Raio-X do Emelec, próximo adversário do Flamengo

GLOBO ESPORTE: Quem é o atual campeão equatoriano? O que esperar do Emelec, dentro de casa, no George Capwell na noite de quarta-feira? Qual tamanho da ameaça ao Flamengo de Carpegiani na "Caldera" dos elétricos - apelido do time que surgiu através do superintende americano (Capwell) da empresa de energia de Guayaquil nos anos 1920?

Desde sábado em Guayaquil, o GloboEsporte.com buscou respostas, informações e assistiu in loco à goleada do Emelec sobre o Deportivo Cuenca. Com 100% de aproveitamento em quatro jogos na temporada - e um empate na Libertadores contra o Santa Fe, na Colômbia -, os "azuis" não colocaram medo na última vez que enfrentaram o Flamengo no antigo Capwell - 2 a 1, gols de Alecsandro e Paulinho. Mas chegam mais fortes neste ano, com reforços, revelações e jogadores experientes.

Confira um raio-x da equipe equatoriana.

Os motores do time

Olho no camisa 5 e no número 17 do Emelec. Contratados no fim do ano passado, os dois jovens são de Guayaquil. Dixon Arroyo e Nelson Soliz, um destro e mais passador, outro canhoto e condutor de bola. São dois organizadores de time.

Análise do Emelec (Foto: Raphael Zarko)

Revelado no Deportivo Quito, Arroyo tem 25 anos e foi contratado ao Independiente del Valle em fim de contrato - assinou com os "azuis" quatro meses antes do fim da última temporada. Toda jogada do Emelec sai do pé de Arroyo, que tem bom trabalho de cobertura e, apesar de subir pouco ao ataque, é quem tem o passe mais vertical na equipe.

Um pouco mais novo, Soliz, de 24 anos, é fã de Pogba e Verrati e já escutou da imprensa local e de torcedores comparações - guardadas as devidas proporções, evidentemente - com o meio-campista francês do Manchester United. De boa estatura, o canhotinho foi comprado ao Guayaquil City e se posiciona sempre à frente de Arroyo, procurando o espaço entre os volantes e os zagueiros adversários - atrás de Preciado, Burbano, Matamoros e de Angulo.

Apesar de cobrir bem a defesa, por vezes Arroyo fica sozinho na marcação. Soliz sai muito e um contra-ataque rápido fatalmente vai pegar a defesa em desvantagem.

Um outro Silva

Recém naturalizado equatoriano, o paraguaio Francisco Silva estreou fazendo gol de cabeça na goleada sobre o Emelec (4 a 1 no último sábado) e impressionou pelo poder no jogo aéreo ofensivo. Antes de fazer o gol, quase marcou em jogada bem parecida.

- Silva cabeceia muito bem. Ele não só tenta a jogada como coloca muito bem a cabeçada. Ele a direciona - destacou o treinador uruguaio Alfredo Arias.

Outro jogador importante da defesa não deve atuar. O veterano Guagua, titular da seleção. Silva joga ao lado de Marlon Mejía, um jovem equatoriano de 23 anos.

A liderança de Dreer

Jogador mais velho do grupo "elétrico" - ao lado de Guagua -, o goleiro de 36 anos chega na sétima temporada seguida com a camisa do "bombillo" - apelido do time equatoriano. Reserva na seleção equatoriana, Dreer enfrentou o Flamengo na Libertadores de 2014. Dentro de campo, é o capitão e líder, com voz ativa durante a partida e nos momentos de paralisação de jogo - sempre orientando e chamando a atenção dos companheiros. Também não é raro vê-lo iniciando as jogadas com a bola nos pés, colocando-se como opção para os zagueiros e Arroyo.

"A Caldera"

Com capacidade para 40 mil torcedores, o estádio George Capwell foi reformado, ampliado (antes, cabiam 20 mil) e reinaugurado em setembro 2016 - apenas o Barcelona venceu a equipe da casa no "novo Capwell", em outubro daquele ano. A arquitetura é semelhante ao estádio Independência, mas com cada prédio de arquibancada cercando as linhas do campo - a casa do América-MG não tem arquibancada atrás de um dos gols.

Sem alambrado ou grade ao redor do gramado - contra o Deportivo Cuenca, após o quarto gol, em linda jogada do argentino Luna, um pequeno "hincha" abraçou um dos jogadores elétricos -, os torcedores ficam a poucos metros do campo de jogo. A maior pressão das arquibancadas vem de trás dos gols, onde ficam as "barras". As músicas são conhecidas e ritmos são comuns em outros estádios sul-americanos. "Y ya lo ve, y ya lo ve, es lo equipo de Emelec" é entoado a cada gol do time da casa.

Conheça mais músicas da torcida local:

"Vamos, azules, esta noche tenemos que ganar"

"Quando Emelec anda mal, sua torcida o faz ganhar. Há que cantar com mais força se estivermos perdendo. Isto se chama, "cabrones". Há que ter sentimento"

"Que houve, toro meco (xingamento)? Ainda estou te esperando. Para que venha ao Capwell. Para brigar mano a mano".

Os medalhões e as apostas

Se aparece com boas revelações, como a dupla do ataque Preciado - o melhor da equipe em jogadas individuais (veja o GIF abaixo) e Angulo, que se não tem tanta técnica faz bem o pivô e se aproveita do bom porte físico -, o time de Arias está em meio a processo de renovação do time campeão equatoriano e que vem para oitava participação consecutiva na Libertadores da América. A base da defesa titular no ano passado é quase toda acima dos 30 anos. Paredes, lateral-direito da seleção equatoriana, é o mais jovem, com 30. Baguin, que é dúvida para o jogo de quarta, tem 35 e Guagua, zagueiro, 36.

No meio de campo, o volante Pedro Quiñonez, de 33 anos, era titular até a chegada de Soliz. O camisa 10 Matamoros, 33, tem boa movimentação, mas a técnica não é tão refinada. Contra o Deportivo Cuenca, desperdiçou faltas e chance. Burbano, que atua pela direita no meio, também não impressiona.

A equipe azul ataca mais pelo centro do campo, com tabelas e poucas jogadas pelas pontas, principalmente com Preciado, o que pode facilitar a marcação do Flamengo - que precisa fechar bem o espaço e os avanços de Arroyo e Soliz. Falta variação em jogadas ofensivas e, com exceção de Silva, não é tão perigoso no jogo aéreo. O ataque do Flamengo tem que ficar atento ao número 26, o zagueiro Mejía. Ele costuma sair mais para o jogo e se arrisca com a bola.

Provável formação do Emelec para o jogo contra o Flamengo (Foto: GloboEsporte.com)
Totalmente fora de ritmo, a nova atração do Emelec, Jefferson Montero volta ao time elétrico depois de 11 anos. Ele estreou na goleada sobre o Cuenca, mas não conseguiu dar sequência a sequer uma jogada. Já o argentino Fernando Luna é peça importante no time de Arias. É mais hábil e veloz que o experiente Matamoros.

Chegam mais fortes neste ano, com reforços, revelações e jogadores experientes.



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