Marquinhos assume protagonismo no Flamengo: "Não fujo disso"

O poder de decisão do craque é uma das características mais fortes de sua personalidade como jogador.

GARRAFÃO RUBRO-NEGRO: Por Rafael Rezende

Virar a chave no meio de uma partida é uma tarefa bem difícil, mas Marquinhos conseguiu. O ala, que só tinha cinco pontos até o minuto final do último período, chamou a responsabilidade, e empatou rumo à prorrogação com uma cesta na zona pintada e a cobrança de dois lances livres (83x83). Depois, só deu ele. Dos 14 feitos pelo time da Gávea, 12 foram de sua autoria (97x92). Protagonismo puro.

O poder de decisão do craque é uma das características mais fortes de sua personalidade como jogador. Não à toa, é considerado o melhor do basquete brasileiro. Contra o Minas, no jogo que decretou o fim da série, apareceu no momento certo. Consciente da sua importância, o postulante a MVP deu uma declaração firme e segura. Digna de quem conhece o próprio potencial.

Foto: Staff Images
- Na hora que mais precisamos, mais acreditamos. Quando faltava um minuto, estávamos sete pontos atrás, e as nossas bolas caíram. Levamos pra prorrogação e ganhamos confiança. Jogar 39 minutos atrás é difícil, então, o triunfo dá muita moral. Isso aqui é Flamengo, né? Foi uma partida difícil e dura. A torcida estava chiando, mas quando encontramos o ritmo, veio junto. Comprou nosso barulho e, por isso, dedico o resultado à ela. Alguns jogadores não tiveram uma noite boa, inclusive eu. Estava apagado, porém, sei da minha importância. Tenho que pegar, partir pra cima, buscar espaço, cavar faltas e etc. Como jogador do Flamengo, não posso fugir disso. Fico feliz comigo mesmo. Vi gente falando 'tira o Marquinhos', entretanto, dei a volta por cima e, no momento decisivo, converti umas cestas e saímos com a vitória - declarou.

Questionado sobre a ansiedade de fazer 3-0 e pensar somente na semifinal, Marquinhos comparou com um jogo de vôlei, e explicou o porquê. Na visão do camisa 11, o Rubro-Negro demorou a se encontrar, mas soube ajustar o foco para vencer.

- É sempre assim. Eu acompanho muito vôlei, e do segundo ao terceiro set, é difícil. Percebo que os jogadores ficam loucos para acabar, mas tem a questão emocional. No nosso jogo diante do Minas, isso ficou visível. A gente queria finalizar a série, e eles vieram para o tudo ou nada. Estavam confortáveis, pois não tinham nada a perder. O ataque deles fluiu, porém, fomos valentes. Sabíamos que dava para ganhar, ficamos focados e conseguimos - avaliou.

A união do elenco foi citada com louvor pelo atleta, que confessou: cansou e tirou forças do além por causa do suporte dos companheiros. Segundo o mesmo, conquistar o NBB é a meta do grupo.

- Esse time foi bem reformulado, e nós trouxemos caras que querem muito vencer, como o Cubillan, Pecos, Rhett e Varejão. Ainda tem Pilar e Mogi, que não jogam tanto, mas treinam duro. Essa força que eles dão, nos contagiam. Os caras, mesmo no banco, ficaram gritando 'vamos que dá'. Eu estava exausto fisicamente, mas via aquilo e ganhava energia mental. Isso é legal demais. Todo mundo quer esse título - encerrou.




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