Grupo critica direção do Flamengo e cobra acerto com Renato

O GLOBO: O grupo União Rubro-Negra, formado por membros de oposição do Flamengo, divulgou uma carta aos sócios e aos torcedores em que faz críticas a diretoria pela forma com que conduz o futebol do clube neste momento. Em manifestação que chama a gestão do futebol de "tragédia", há o clamor pela contratação do técnico Renato Gaúcho pelo diretor executivo Carlos Noval, único poupado das reclamações.

Confira a carta:

CARTA AOS SÓCIOS E TORCEDORES DO FLAMENGO

Na quarta-feira passada, dia 28 de março de 2018, chegamos ao fundo do poço.

A derrota para o Botafogo na semifinal do carioca sintetiza os 5 anos e 4 meses de fracassos do Flamengo no futebol por conta de um grupo de forasteiros que conquistaram a presidência do clube em dezembro de 2012.

Renato Gaúcho campeão - Foto: Lucas Uebel
Eles chegaram com a promessa da mudança e da modernização. Como bons forasteiros que são, decretaram a morte do passado e proclamaram uma nova era de conquistas. Seu slogan era “Flamengo Campeão do Mundo”.

Mas, no seu sexto ano de administração – e agora, divididos politicamente em azuis, verdes, azuis traíras virando verdes, verdes traíras virando azuis, etc - não conseguimos chegar nem à final de um campeonato estadual em que a soma das folhas salariais dos nossos três maiores rivais não chega a 50% da nossa folha.

A cortina de fumaça da boa gestão, que conseguiu lhes eleger em 2012 e lhes reeleger em 2015, finalmente, vai se esvaindo. Afinal, mesmo uma mentira repetida mil vezes deixa de ser verdade quando o resultado nunca chega.

Por enquanto ainda se credita a esse grupo, avanços administrativos e financeiros no clube. Apesar de algumas lendas e distorções muito bem apresentadas pelos mesmos, não queremos polemizar sobre esses temas por duas razões: em primeiro lugar, porque reconhecemos alguns desses avanços, principalmente no campo administrativo. Em segundo lugar, não vamos polemizar sobre esses temas, exatamente porque a prioridade, o foco e o objetivo final devem ser sempre o Futebol.

Não há Flamengo sem futebol. E quem vive o Flamengo, sabe que não há viabilidade administrativa ou financeira para o clube sem resultados no futebol.

Na verdade, sem resultados no futebol, o presente é humilhante e o futuro, um deserto.

E a pergunta que surge é: Como que tantos de nós, sócios do Flamengo, fomos capazes de acreditar por tanto tempo que nosso passado de conquistas no futebol, seria resgatado por um grupo formado por magnatas descompromissados, burocratas incompetentes, herdeiros falidos e uma garotada que acredita que o mundo real e as redes sociais são a mesma coisa?

Marcados pela soberba, pela dissimulação e pelo uso permanente de propaganda mentirosa nas redes sociais e na mídia, essas pessoas desrespeitaram de forma sistemática (dentro e fora do Conselho Deliberativo) aqueles que ajudaram a construir a história vitoriosa do Flamengo antes da sua chegada ao clube.

Mais gravemente, tentam até hoje, viabilizar mudanças estatutárias para se perpetuarem no poder às custas dos direitos políticos dos sócios-proprietários – aqueles que juntos com a massa rubro-negra, verdadeiramente investiram e construíram esse clube ao longo de mais de 120 anos de história.

Como fomos capazes de acreditar que a glória do Flamengo seria resgatada por um grupo de forasteiros que para conquistarem o poder, optaram por lançar como candidato, um funcionário apagado de um banco público que tinha como maior “qualidade” o seu jeito submisso e inofensivo aos olhos dos seus criadores?

De fato, não tinha como dar certo - até por que o então candidato– que se diz um assíduo leitor de manuais básicos de gestão (mas, que nunca comandou uma birosca) - se rebelou diante da soberba e da arrogância daqueles que o tiraram do pé de laranja para ser presidente do Flamengo.

Diante de tal rebeldia, os magnatas ambiciosos e descompromissados foram cuidar de suas propriedades e lembram do clube apenas nos anos eleitorais.

Permaneceram ao lado do presidente incompetente, os herdeiros falidos, os burocratas medíocres e a garotada das redes sociais (todos precisando manter a sua “boquinha” no Flamengo - em alguns casos, “bocona”).

