Gilmar Ferreira sugere tempo ao Flamengo com Maurício Barbieri

Mas são poucos, diria raros, os que aceitam ou defendem a ideia de ver o time do coração dirigido por um técnico jovem.

GILMAR FERREIRA: É curiosa, por vezes engraçada, a discussão sobre a renovação no quadro de técnicos do futebol brasileiro.

Todo mundo concorda com a necessidade.

Todo mundo critica a mesmice.

Todo mundo inveja a forma inovadora como os treinadores europeus trabalham seus times...

Mas são poucos, diria raros, os que aceitam ou defendem a ideia de ver o time do coração dirigido por um técnico jovem.

Maurício Barbieri ao lado da Comissão Técnica do Flamengo - Foto: Gilvan de Souza
Jovem, mas jovem mesmo, daqueles ainda sem grandes conquistas à frente de uma grande marca.

Mesmo que o profissional seja capacitado, com mente arejada e boa reputação no mercado, o ideal, para essa gente, é que ele inicie a carreira em outro clube.

Um qualquer, de pereferência enorme, mas que não seja o dele.

"Aqui não é lugar para principante", dizem.

POIS É evidente que me refiro a Maurício Barbieri, de 36 anos.

Treinador que, por decisão mal tomada em ano político, herdou da confusa diretoria do Flamengo a missão de dirigir o time.

Time que vinha sendo projetado pelo também jovem Zé Ricardo.

E que depois passou cinco meses nas mãos do vitorioso colombiano Reinaldo Rueda.

E também mais dois sob o comando do experiente Paulo César Carpegiani.

Ora, bolas...

Não tivesse havido a pressão equivocada e precipitada sobre Zé Ricardo, o Flamengo, bem ou mal, teria um treinador agora mais amadurecido.

Alguém, com ideias contemporâneas e vasto conhecimento do clube.

Por fim, mais preparado para levar o time do Flamengo ao ponto onde sua torcida tanto deseja chegar.

Mas Zé Ricardo tinha um problema: era jovem.

POIS NÃO duvido que um tropeço na partida diante do Santa Fé, na Colômbia, nesta quarta-feira, traga novos questionamentos ao trabalho de Barbieri.

Mas insisto que o melhor a se fazer neste momento é reforçar o plano de trabalho, sobretudo com mais ênfase no plano mental, em vez de crucifica-lo.

E então esperar que o pós Copa aponte um caminho.

O presidente Bandeira de Mello, errático ou visionário, não tem como mudar o cenário em curto prazo.

E Maurício Barbieri erra e acerta como quase todos que estão no mercado.

Sejam eles novatos ou experientes...

Portanto, se o Flamengo não tiver paciência, estará sempre correndo atrás da própria cauda...


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