Como trabalha Maurício Barbieri, interino do Flamengo

GOAL: Todos os jogadores estão sentados na sala tradicional para análises dos adversários. Ouvem atentamente o jovem treinador que, através de imagens de partidas do Barcelona e Ajax, vai explicando como quer que o seu Red Bull, então classificado para a fase final do Campeonato Paulista jogue.

Este relato do zagueiro Fabiano Eller demonstra a inspiração carregada por Maurício Barbieri. Aos 36 anos, o técnico assumiu o maior desafio da sua carreira: treinar o Flamengo. Maurício prefere poucas palavras para as câmeras e muito trabalho.

Barbieri chegou ao Rubro-Negro com a missão de ajudar a então comissão técnica. Com estilo muito analítico e bem diferente dos demais membros, agora dispensados, chamou atenção de diversos atletas. O técnico é adepto de muito estudo dos adversários e observações constantes de novas ideias. E sua referência é alta: Pep Guardiola.

Maurício Barbieri e Maurício Souza no Flamengo - Foto: Gilvan de Souza
Formado em Educação Física na Universidade de São Paulo, fez estágio complementar no Porto aos 22 anos, por algumas vezes tendo sempre a figura do José Mourinho - então grande nome mundial - como supervisor. Carreira consolidada na base, assumiu Audax Rio e Red Bull SP, onde fez trabalhos que chamaram atenção.

Treinos europeus: intensos e curtos. Assim é a rotina do técnico. Segue a metodologia dos grandes treinadores do mundo, aplicando de 30 a 40 minutos de treinos em alta frequência e de repetição constantes, chegando o mais próximo da realidade dos jogos. Bem diferente dos desgastantes e obsoletos coletivos.

Obcecado pela posse de bola, Maurício passou pelos clubes sempre exigindo participação de todos na construção das jogadas e participação na saída da bola. Inclusive o goleiro, que precisa iniciar a saída "por baixo", como se diz no jargão. Isso chamou atenção de Diego Alves e Júlio César, acostumados ao estilo.

Trabalha bastante o campo reduzido com diversas ideias aplicadas. Exige que os jogadores mantenham a posse, aproximação ao portador da bola para dar sequência a jogada e foco na organização.

Defensivamente exige a participação de todos. Barbieri exibe muitos vídeos de times europeus que marcam sob pressão e, ao levar para o campo, treina e cobra esta marcação. Com as linhas defensivas altas, parte da filosofia de que se perder a bola, rapidamente a equipe deve retomá-la. Caso não consiga, a recomposição defensiva é crucial e requer os 11 bem posicionados.

Maurício Barbieri tem boas referências dos seus ex-jogadores e profissionais mas todos são unânimes: precisa de tempo. Sua metodologia não vai aparecer do noite pro dia, mas só com a assimilação dos jogadores e repetição das ideias.

O técnico é adepto de muito estudo dos adversários e observações constantes de novas ideias. E sua referência é alta: Pep Guardiola.



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