Júnior cobra raça do time do Flamengo: "Não me sinto representado"

Júnior desabafou sobre a falta de vontade que alguns jogadores têm vestindo o Manto Sagrado.

COLUNA DO FLAMENGO: Apesar de ter só duas derrotas no ano, os torcedores estão lembrando do elenco rubro-negro como um daqueles que falta a principal característica do Flamengo: a raça. E isso não está restrito à Nação. Maestro Júnior ídolo rubro-negro, durante o evento Flamengo da Nação, na Barra, desabafou sobre a falta de vontade que alguns jogadores têm vestindo o Manto Sagrado.

— Muitas vezes eu não me sinto representado. Ninguém tem o apelido de “Deus da Raça” de graça. Ninguém tem esse apelido de graça. Eu não era um esplendor em técnica, mas o que sobrava muita gente hoje não tem nem o mínimo e que a gente gosta muito de ver. É um desabafo? É um desabafo sim. Sabe porque? Porque eu tenho torcedores dentro de casa […]. Gostaria de ter a receita e fórmula pra passar pra quem tá comandando para que pudessem ter atitudes e comportamentos como nós tivemos. Isso eu tenho certeza. Ninguém cobrou da gente garra, raça e essas coisas pois a gente sabia que sem isso jamais a gente ia chegar. E até os mais técnicos, aqueles que tratavam a bola com habilidade absurda, souberam colocar a parte determinante que honra essa camisa, que é a vontade de vencer, que é a raça, que é a garra. A gente perde, mas a gente vai perder deixando a última gota de suor lá dentro. É isso que eu quero ver desses caras aí.


Lateral-esquerdo desde a base rubro-negra, Júnior Capacete é o jogador com mais jogos vestindo o rubro-negro. Foram 875 jogos em duas passagens (1974 até 1984 e 1989 até 1993) e 77 gols marcados. Após a aposentadoria, treinou o Flamengo em duas oportunidades: 1993 – 1994 e em 1997.


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