende-la num momento de tanto sofrimento foi também a oportunidade de dar autonomia e visibilidade ao vice da pasta, Ricardo Lomba.

Ele será indicado pelo grupo político que reelegeu Bandeira de Melo à sucessão presidencial nas eleições de novembro.

Foto: Gilvan de Souza
Não havia, portanto, momento mais oportuno para unir clube e torcida.

PARA evitar que o principal grupo de oposição tirasse proveito político, a operação desmonte no departamento de futebol foi ampla, geral e será irrestrita.

Nos próximos dias alguns jogadores serão postos à disposição do mercado.

E o mais provável é que os jovens recém-promovidos das divisões de base ganhem mais espaço.

Este era também um ponto defendido pelos cardeais da oposição, e que agora servirá como base para a escolha do novo treinador.

O Flamengo tem um time com média de idade alta e um dos objetivos será reduzi-la.

Na derrota para o Botafogo, eram cinco com mais de 30 anos de idade _ Diego Alves, Pará, Réver, Rodholfo e Diego.

AS DRÁSTICAS mudanças adotadas agora vinham sendo discutidas há algumas semanas.

E já teriam sido anunciadas se o time não conseguisse vencer o Emelec pela Copa Libertadores, no Equador.

Os 2 a 1, de virada, gols de Vinicius Júnior, deram sobrevida à comissão técnica.

Aliás, no final do ano passado, às vésperas do jogo em Barranquila, pela Sul-Americana, já se falava em decisão do tipo.

A convicente vitória e a passagem para a final do torneio evitaram a queda de Caetano, Reinaldo Rueda e cia.

Mas a troca no comando era tema recorrente nos bastidores.

Tanto na perda do título sul-americano para o Independiente, com empate no Maracanã...

... quanto na classificação à fase de grupos da Libertadores com gol de pênalti ao apagar das luzes.

E Reinaldo Rueda percebeu que o discurso de que teria tempo para maturar suas ideias não resistiria a mais um tropeço.

Paulo César Carpegiani jamais teve dúvidas disso.

Tanto que preferia estar num cargo que não o expusesse ao perde-e-ganha insano.

Mas aceitou o desafio, que vinha bem até os 4 a 0 impostos pelo Fluminense.

A partir de então o fantasma da troca no comando voltou a assombrar.

E o trabalho sob a ameaça de demissão não fez bem ao ambiente.

Deixou o clima tenso, o técnico perdeu suas convicções e os jogadores ficaram inseguros.

O perfil do novo treinador está mais ou menos esboçado: deverá ser jovem, bem visto pelo mercado, boas perspectivas de futuro, e metodologia moderna.

É mais ou menos como deseja a torcida diante do que o mercado atual disponibiliza.

E não pode haver erro.

É a última chance de Bandeira ser feliz no mandato que se encerra.

Sob o risco de deixar o clube injustamente como membro honário dos fracassados...

Deverá ser jovem, bem visto pelo mercado, boas perspectivas de futuro, e metodologia moderna.


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