Chances do Flamengo no Brasileiro vão a 33% com troca de técnico

ESPORTE INTERATIVO: Ao demitir o técnico Paulo César Carpegiani, o Flamengo diminuiu, estatisticamente, em 66% a chance de conquistar o Campeonato Brasileiro deste ano. É contra estes números que luta não só o Rubro-Negro, mas qualquer clube que troque de treinador em meio à temporada na história dos pontos corridos no Brasil. Em 15 anos do formato na principal competição do país, somente cinco superaram o trauma de um trabalho interrompido.

Desde 2003, na estreia do sistema de disputa por aqui, apenas Santos (2004), Corinthians (2005), Flamengo (2009), Fluminense (2010) e Palmeiras (2016) tiveram mais de um treinador nas campanhas vitoriosas. A exceção total à regra é o Timão, que teve quatro trocas de comando durante a corrida para o título. Vale lembrar que em 2004 e 2005 o Brasileirão tinha 24 e 22 clubes, respectivamente. Ou seja, mais jogos e mais tempo para a recuperação. O formato atual, com 20 participantes, começou em 2006.

Carlos Noval e Eduardo Bandeira no Flamengo - Foto: Gilvan de Souza
Fla é o mais instável do país e já teve 11 técnicos com Bandeira

As trocas de treinadores em meio à temporada são constantes no Flamengo, apesar de andar, em média, no caminho contrário ao das conquistas. Só a gestão do presidente Eduardo Bandeira de Mello, no poder desde 2013, já teve 11 técnicos diferentes, de Dorival Júnior a Carpegiani.

Não só isso: o blog Futebol em Números, do jornalista Rodolfo Rodrigues, aponta que o Rubro-Negro é o clube brasileiro mais instável do século, com 39 trocas de comando e 26 técnicos diferentes. Outros dois cariocas fecham o pódio: Vasco e Fluminense.

Para montar o time da estreia no Campeonato Brasileiro, no próximo sábado (14), contra o Vitória, no Barradão, o Flamengo escolheu o auxiliar permanente Mauricio Barbieri. O por enquanto interino, de 36 anos, conta com apoio do grupo de jogadores e é visto como alternativa a um mercado escasso de opções que agradem a diretoria rubro-negra. Os resultados dos próximos jogos serão cruciais para o futuro do jovem profissional na Gávea.

Em 15 anos do formato na principal competição do país, somente cinco superaram o trauma de um trabalho interrompido.


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