No entanto, apesar da atual divisão política desse grupo – que eventualmente, pode até deixar de existir no processo eleitoral - é preciso lembrar que há outros pontos além da eleição de dezembro de 2012, que unem azuis, verdes e o nosso vacilante e eterno governista vice-presidente geral:

1) O desprezo por todos aqueles dirigentes e sócios que construíram a história do Flamengo antes da chegada deles ao clube;
2) O desejo de se perpetuarem no poder às custas de uma contínua redução dos direitos políticos dos sócios-proprietários;
3) O gosto pela perseguição e pelo uso de mordaça em seus adversários políticos;
4) O uso do Flamengo como “escada” para suas ambições político-eleitorais – vide a candidatura do presidente Eduardo Bandeira de Melo a Deputado Federal;
5) E finalmente, a absoluta incompetência de todos esses forasteiros na gestão do Futebol do Flamengo.

Sem resultados no futebol, não há crescimento da torcida – seja em número, seja em paixão. Sem crescimento da torcida, o Flamengo se tornará um clube menor. Tornando-se um clube menor, perderá substancialmente sua capacidade de gerar receitas. Com receitas menores - mesmo que seja apenas relativamente aos outros clubes - os resultados no futebol ficarão cada vez mais difíceis.

Infelizmente, nossa entrada em tal ciclo vicioso está mais próxima do que muitos pensam.

A postura do nosso grupo é direta e sem demagogia. Estamos num ano eleitoral e mais uma vez, assim como em 2015, seremos o único grupo político de oposição a todos esses forasteiros que são conjuntamente responsáveis pela tragédia que o futebol do Flamengo se transformou apesar das CENTENAS de milhões de reais que foram gastos no departamento ao longo dos últimos 5 anos e 4 meses.

O clube que formava grandes craques se tornou um cemitério de talentos. Temos uma equipe que não tem espírito de grupo, que foi mal contratada e que é mal gerida e mal cobrada.

Mas, na nossa opinião, os jogadores estão longe de serem os grandes culpados por essa tragédia.

Na verdade, depois dos técnicos (que entram e saem numa velocidade assustadora e como nunca se viu em nenhuma gestão do clube), os jogadores são os segundos bodes expiatórios preferenciais de um grupo político covarde e incompetente que além de tudo que já foi exposto, vem desrespeitando continuamente figuras que fazem parte da história vitoriosa do futebol do Flamengo.

Técnicos e jogadores não são os grandes culpados pela tragédia que estamos vivendo. Os verdadeiros responsáveis se escondem atrás de comitês e na proteção de parte da mídia.

Infelizmente, acreditamos que as mudanças realizadas nessa semana são tardias, equivocadas (quem tinha que ter sido demitido há muito tempo, mas que foi mantido graças à sua relação “especial” com o presidente Bandeira e o CEO Fred Luz, chama-se Rodrigo Caetano) e provavelmente, não nos livrarão de novas humilhações na disputa da Libertadores e do Campeonato Brasileiro.

Nossa última esperança é que o gerente Carlos Noval realmente feche com o Renato Gaúcho (obviamente que dentro de um contexto de absoluta responsabilidade financeira) - ambos conhecem o Flamengo e são praticamente da casa. Algo que aliás, fomos os únicos a defender em 2015 contra verdes e azuis que falavam irresponsavelmente em Sampaoli e até Guardiola para treinador...

Mas, confessamos que nossa esperança de acontecer uma virada é muito reduzida. Afinal, com a Libertadores correndo e o Campeonato Brasileiro começando em 10 dias, não temos nem comissão técnica.

Planejamento zero. Falta de cobrança. Relações pessoais entre o presidente e seus executivos colocadas acima dos resultados. Enfim, tudo errado.

O futebol do Flamengo precisa ser reerguido e renovado por sócios que vivem o clube de verdade (e não virtualmente), que conhecem a sua história, que respeitam o seu passado e que, principalmente, priorizam o próprio futebol.

Nosso objetivo é construir de forma permanente, um Flamengo com menos negociações milionárias e mais soluções de dentro de casa.

Um Flamengo que abrace o Maracanã como a casa de todos nós, rubro-negros, sem elitismos e favorecendo a entrada de torcedores de renda mais baixa a partir de mudanças no Programa Sócio-Torcedor.

Um Flamengo que só forme equipes com jogadores aguerridos, disciplinados e que tenham alegria de jogar futebol e conquistar títulos juntos.

Nada disso com que sonhamos é novo. Esse sonho, na verdade, representa a própria história vitoriosa do Clube de Regatas do Flamengo.

Com vontade de mudar, poderemos revivê-la.

SRN

UNIÃO RUBRO-NEGRA

Rio de Janeiro, 5 de abril de 2018.


Há o clamor pela contratação do técnico Renato Gaúcho pelo diretor executivo Carlos Noval, único poupado das reclamações.



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