Galvão critica Tite por ausências de Diego e Luan: "Inexplicável"

Diego, meia do Flamengo, acabou não sendo chamado e foi outra decisão contestada por Galvão, que ha uma semana recebeu no programa.

UOL ESPORTE VÊ TV: O narrador Galvão Bueno comentou no programa “Bem, Amigos!” desta segunda-feira (12) o que achou da convocação da seleção brasileira para os amistosos contra Rússia e Alemanha, nos dias 23 e 27 de março, respectivamente. E classificou como inexplicáveis as ausência do gremista Luan e do flamenguista Diego.

“Ô Tite, cadê o Luan? Não consigo imaginar uma seleção brasileira nesse momento abrir mão do Luan. Não sei que explicação poderia ser dada para não ter o talento de um jogador como esse, que mudou a trajetória da seleção olímpica para a conquista da medalha de ouro inédita. Quando ele entrou em campo, depois dois resultados altamente negativos, ele foi efetivado e mudou o ritmo, o andamento, a criatividade”, argumentou.

Foto: Divulgação
O narrador ainda contestou até uma possível dificuldade tática para que Luan fizesse parte do time. “Craque joga em qualquer lugar, e o técnico tem que achar um lugar para o craque jogar, e não: ‘Ah, esse aqui tem um jeito de jogar e tem que jogar do jeito do técnico'”, reclamou Galvão, ganhando apoio de Caio Ribeiro, debatedor presente na mesa redonda do SporTV. “Joga, por exemplo, no lugar do Talisca, vindo de trás, exatamente nessa função.”

“Ele joga ali, joga mais na frente, se quiser, ele já jogou de falso centroavante. Ele joga é muita bola, gente. Abrir mão de um craque como esse?”, reforçou Galvão. “Ninguém é obrigado a concordar, mas acho que em função do que temos por aí”, justificou.

Sem poder convocar o seu maior craque, Neymar, que se recupera de cirurgia no pé direito, o treinador apresentou algumas novidades na lista anunciada nesta segunda, especialmente no setor ofensivo com o meia-atacante do Besiktas, Talisca, e o centroavante Willian José, da Real Sociedad.

A relação de Tite ainda contou com a volta de Fagner, que havia perdido o lugar nas últimas convocações para Danilo, do Manchester City. Diego, meia do Flamengo, acabou não sendo chamado e foi outra decisão contestada por Galvão, que ha uma semana recebeu no programa justamente o lateral direito corintiano e o jogador rubro-negro, preterido, dessa vez.

“Na segunda-feira passada, a gente sentia mais confiança no Diego do que no Fagner, e o Diego acabou ficando fora, pra mim inexplicavelmente, também, e o Fagner acabou convocado”, comentou o narrador.

Sobre Willian José, Galvão concordou com a experiência:

“O Gabriel Jesus não é o centroavante de referência, não faz o pivô, não joga de costas para o gol, não tem presença física forte, de jogo aéreo. Ele tentou com o Firmino e não funcionou. Ele inventou o Diego Souza, mas não é a posição, a função dele. E precisa de alguém para eventualmente ter o plano B e mudar o sistema, aí eu concorda, porque acho que estava faltando.”

“Eu discordo apenas em dois jogadores. Lamento a não convocação do Diego, pela experiência e equilíbrio, e pra mim a ausência do Luan é inexplicável”, resumiu Galvão que, no entanto, foi só elogios à escolha de Geromel entre os zagueiros da lista de Tite, que ainda chamou os titulares Marquinhos e Miranda, o reserva imediato Thiago Silva e o são-paulino Rodrigo Caio. 

“Eu acho que não tinha como não convocar o Geromel. Acho que era unanimidade”, destacou, enaltecendo o desempenho do zagueiro gremista nas partidas da final da Libertadores e do Mundial de Clubes de 2017.

Mas, após ouvir do novo companheiro de narração na Globo, Gustavo Villani, elogios ao goleiro do Grêmio, Marcelo Grohe, Galvão concordou e o colocou como mais uma ausência lamentada.

“O Grohe vem em um momento de grandeza, foi um gigante, a defesa contra o Barcelona de Guayaquil, seria o empate, 1 a 1, e iria incendiar aquele estádio, e o que ele fez nas decisões contra o Lanús, nos dois jogos, e na final contra o Real Madrid. É um conjunto de atuações que o colocaria nesse momento à frente do Cássio e do Vanderlei”, avaliou.

“É por essa moral que o Tite conseguiu, porque se fosse o Dunga que não tivesse convocado o Diego, não tivesse convocado o Luan e não tivesse dado uma chance para o Grohe, com tudo o que ele está fazendo, estava apanhando mais do que Judas em Sábado de Aleluia”, finalizou.


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