Marcelinho ganha tênis especial, recebe homenagem de Kobe

O fim de semana da maior festa do basquete nacional foi marcante para todos que participaram e, principalmente, para o capitão do Flamengo.

GARRAFÃO RUBRO-NEGRO: Por Rafael Rezende

Sem sombra de dúvida, Marcelinho Machado nunca vai esquecer sua última aparição como atleta no Jogo das Estrelas. O fim de semana da maior festa do basquete nacional foi marcante para todos que participaram e, principalmente, para o capitão do Flamengo. E terminou de um jeito positivo, com vitória do NBB Brasil sobre o NBB Mundo, por 130x121.

Reverenciado por adversários, companheiros, dirigentes, familiares, ex-companheiros, ex-jogadores, fãs e treinadores, o ídolo foi ovacionado de várias formas possíveis. Participou de clínicas, atendeu toda à imprensa sempre com uma disposição incrível e posou para inúmeras fotos. O ponto alto de todo o evento veio depois da participação no Torneio de Três pontos. A Liga Nacional, junto à Nike, preparou uma homenagem singular: vídeo de Kobe Bryant e entrega de um tênis exclusivo, confeccionado sob medida para o ala, no maior estilo dos grandes astros do basquete. Reconhecimento que fala por si.

Foto: Jogo das Estrelas, LNB
- Por tudo que vivi nas quadras e pela dedicação ao basquete, tenho recebido muitas homenagens. Mas essa do Jogo das Estrelas, não esperava. Uma mensagem do Kobe Bryant foi uma coisa que me emocionou bastante. O cara, além de ídolo, é incrível. Eu o conheci na última vez que veio ao Rio de Janeiro. Ele me tratou com carinho e foi atencioso com a minha família. E, agora, fez questão de mandar um recado para meus filhos no meio do depoimento. Então, tenho que agradecer. Não só ao Kobe, mas à Liga Nacional e à Nike, parceira há muito tempo. Chegar ao fim de uma vida jogando e tendo o reconhecimento das pessoas que fazem o esporte acontecer, não tem preço. Só posso dizer obrigado por esse momento. Vou guardar para sempre - declarou, visivelmente emocionado.

Perguntado sobre o resultado positivo diante dos gringos, Marcelinho ressaltou o ambiente de brincadeira nos bastidores, destacou a leveza e comemorou.

- Cada vez a gente vê um clima melhor, é a festa do basquete brasileiro. Acho que todas as pessoas envolvidas olham dessa forma, até vocês, Jornalistas. O barato do Jogo das Estrelas é justamente esse. Nós, jogadores, estamos buscando no dia a dia vencer o campeonato, mas nessa partida, conseguimos tirar o foco e brincamos. Muitos já jogaram juntos, tanto nos clubes, como na seleção. É lógico que existe uma rivalidade entre Brasil e Mundo. Perdemos as duas últimas, e entramos em quadra só pensando na vitória. Os estrangeiros costumam atuar com seriedade, porém, nivelamos e vencemos. Antes, no vestiário, falamos que perder a terceira consecutiva não ia ser legal. Deu tudo certo. No fim das contas, quem ganhou foi esporte - avaliou.

O jogador se definiu "mais feliz do que triste" pela despedida, e explicou os motivos que corroboram o pensamento. Durante essa declaração, fez um balanço sobre o desenvolvimento do basquetebol brasileiro pós criação da LNB.

- Eu estava conversando com a Hortência que existe um pouco de tristeza por estar saindo das quadras e deixando de fazer uma coisa que amo, mas tem mais felicidade por ter vivido o esporte intensamente. Agradeço à todas as pessoas que contribuíram para isso... Meus companheiros, treinadores, diretores, fãs, e etc. Estou deixando o basquete feliz por ver a evolução da modalidade e a credibilidade que passamos ao longo do tempo. Costumo dizer que a Liga ainda é jovem. São dez anos, e quando ela foi criada, mudou completamente o cenário e o sentimento dos envolvidos. Todos perceberam que, além de time A, B ou C, precisavam amar, respeitar e viver o basquete igualmente. Os clubes têm domínio sobre o que é realizado. O resultado não poderia ser outro. Os patrocinadores estão entrando, e vamos continuar evoluindo. Tenho a intenção de continuar contribuindo de alguma forma - revelou.

Na Zona Mista do ginásio do Ibirapuera, numa espécie de 'gran finale', o veterano encerrou contando quais serão seus próximos passos.

- Pretendo abrir um projeto social. O país é carente de oportunidades, existe uma desigualdade muito grande e o que eu atingi dentro das quadras, posso usar para fazer isso. Tem gente legal já fazendo, e almejo dar sequência neste trabalho. O Brasil precisa bastante. Não quero só formar atletas, mas, sim, cidadãos. Vai ser meu foco quando parar, depois de descansar um pouco. Sobre ser treinador, acho difícil, pois a vida é igual a de um atleta, e talvez não queira entrar agora. Mas nunca se deve dizer nunca - sacramentou.


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