Flamengo de Bandeira contratou apenas um técnico já empregado

DRIBLE DE CORPO: A possibilidade de o Flamengo fazer uma proposta para tirar Renato Gaúcho do Grêmio pode quebrar pela segunda vez um curioso “código de ética” da gestão de Eduardo Bandeira de Mello. Em seis anos de mandato, o presidente rubro-negro teve 12 técnicos diferentes. Apenas um foi assediado pelo clube carioca — e arrancado do time em que trabalhava. Em 2014, Ney Franco pediu demissão do Vitória após um Ba-Vi. Dois dias depois, assumia a equipe da Gávea no lugar de Jayme de Almeida, que havia conquistado a Copa do Brasil e o Carioca.

A era Bandeira de Mello começou com um técnico herdado da administração anterior. Contratado por Patrícia Amorim, Dorival Júnior foi o primeiro comandante do novo presidente. Depois dele, Jorginho e Mano Menezes chegaram ao clube no período em que estavam de molho, desempregados. Na sequência, o auxiliar Jayme de Almeida herdou o cargo de Mano.

Foto: Cezar Loureiro
Assediado pelo Flamengo enquanto trabalhava no Vitória, Ney Franco topou pedir o boné do rubro-negro baiano. Porém, teve curta duração no Ninho do Urubu. Dispensado, deu lugar a Vanderlei Luxemburgo. Naquela época, o profexô estava “na pista”, sem clube.

Quando a passagem de Luxemburgo chegou ao fim, o clube partiu para cima de Cristóvão Borges, que havia sido demitido pelo Fluminense durante o Carioca. Ele também passou pelo clube como um relâmpago. Oswaldo de Oliveira virou solução. O treinador andava encostado desde a saída do Palmeiras. Mandado embora no fim do ano, não começou a temporada 2016.

Muricy Ramalho assumiu o Flamengo depois de um período sabático. Deixou o clube por motivo de doença. A responsabilidade caiu no colo de Zé Ricardo. Na época, a diretoria até pensou em ir ao mercado. Entretanto, o prata da casa vingou e acabou efetivado.

O Flamengo também não atacou coirmãos na saída de Zé Ricardo. Principal alvo do clube na época, Reinaldo Rueda não tinha vínculo com ninguém. Havia pedido para sair do Atlético Nacional e curtia meses sabáticos na Alemanha. Ao receber o convite rubro-negro, embarcou rapidamente de volta para a Colômbia e depois se apresentou no Rio para assinar contrato.

Paulo César Carpegiani também era um homem livre quando aceitou ser coordenador técnico do Flamengo. Cumpriu o contrato com o Bahia e embarcou para o Rio a convite de Rodrigo Caetano. Com a transferência de Reinaldo Rueda para a seleção do Chile, herdou o cargo.

Portanto, o histórico da gestão Eduardo Bandeira de Mello mostra respeito aos contratos dos clubes coirmãos com seus técnicos. A única exceção, em seis anos, é Ney Franco. Como o foco passou a ser em Renato Gaúcho, é possível que atual administração surpreenda, quebre o seu “código de ética” pela segunda vez, em seis anos,  e repita o ataque feito ao Vitória em 2014. A Arrisco dizer que a tendência a essa altura é a efetivação de Maurício Barbieri, repetindo o que foi feito com Jayme de Almeida e Zé Ricardo, ou manter a postura que atual diretoria vem repetindo ao longo desses seis anos: contratar um profissional disponível na praça.

ERA BANDEIRA DE MELLO

O que faziam da vida os técnicos contratados pelo Flamengo?

» Dorival Júnior
Herança da administração de Patrícia Amorim, já estava no clube quando Bandeira assumiu.

» Jorginho
Havia deixado o Kashima Antlers, do Japão, em 2012. Estava desempregado ao assumir o Fla.

» Mano Menezes
Demitido da Seleção pela CBF, voltou ao batente justamente no Flamengo.

» Jayme de Almeida
Era auxiliar de Mano Menezes antes de ser efetivado como técnico rubro-negro.

» Ney Franco
É o único na era Eduardo Bandeira de Mello que recebeu proposta enquanto estava empregado. Pediu demissão do Vitória após clássico contra o Bahia, um  dia antes de o Flamengo anunciar oficialmente a demissão de Jayme Almeida depois de um Fla-Flu.

» Vanderlei Luxemburgo
Estava desempregado quando foi contratado para substituir Ney Franco.

» Cristóvão Borges
Desempregado após ser demitido pelo Fluminense, foi contratado para suceder Luxemburgo.

» Oswaldo de Oliveira
Estava disponível no mercado depois de comandar o Palmeiras durante o Brasileirão.

» Muricy Ramalho
Cumpria ano sabático quando foi anunciado como novo técnico do Flamengo.

» Zé Ricardo
Era auxiliar de Muricy Ramalho antes de virar interino e depois ser efetivado no cargo.

» Reinaldo Rueda
Quando acertou, havia deixado o Atlético Nacional, da Colômbia, e viajava pela Alemanha.

» Paulo César Carpegiani
Depois de cumprir contrato com o Bahia, assumiu como técnico após a saída de Rueda.

Como o foco passou a ser em Renato Gaúcho, é possível que atual administração surpreenda, quebre o seu “código de ética” pela segunda vez.



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