Chance da torcida do Corinthians ultrapassar o Flamengo é zero

BLOG TEORIA DOS JOGOS: Por Vinícius Paiva

Detalhamento da pesquisa:
Localidade: Todo o território nacional
Instituto: Datafolha
Amostra: 2.826 entrevistas, em 174 municípios, entre 29 e 30 de janeiro de 2018
Margem de erro: 2 p.p

Tão fresquinha que nem a Folha de São Paulo – porta voz do instituto Datafolha – divulgou os números completos ainda. Mas como era de se esperar, o Blog Teoria dos Jogos preenche esta lacuna, trazendo a público todas as informações sobre a mais recente pesquisa de torcidas no Brasil. Após um período de quase-banalização, eis que as pesquisas rarearam – o último estudo nacional do Datafolha datava de 2014, também às vésperas da Copa. Vamos, portanto, aos resultados, com importantes considerações em seguida.

Criança torcedora do Flamengo - Foto: Gilvan de Souza
A análise por faixa etária empata com a das rendas como recortes mais importantes nas pesquisas. Isto porque uma aponta o tamanho futuro das massas, enquanto outro indica quem consome ou tem potencial de consumir – mesmo em torcidas menores do que outras. Vamos à avaliação do primeiro grupo.

Por idade, não é de hoje, o Flamengo encerra toda e qualquer controvérsia quanto à sua liderança. Na faixa mais jovem, entre 16 e 24 anos, o Mengão explode a incríveis 24%, contra 17% do Timão. Isto, ao menos por ora, é indicativo de que nossa geração não verá qualquer mudança no topo do ordenamento. O aumento entre a garotada rubro-negra é tão impactante que supera em muito faixas reconhecidamente pertencentes à “era Zico”: 20% entre 35 e 44 anos, e 18% entre 45 e 59 anos.

Mas percebam outra estatística interessante: entre os mais velhos (acima de 60), a torcida do Corinthians surge maior que a do Fla (11% a 9%). Em tese, indicativo de que um dia corintianos foram maioria, correto? Errado. Ao menos em se tratando das pesquisas do passado e de antigos relatos em jornais e revistas, que desde sempre atribuíram aos cariocas a condição de Mais Querido. Uma explicação recai sobre o “desalento” que acomete às faixas etárias mais avançadas. Notem que, entre jovens, quem não tem time soma apenas 13%, catapultados a 31% entre os mais velhos. É como se mais flamenguistas do que corintianos tivessem “desistido” em meio à longa jornada. Se olharmos para os últimos 20 anos, notaremos claramente que vem sendo mais fácil e prazeroso (em termos de títulos) integrar os quadros da Fiel…

Mais um que cresce entre os jovens é o São Paulo: marca 8% no geral e 11% em meio àqueles entre 16 e 24. Isto nos leva à impressionante tendência de que, no futuro, Flamengo, Corinthians e São Paulo somem 52% da torcida brasileira – numero hoje estacionado nos 40%.

Os demais clubes se encontram em tendência de estabilidade, mas outros como Palmeiras e Vasco sugerem propensão à queda (decerto, os três últimos anos do Palmeiras ainda não foram captados).

Importante também mirar os números do Santos, que marca 4% entre os mais velhos (“era Pelé”) e despenca para 1% entre a segunda faixa mais avançada, que já pouco assistiu aos desfiles do Rei. Após isso, santistas voltam a subir lenta porém consistentemente, até atingir 3% entre os jovens. Santas gerações de Robinho, Diego, Neymar e Ganso.

Olhem para o Botafogo e percebam que uma única geração mágica no passado remoto deixou de fazer verão: 3% entre os mais velhos, 1% nas demais faixas etárias.

Na faixa mais jovem, entre 16 e 24 anos, o Mengão explode a incríveis 24%, contra 17% do Timão.



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