Time do Flamengo é espelho da diretoria

JORNAL DO BRASIL: Por Renato Maurício Prado

As desastradas invenções de Paulo César Carpegiani, na semifinal contra o Botafogo, provocaram não somente a derrota e a eliminação no Estadual, mas também um terremoto no departamento de futebol do rubro-negro. Foram degoladas, ontem, a cabeça do próprio treinador, a do executivo de futebol do Flamengo, Rodrigo Caetano, a do gerente de futebol Mozer e outros menos votados. Gosto pessoalmente de Carpegiani (que peguei ainda como craque em campo e no início da carreira de técnico) e de Rodrigo Caetano, mas concordo que algo precisava ser feito.

Ricardo Lomba, o vice-presidente de futebol que praticamente antecipou as demissões, em entrevista após a partida, no Maracanã, foi o primeiro dirigente nas administrações de Eduardo Bandeira de Mello a ter uma reação sanguínea, típica do Mais Querido. Impossível discordar dele.

Foto: Gilvan de Souza
Aquele ar eternamente blasé do presidente e de seu “CEO” Fred Luz, aquele papo furado de que chegar à final de dois torneios tinha sido prova de sucesso, no ano passado, aquela calma com que Paulo César Carpegiani encarava as derrotas, nesta temporada, não são, nunca foram e jamais serão bem aceitas na Gávea.

O elenco do Flamengo é espelho desse comportamento. O time é frio, parece não se incomodar como deveria com as más atuações e com os fracassos e, por vezes, se mostra conformado e, pior, até satisfeito com o futebol medíocre que apresenta, incompatível com a altíssima folha de pagamentos e os jogadores de nome que possui.

Guerrero, Diego, Everton Ribeiro, Diego Alves, Conca e Henrique Dourado, as mais caras e famosas contratações de Bandeira, nenhum deles conseguiu mostrar com a camisa rubro-negra nem a metade do futebol que jogaram nos clubes em que brilharam. Isso sem falar nos menos badalados que também se tornaram grandes decepções, como William Arão, Geuvânio, Berrio, Trauco, Gabriel, Renê, Ederson e vários outros.

Com tantos casos de fracasso, envolvendo tanta gente que brilhou com outras camisas, não dá pra achar que o problema está somente nas quatro linhas. Há sérios erros de planejamento e de administração do grupo. Falta química. E comando, acima de tudo.

É bom lembrar, Bandeira já teve como técnicos Muricy Ramalho, Vanderlei Luxemburgo, Mano Menezes, Dorival Júnior, Reinaldo Rueda, Jorginho, Cristóvão, Ney Franco, Jayme de Almeida, Zé Ricardo e Carpegiani. Nenhum deles conseguiu fazer o Flamengo jogar um futebol realmente convincente e digno da história do clube e da montanha de dinheiro que arrecada - e atualmente (graças à boa administração financeira da atual diretoria, é importante reconhecer) pode gastar.

 Dizia o meu saudoso pai que não existem maus soldados, mas sim maus comandantes. E quem é o comandante em chefe do Mais Querido?

Seja rubro-negro, abandone a vaidade e se afaste de vez do departamento de futebol rubro-negro, presidente. Não é a sua! Vá tratar dos interesses políticos que tem na Rede, partido ao qual está filiado e pelo qual sonha disputar as próximas eleições. E leve, por favor, com você o Fred Luz. Deixe a bola com o Ricardo Lomba que, pelo menos, parece ter o conhecimento do que é a verdadeira alma rubro-negra. Que jamais poderá ser blasé e baseada em planilhas de Excel, como gostam de fazer os economistas como Bandeira de Mello.

Escolha difícil. Rejeição fácil

A curto prazo, o Flamengo terá dificuldades em encontrar um bom nome para assumir o time, em plena disputa da Libertadores. Alguns, entretanto, não devem jamais ser cogitados, como Vanderlei Luxemburgo, Dunga e Felipão. ‘Vade retro’! Cuca seria a solução mais óbvia, se estivesse disposto a trabalhar antes da Copa, o que parece não ser o caso. Já teria até assinado contrato para ser comentarista do SporTV. Mas uma boa conversa não custa nada. Renato Gaúcho também é boa opção. Mas como tirá-lo do Grêmio? Idem com Abel, no Fluminense. Independentemente de quem assumir agora, pensar grande, mesmo, seria começar a conversar com Tite, desde já, para assumir após a Copa, seja qual for o resultado do Brasil. Dinheiro há...


Há sérios erros de planejamento e de administração do grupo. Falta química. E comando, acima de tudo.



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