Preparador garante Diego Alves 100% e analisa goleiros do Fla

GLOBO ESPORTE: Contratado para assumir a posição de preparador de goleiros do Flamengo no início da temporada, Rogério Maia sabia o tamanho do desafio que tinha pela frente. Seu trabalho, claro, começaria do zero. Mas foi debaixo das traves que o clube viveu algumas de suas maiores crises em 2017, que culminou com a negociação de Muralha e na saída do antigo preparador Victor Hugo.

Passados três meses de sua chegada, o profissional que veio da Chapecoense e tem passagens por Internacional, Coritiba e pela seleção campeã olímpica já entendeu o cenário no novo clube. Desde o início, disse ter sido seduzido pelo tamanho do desafio. É um ano que começa bem diferente do que foi 2017, é verdade, mas com a mesma sensação de que os extremos caminham muito próximos na Gávea.

Em conversa com GloboEsporte.com, o preparador avalia a situação de cada um dos atletas que comanda e analisa os primeiros meses de trabalho no clube:

Goleiros do Flamengo - Foto: Gilvan de Souza
A volta de Diego Alves

Diego Alves é o titular absoluto, que voltou no mês passado depois de uma fratura na clavícula sofrida ainda em novembro de 2017. Além de dono da posição, ele exerce uma liderança importante no grupo atual. Ele teve que passar por cirurgia e ainda está ganhando ritmo de jogo - voltou a jogar dia 21 de fevereiro. Foi questionado pela atuação na estreia da Libertadores - sobretudo pelo segundo gol marcado pelo River Plate. Rogério afasta qualquer possibilidade de que o goleiro titular não esteja 100% em seu retorno.

- Como técnico da posição, gostaria muito de lembrar uma defesa que ele fez contra o Botafogo. Foi uma defesa de muita exigência. No fim da partida e contra o Macaé, ele também defende uma falta no fim do jogo, um chute potente no cantinho direito. É um goleiro que está totalmente recuperado. Ele fez uma boa pré-temporada. Diego, inclusive, comenta que a pré-temporada que ele fez neste ano, não fez no ano passado. Teve que chegar jogando, enfrentar jogos sem ter trabalhado a parte física, principalmente em relação à força - disse Rogério Maia, lembrando que o atleta chegou do futebol espanhol em junho.

Sobre o segundo gol sofrido na estreia da Libertadores, o preparador diz:

- Tem uma série de questões. Ela passa embaixo da perna do jogador, passa no meio de dois jogadores que poderiam desviar e acabou resultando no gol que faz parte do futebol.

Rogério reforça que goleiros precisam ganhar sequência de jogos para estarem em plena forma. E com Diego Alves não foi diferente. Ele se lesionou nas últimas semanas da novembro, na semifinal da Copa Sul-Americana.

- No período de férias, ele treinou e isso ajudou muito a acelerar o processo. O segundo processo era recolocá-lo em jogo. O goleiro precisa muito de sequência. Não é nem ritmo, mas sim a sequência de jogos, de enfrentar o adversário, reposição de bola... uma série de ações que o goleiro necessita em uma partida e que só vai adquirir com esse enfrentamento. É jogando que ele consegue adquirir essa confiança, que é muito importante para essa posição. Eu comentei que ele fez um grande jogo contra o Botafogo, mas contra o Emelec eu presenciei ele muito intenso no jogo, até pela necessidade - analisou.

Veja outros trechos da entrevista com o preparador:

Liderança de Diego Alves

- Acho que o Diego participa muito de maneira ativa, não só defendendo, como comunicando. É uma parte de personalidade, que contribui muito o grupo. Ele leva o grupo pra frente, motiva, faz o grupo confiar.

César: segundo goleiro do Flamengo

- O César é o segundo goleiro do Flamengo. Ele passou muita confiança, tanto que foi campeão da Taça Guanabara, foi o primeiro título profissional dele jogando. Isso marca a vida de um atleta. Gosto muito de salientar isso porque na preparação para os jogos finais eu fiz questão de falar que ele teria a capacidade de ser campeão da Taça Guanabara, jogando e sendo o primeiro título profissional. E ele deu uma resposta muito boa. É um atleta muito focado na rotina de treinamentos e nos jogos. Ele entra muito concentrado.

Vale salientar que a gente teve um cuidado muito grande. A gente começou o Campeonato Carioca com o Gabriel, que é um jovem da seleção de base brasileira, na qual ele jogou três jogos. A gente conseguiu fazer uma pré-temporada para o César estrear em um jogo de peso, que foi contra o Vasco.

Planos para Thiago

- Tenho conversado muito com o Thiago. Como ele é um atleta que não vem jogando e às vezes não é nem relacionado, a gente tem que ter uma atenção muito grande porque a qualquer momento - como aconteceu com o César em 2017 - quando ele tiver a oportunidade ele tem que dar a resposta. Eu percebo ele muito motivado. Ele teve um aprendizado muito bom ano passado. Bom no sentido profissional dele. A oportunidade que ele teve no ano passado, com mais de 20 jogos, a próxima que ele tiver vai estar mais bem preparado.

O retorno e a experiência ao lado de Júlio César

- Muito positivo. É um goleiro que tem experiência internacional como o Diego teve, de Copa do Mundo. Nesses três meses, a gente está procurando absorver o máximo no dia a dia. Não somente no campo, mas também no vestiário e fora de campo com a sua experiência, com os mais jovens, com os outros goleiros que fazem parte do grupo e os goleiros da base.

A gente procura integrar os goleiros da base com os do profissional. Foi assim com o Yago, Hugo, Pedro e a gente está rodando bem. A gente está procurando absorver o máximo da experiência do Júlio e o contato entre eles. Ele tem muito a passar.

Despedida do goleiro

- A gente só tem que saber o melhor momento para a torcida ver o Julio, para que ele possa jogar, e que seja da melhor maneira para o clube, para o Júlio, comissão técnica e todos. Para que ele possa fazer um jogo do tamanho do Júlio. A gente tem que ir acompanhando jogo a jogo.

Encarar a pressão do Flamengo após 2017 conturbado

- Na verdade, eu gostei. Quando você vai alcançando metas profissionais, você vai enfrentando desafios. Então você tem o por quê de chegar a determinado local ou algum nível profissional. Na minha carreira, vejo os últimos anos, por exemplo: a seleção brasileira precisando ganhar da Alemanha, que nunca havia perdido uma decisão de pênaltis, com o Maracanã lotado (final olímpica). São fases.

São dificuldades que vão te amadurecendo e te preparando para esse tipo de desafio. Por isso que eu digo que não me assustei. Eu gostei, me senti bem e à altura do desafio e da responsabilidade que a gente tem que ter, como qualquer profissional de qualquer nível. Eu acredito nisso.

O César é o segundo goleiro do Flamengo. Ele passou muita confiança, tanto que foi campeão da Taça Guanabara.



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