Jornalista aponta intimidação da gestão do Flamengo contra críticas

O objetivo é impedir a propagação de notícias, mesmo as verdadeiras, desfavoráveis à gestão.

BLOG DO PAULINHO: Enquanto a diretoria do Flamengo se vende como correta no trato com as finanças do clube, no departamento de futebol não há como esconder a incompetência diante de resultados seguidamente ruins e procedimentos nebulosos de gestão.

Aliás, muitos deles impactadores do resultado financeiro, o que, por si, coloca em cheque a avaliação positiva da administração.

Para esconder os problemas, o complicado “executivo de futebol” rubro-negro, Rodrigo Caetano, que antes de chegar à Gávea foi acusado de facilitar a vida de agentes de jogadores em todas os seus empregos anteriores, principalmente no Vasco da Gama, em notória parceria com Carlos Leite (aquele que está sendo investigado no MP-SP por ajudar a comprar votos nas eleições do Corinthians) tem se utilizado da Justiça para intimidar jornalistas e torcedores.

"Fora Caetano", diz protesto da torcida do Flamengo - Foto: Antonio Carlos Mafalda / Mafalda Press
O objetivo é impedir a propagação de notícias, mesmo as verdadeiras, desfavoráveis à gestão.

Para tal, o clube utiliza-se do funcionário (Caetano) para ocultar os demais diretores.

Um dos exemplos é o processo aberto por Rodrigo Caetano contra dois torcedores do clube que “ousaram” protestar contra a má-gestão em junho de 2017.

Entre diversas faixas, a dos manifestantes tinha os dizeres “Rodrigo 171”, evidentemente no contexto de “enganador”, por conta de promessas não cumpridas como dirigente, não de “estelionatário”, conforme retratado pelo dirigente em ação judicial, em aparente tentativa de induzir magistrados ao erro.

O referido protesto se deu logo após a eliminação do Flamengo na Copa Libertadores, diante do San Lorenzo, ocasião em que o presidente rubro-negro, Eduardo Bandeira de Mello, com a “modernidade” de quem beijou as mãos de Marco Polo Del Nero enquanto o cartola estava por cima da carne seca, disse que apenas “falsos rubro-negros’ criticavam a equipe.

Mais “democrático”, impossível.

Entre as “obras” da gestão flamenguista no período estão:

- contratação de Mancuello (R$ 12 milhões);
- contratação de Berrio (R$ 16 milhões);
- R$ 600 mil mensais de salários para Geuvânio;
- R$ 450 mil mensais de salários para Rômulo;
- contratação de Ederson (sem condições físicas)

Aliás, por falar em Ederson, o jogador é oriundo, coincidentemente, de um clube “barriga de aluguel” no Rio Grande do Sul, o Pedra Branca, antigo RS Futebol Clube, no qual Rodrigo Caetano foi funcionário de Paulo Cesar Carpegiani, atual treinador do Flamengo.

Por fim, no âmbito da intimidação, o vice de TI do Flamengo decidiu representar criminalmente contra um sócio do clube, de 60 anos, por supostas ameaças feitas em grupo de whatsapp, na verdade puro desabafo, ao seu comportamento como dirigente.


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