Quando aquele Éverton Ribeiro do Cruzeiro estreará no Flamengo?

RENATO MAURÍCIO PRADO: Para o Flamengo, campeão da Taça Guanabara e já classificado para as semifinais do Estadual, o jogo não valia nada. Era apenas um treino coletivo, visando à Libertadores. Para o Botafogo, tinha um pouco mais de importância, já que o time ainda quer se classificar para as semifinais do Carioquinha que, convenhamos, também não vale grande coisa. Num estádio praticamente vazio, venceu o Flamengo, por 1 a 0, com um gol de cabeça de Rodolpho, em impedimento. Se tivesse o árbitro de vídeo...

Nenhuma das torcidas, entretanto, tem motivos para comemorar. O clássico foi uma pelada de luxo. No Glorioso, pode-se dizer que o time, agora dirigido por Alberto Valentim, até está razoavelmente bem armado. Mas falta jogador. E como falta! Já no Mais Querido, continua aquela incômoda sensação de que há nomes importantes, no papel, mas na bola que é bom a coisa não evolui. Com esse joguinho meia-boca, só milagre para conseguir ir adiante na Libertadores.

Esgarçamento

O 4-1-4-1 de Paulo César Carpegiani está deixando a equipe completamente esgarçada em campo. Ao contrário do que se vê no futebol moderno (principalmente na Europa), o Flamengo está longe de ser um time compacto. Henrique Dourado fica sozinho lá na frente (apanhando da bola como ele só) e da linha de quatro armadores apenas Paquetá e Éverton voltam para ajudar. Já quando a bola está no ataque, quem não avança são os laterais, o que resulta em buracos em praticamente todas as situações de jogo. Mais grave, contudo, foi ouvir Carpegiani, após a partida, dizer que gostou do posicionamento de seus jogadores em campo. Meu Deus!

Everton Ribeiro durante Flamengo x Botafogo - Foto: Gilvan de Souza
Zeros à esquerda

De mais a mais, resta a pergunta que não quer calar: quando aquele Éverton Ribeiro do Cruzeiro estreará? Esse que se arrasta em campo com a camisa rubro-negra e erra passes de três metros não vale a fortuna que recebe e nem merece ser titular. Em tempo: como é ruim o Renê!

Parabéns

Na entrevista coletiva após a derrota, o técnico Alberto Valentim foi bombardeado por perguntas sobre a arbitragem. Sabiamente, disse que não se estenderia sobre o assunto e que erros, como o de ontem, acontecem. “Paciência”, resumiu. Para ele, o mais importante foi a boa partida que, em sua opinião, o Botafogo fez. Diante do material humano que tem em mãos, acho até que ele tem uma certa razão. Mas se o Botafogo não contratar bons jogadores para o próximo Campeonato Brasileiro, a torcida que se prepare para um sufoco colossal.

Esse que se arrasta em campo com a camisa rubro-negra e erra passes de três metros não vale a fortuna que recebe e nem merece ser titular.



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