Maurício Barbieri, do Flamengo, tem histórico de times ofensivos

Talvez, esteja se abrindo uma possibilidade de rompimento com o 4-2-3-1 e o 4-3-3 — modelos mais utilizados nas últimas temporadas.

CORREIO BRAZILIENSE: Em mais uma tentativa de decifrar o técnico interino do Flamengo, o blog pesquisou de que forma Maurício Barbieri montou seus times nos quatro clubes em que trabalhou antes de chegar no início deste ano ao Ninho do Urubu. É possível afirmar, por exemplo, que ele não é, ou pelo menos não era, apegado a um sistema tático. Há variáveis nas passagens por Audax Rio, Red Bull Brasil, Guarani e Desportivo Brasil. Talvez, esteja se abrindo uma possibilidade de rompimento com o 4-2-3-1 e o 4-3-3 — modelos mais utilizados nas últimas temporadas.

Em 31 de março de 2013, por exemplo, Maurício Barbieri comandou o Audax Rio contra o Flamengo. Na época, venceu o time comandado por Jorginho por 1 x 0. Ciente de que o material humano era inferior ao do adversário, montou a equipe no 4-4-2 e teve paciência para aproveitar os erros rubro-negros e bater o adversário por 2 x 1, em Moça Bonita. Na época, ele contava com dois jogadores experientes: o volante Andrade, com passagem pelo Vasco, e o zagueiro Fabiano Eller, que havia defendido o Flamengo. O Audax Rio fez uma campanha digna e terminou o Estadual na sétima posição.

Maurício Barbieri, do Flamengo - Foto: Tiago Caldas
Na temporada de 2015, Maurício Barbieri levou o Red Bull Brasil às quartas de final do Campeonato Paulista. Era o auge de um trabalho iniciado com a promoção do time bancado pela bebida energética à elite do Estadual. Na fase de mata-mata, foi superado pelo São Paulo em uma partida única: 3 x 0. Aquela campanha mostra Barbieri utilizando o sistema 4-3-3. “Ele gostava muito de jogar com dois volantes e o Lulinha na armação”, lembra em entrevista ao blog Umberto Louzer, ex-assistente de Barbieri. Curiosamente, o meia Gustavo Scarpa era reserva daquele time. Na época, o meia havia sido emprestado pelo Fluminense ao RB Brasil. Outro destaque da equipe era o volante Willian Magrão, um dos cães de guarda do time.

No início do ano passado, Maurício Barbieri tentou organizar o Guarani no 4-2-3-1 durante parte da Série A2 do Campeonato Paulista, mas o time não deu liga e ele perdeu o emprego. O veterano Fumagalli era uma espécie de Diego no esquema tático, o camisa 10 centralizado na linha de três armadores — Bruno Nazário pela direita e Marcinho na esquerda. O trio tinha a missão de abastecer o centroavante Uéderson, referência do ataque alviverde.

No segundo semestre, Maurício Barbieri assumiu o desafio de liderar o Desportivo Brasil na Copa Paulista. Fez um bom trabalho e levou a equipe às quartas de final. Foi eliminado pela tradicional Portuguesa, liderada na época por Paulo César Gusmão. O Desportivo Brasil jogava no 4-4-2, um modelo que pode se repetir no Flamengo, por exemplo, com Everton Ribeiro e Diego na armação protegidos pelos volantes Cuéllar e Willian Arão. Na frente, Vinicius Junior em parceria com Henrique Dourado ou Guerrero. Quem sabe até dois centroavantes.

Em meio a tantas más notícias, a boa é que Maurício Barbieri não aparenta ser um técnico refém de um sistema tático. Como mostra a pesquisa, ele tem cara de que escolhe o formato com base no que tem em mãos. Neste sábado contra o Vitória, por exemplo, está em dúvida entre Everton Ribeiro ou Willian Arão. Talvez, um indicativo de tempos de mudança, principalmente diante da iminente perda de Everton Cardoso para o São Paulo.


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