Dessa vez, a torcida absolve o juiz

ESPN FC: Por Marcos Almeida

Foi gol de Geuvânio no pós-último suspiro, como foi pênalti de Henrique Dourado no meio do primeiro tempo. Não sabemos se da penalidade sairia o 1 a 0, nem se dali se construiria uma convincente vitória colombiana. Sabemos que o Flamengo não ganharia esse jogo, tal qual não ganhou. O que se viu, ontem, em Bogotá foi completamente diferente do ocorrido semana retrasada, no Barradão. Naquela oportunidade, o árbitro buscou compensar um erro catastrófico com um intencional, porém de menor influência no resultado. Desta feita, o assoprador da vez quis apenas fazer justiça. Nada de um erro pelo outro, “elas por elas”. Geuvânio já tinha a posse da bola e disparava a poucos metros da área adversária, quando soou o apito. Dentre os dois placares possíveis, aos 50 minutos e 8 segundos da etapa final, o uruguaio Daniel Fedorczuk decidiu assegurar o mais justo.

Uma equipe que abdicou de lutar pela a vitória ao longo de noventa e tantos minutos não podia conquistá-la por ínfimos segundos. 0 a 0, azar do Santa Fe, que poderia ter aberto o placar aos 35 minutos do primeiro tempo. Bom para o Flamengo, que conquistou o empate tão almejado.

Jogadores Flamengo reclamando do árbitro - Foto: Gabriel Aponte/Getty Images
Jogadores e treinador valorizaram o resultado. O Flamengo, que havia disputado duas partidas e não vencido nenhuma em casa, alcançou a quarta não derrota em quatro jogos, na Libertadores. A terceira não vitória também. A situação é exatamente a mesma do ano passado: 4 rodadas, 6 pontos. A confiança no time, no entanto, é menor.

A esperança para a classificação nem rubro-negra é. O flamenguista agora torce pelo River Plate. Se eles pontuarem, na Colômbia, contra o Santa Fe, a gente avança com uma rodada de antecedência, caso vença o Emelec, no Maracanã. Bem verdade que, não fossem erros de arbitragem, poderíamos nos garantir hoje no próximo estágio. E até acredito que, enfim, iremos às oitavas de final. Até porque cair na fase de grupos não dói mais. Enlouquece, enraivece, transtorna, mas não entristece.

Não há sentimentos mais puros, cristalinos, que felicidade e tristeza. No futebol, elas caminham juntas. Só se faz possível estar triste, quando existe a possibilidade de estar feliz. Hoje, o rubro-negro descarta a chance de sentir alegria. Justamente o torcedor cuja marca registrada é o sorriso.

Esse time sabe disso, e por tal razão avançará na Libertadores. Talvez passe pelas oitavas, quartas, semifinal e chegue à decisão. Para, aí sim, perder de novo. Eles querem nos ver na merda, desolados, inconsoláveis, descrentes, desamparados.

A gente merece – e muito – ser feliz, mas tá certo o juiz de ontem. Esse bando de sem alma não merecia rir na nossa cara não.

Bom para o Flamengo, que conquistou o empate tão almejado.


Postar um comentário

[facebook]

FlamengoResenha

{facebook#https://www.facebook.com/FlamengoSouRubroNegro} {twitter#https://twitter.com/FlamengoResenha} {google-plus#https://plus.google.com/u/0/107993712547525207446} {youtube#https://www.youtube.com/channel/UCiHkjDj2ljgIbiv_zUvdG6g/videos}

Formulário de contato

Nome

E-mail *

Mensagem *

Tecnologia do Blogger.
Javascript DisablePlease Enable Javascript To See All Widget