Futuro de Tite na Seleção interfere na busca do Fla por técnico

Cuca tinha resistência dentro do Flamengo, mas seu nome apareceu como opção quando preferidos foram descartados.

MARCEL RIZZO: O desempenho da seleção brasileira na Copa do Mundo da Rússia, e o futuro de Tite, ditam o mercado de técnicos no Brasil para o segundo semestre de 2018. Uma possível vaga para comandar o time da CBF a partir de julho ou agosto fez com que procuradores brecassem ofertas a seus clientes no momento. A ordem era ficar onde está e esperar.

À procura de um treinador desde que demitiu Paulo César Carpegiani no fim de março, o Flamengo ''sofreu'' com esse mercado que aguarda o Mundial (hoje o Fla está comandado pelo interino Mauricio Barbieri). Ao menos dois nomes cogitados não aceitaram mudar de planos no momento: Cuca, que está sem clube, e Renato Gaúcho, no Grêmio.

Felipão e Cuca - Foto: Levi Bianco / Brazil Photo Press
Renato era o preferido da diretoria flamenguista, e recebeu proposta para ganhar salário altíssimo na Gávea, equipe com a qual tem forte identificação, assim como no Grêmio. Rejeitou, muito porque o trabalho em Porto Alegre está bem avaliado, mas também porque sonha em dirigir a seleção brasileira.

Se a oportunidade aparecer após a Copa, com Tite deixando o cargo, é mais fácil para Renato deixar o Grêmio, clube que já está há quase dois anos nessa passagem, do que seria sair do Flamengo com poucos meses de trabalho. Renato tem recebido muitos elogios de profissionais do futebol — apesar de todo o ar de técnico ''das antigas'', ele renovou procedimentos no Grêmio, com ótimas abordagens de scout de atletas e de gerenciamento de equipe.

Cuca tinha resistência dentro do Flamengo, mas seu nome apareceu como opção quando preferidos foram descartados. Ele, porém, já havia acertado contrato para ser comentarista da TV Globo durante a Copa. Uma experiência nova para o treinador, que desde que deixou o Palmeiras em outubro de 2017 está parado. O Atlético-MG o havia sondado, depois o Flamengo, mas a ideia de aguardar até a Copa do Mundo, materializada no ano passado, foi mantida.

Se o Brasil for campeão ou apresentar uma campanha satisfatória, a tendência é que Tite renove por mais um ciclo de Mundial, até 2022 (novo contrato que a cúpula da CBF gostaria até de antecipar, como já mostrou o blog). Se fracassar, até por iniciativa do treinador, a tendência é que haja o fim do casamento —  seria duro manter apoio ao trabalho por mais quatro anos em caso de trajetória muito ruim.

Hoje, a CBF, que tem um novo presidente eleito, o diretor executivo Rogério Caboclo, indicado por Marco Polo Del Nero, suspenso enquanto a Fifa investiga suspeitas de corrupção, não pensa um plano B pós-Copa caso Tite fracasse. Nos bastidores da entidade, há dois tipos de fracassos mencionados: o ''7 a 1'', que é caso haja alguma derrota vergonhosa, sofrendo goleada ou para uma seleção inexpressiva, e o ''Copa de 66'', que remete ao Mundial da Inglaterra, quando teve a pior campanha da história, caindo na primeira fase.

Ninguém imagina que qualquer um dos casos vá acontecer.


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