Blindado, Flamengo trabalha em silêncio à espera do novo treinador

Cuca, Renato Gaúcho e até a efetivação de Maurício Barbieri são as principais possibilidades.

GLOBO ESPORTE: Há uma semana um furacão passou pela Gávea. A eliminação para o Botafogo no Carioca desencadeou em uma série de demissões e, consequentemente, indefinições no departamento de futebol do Flamengo. Paralelamente, o futebol ficou em segundo plano.

Na última quinta, o Flamengo demitiu o diretor Rodrigo Caetano, o gerente Mozer, o técnico Carpegiani, além de outros três membros da comissão técnica – os auxiliares Rodrigo Capegiani e Jayme de Almeida, além do preparador físico Marcelo Martorelli.

Por ora, o clube anunciou apenas o ex-coordenador da base Carlos Noval para a função de executivo. Com duas passagens pela Gávea, o preparador Diogo Linhares, ex-Sport, está a caminho. Ainda sem treinador, quem tem feito as vezes de comandante é Maurício Barbieri.

Jogadores do Flamengo treinando - Foto: Gilvan de Souza
Busca continua; Renato interessa

Noval estava na Itália ao receber o convite para assumir o departamento de futebol e voltou ao Brasil no sábado. Desde então, a rotina é de reuniões. Após ser apresentado na noite de segunda, o dirigente foi ao Ninho nesta terça. A primeira missão é definir o novo treinador. O diretor prometeu o novo técnico até o final da semana, mas o tempo joga contra o Flamengo no momento.

Cuca, Renato Gaúcho e até a efetivação de Maurício Barbieri são as principais possibilidades. O primeiro agrada a Bandeira e a Fred Luz, mas não é unanimidade. O que fez ganhar força o nome de Renato Gaúcho. Informação do Uol confirmada pelo GloboEsporte.com.

Em um primeiro momento, os valores para tirá-lo do Grêmio assustaram. Diante da dificuldade por um nome de consenso, o Flamengo estuda abrir os cofres para oferecer uma boa proposta, embora saiba que não será fácil o tirar de Porto Alegre. O treinador está envolvido na final do Gauchão e na Libertadores.

Elenco blindado

Em meio às polêmicas declarações do vice Ricardo Lomba, que cobrou a falta de empenho do time, após a derrota para o Botafogo, nenhum jogador deu entrevista nos últimos dias. A última vez que os jogadores falaram foi na a saída do Maracanã. Não por acaso. O clube optou por blindar o elenco e deixar a poeira abaixar.

Vale destacar que o clube geralmente não promove coletivas no início da semana, e o diretor Carlos Noval foi apresentado nesta segunda. Mas é incomum os atletas ficarem uma semana sem falar com a imprensa. Com o ambiente mais calmo, uma rotineira coletiva está prevista para a tarde desta quarta. O jogador ainda não foi definido.

Os atletas não falaram com a imprensa, mas desabafaram com a diretoria. Não aprovaram a postura e ficaram contrariados com Lomba. Em reunião no sábado, com a presença do presidente Eduardo Bandeira, o clima pesou. Líderes do grupo como Réver, Diego, Juan e Júlio César não esconderam a insatisfação. Os ânimos acalmaram, mas o tema não ficou para trás dentro do elenco. Ainda há arestas a serem aparadas.

Trabalho e silêncio

A receita do Flamengo para curar a ressaca foi trabalhar. O elenco treinou quase todos os dias e teve folga apenas no domingo de Páscoa. A ideia é aproveitar o tempo livre para recuperar jogadores para o Brasileiro e para a Libertadores e realizar uma espécie de intertemporada no Ninho. Nesta quarta, as atividades serão em dois períodos. A imprensa terá acesso somente ao treino da tarde.

O próximo compromisso oficial é dia 14, na estreia no Brasileiro, contra o Vitória. Antes, o Rubro-Negro disputa amistoso no sábado, contra o Atlético-GO, em Goiânia.


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