"Não consigo mensurar em palavras o Flamengo", diz Leo Bonatini

Questionado sobre o assunto, o atacante não negou que foi procurado e fez questão de elogiar a torcida Rubro-Negra.

GOAL: Revelado nas categorias de base do Cruzeiro, o atacante Leo Bonatini deixou o futebol brasileiro bem cedo, antes mesmo de completar 18 anos se transferiu para a Juventus. No entanto, o garoto não conseguiu se firmar na Itália, retornou ao time Celeste, passou pelo Goiás até chegar em Portugal, onde se destacou com a camisa do Estoril.

A boa passagem pelo time português, onde foi artilheiro, lhe rendeu algumas propostas e ele acabou optando pelo Al Hilal. Na Arábia Saudita, Bonatini voltou a ter destaque e não demorou a desembarcar na Inglaterra, onde defende o Wolverhampton, time que disputa a Championship, segunda divisão da liga inglesa.

Foto: Getty Images
Este talvez, seja o melhor momento da carreira do jogador brasileiro, que é artilheiro da equipe que lidera o campeonato com 14 gols e está bem perto de colocar o Wolverhampton de volta à elite do futebol inglês. Bem adptado, Leo Bonatini, em entrevista exclusiva à Goal Brasil, comemorou o bom momento vivido e revelou que deseja permanecer na Inglaterra.

"Voltar ao cenário europeu e numa liga forte como a da Inglaterra é muito importante para mim, eu fico feliz por estar passando por esse moemnto, é onde eu quero ficar, é onde eu me encontrei e é onde eu me sinto muito bem tanto dentro de campo quanto fora dele", friso o atacante que está emprestado pelo Al Hilal, que completou rasgando elogios ao campeonato.

"Eu acho que em questão de organização com certeza é um campeonato que é diferente dos demais, estrutura, paixão dos torcedores pelos clubes é algo bem marcante. Todos os estádios que a gente vai jogar a gente encontra casa cheia, atmosfera de jogo é impressionante, os campos, eu sou suspeito porque desde o momento que cheguei aqui eu fiquei apaixonado pela liga e pelo lugar".

No início de 2017, antes de se transferir para o Wolverhampton, Leo Bonatini teve seu nome ligado ao Flamengo, que cotigou a sua contratação por empréstimo. Questionado sobre o assunto, o atacante não negou que foi procurado e fez questão de elogiar a torcida Rubro-Negra.

"Tem muitas coisas no futebol que acabam chegando apenas nos empresários, acho que de procurar, sempre quando o trabalho está sendo bem feito pode existir, mas nem sempre quer dizer que virar virar alguma coisa. Falar do Flamengo é um clichê, é um clube maravilhoso, que tem a torcida que tem, não consigo mensurar em palavras a torcida do Flamengo. Inclusive, uma das melhores experiências que tenho foi em um jogo contra o Flamengo, nunca vi um ambienta tão, não tenho nem palavras, era de outro mundo", disse o atacante se referindo ao jogo das oitavas de final da Copa do Brasil de 2013, no Maracanã.

Abaixo, confira o bate-papo completo com o atacante brasileiro que vem brilhando no futebol inglês.

Você era considerado uma grande promessa no Cruzeiro, por que não deu certo?

"É difícil falar sobre o que aconteceu ou não, do porque que não deu certo, são momentos que todos os clubes vivem, as vezes tem clubes que usam mais a base em certos momentos do uqe outros. Acho que é preciso também um pouco de sorte para encaixar. Eu não sei o motivo, mas sou muito grato ao Cruzeiro e principalmente ao Bruno Vicinti que foi a pessoa que fez de tudo para que eu ficasse lá dentro, que conseguisse buscar minhas oportunidades. devo muito a ele".

Você chegou muito novo na Itália, acabou não se firmando por lá, o que aconteceu?

"Eu fui para a Itália com 17 para 18 anos, foi um ligar que se lá atrás eu pudesse ter vindo para a Inglaterr ao invés de ter ido para lá eu preferiria, aqui consegui me adaptar masi rápido, me senti melhor ao contrário da Liga da Itália. Por incrível que pareça não consegui me adaptar muito bem na Itália, o extra-campo também não foi muito bem, as coisas fora do campo influenciam bastante e eu era muito novo, a cultura era diferente pra mim, mas foi um lugar que aprendi muito taticamente. Eu não tinha tanta experiencia, talvez tenho sido um dos fatores que mais influenciaram".

Teve alguma experiência curiosa na Juventus? Lá você treinava com vários craques.

"Quando eu cheguei, logo no primeiro treino, os jogadores estavam chegando da Copa do Mundo. Saí do Brasil e cheguei na Itália, já estava treinando com Pirlo, Marchisio, jogadores que só via pela TV, que jogava com eles pelo videogame. Estar aí com eles foi um choque. Até tem uma história engraçada, uma das primeiras vezes que fui almoçar eu acabei sentando no lugar do Pirlo na mesa, e aquela coisa do menino novo, comecei a ficar suado, preocupado se alguma coisa ia acontecer por ter feito aquilo, mas eles sempre me trataram super bem, sempre houve um respeito muito grande e mútuo".

Tem vontade de voltar ao futebol brasileiro, já que jogou pouco aqui?

"Eu tenho vontade de jogar no futebol brasileiro, uma liga que joguei pouco e não pude mostrar meu potencial, joguei no Goiás uma parte do Brasileiro mas não estava jogando de titular, não entrava em todos os jogos, mas eu gostaria de poder jogar, fazer um Brasileiro, conquistar títulos. Não adiantar voltar por voltar, eu gostaria de conquistar títulos, não para provar alguma coisa, mas sim poder aproveitar e viver de novo no país onde nasci.

Você acha que o fato do Nuno Espírito Santo ser português ajudou na tua adaptação, pela língua, ele já te conhecia dos tempos de Portugal né?

"Eu já tinha jogado contra o Nuno mas eu não tinha tido a oportunidade de trabalhar com ele antes. E com certeza, por chegar no clube e ter um treinador que fala a sua língua para poder te ajudar na adaptação, estilo de jogo, facilitou bastante e até mesmo o fato dele ter me conhecido, a gente já ter jogado contra antes, saber do meu estilo de jogo, saber como eu gosto de jogar, facilita bastante. Foi bom da minha passagem por Portugal e essa passagem aqui agora".

Qual o ponto forte do Wolverhampton, que vem fazendo boa campanha na Championship e quase eliminou o City na Copa da Inglaterra?

"Acho que o principal ponto do nosso time é que a gente não tem vaidade, de um jogador querer aparecer mais do que o outro, de querer ser o herói do acesso. O treinador, o Nuno, tem feito isso muito bom. Me arrisco a dizer que é o melhor grupo que já participei, que já joguei. É onde eu quero ficar, onde eu me encontrei, onde estou feliz e não pretende voltar para a Arábia, gostaria de continuar aqui.


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