Maurício Barbieri e o novo Flamengo

MWFUTEBOL: Por Luan Silveira

O Flamengo enfrenta hoje o Santa Fé, pela Libertadores da América, após duas semanas de preparação e apenas um jogo oficial disputado, o empate por 2×2 com o Vitória pela primeira rodada do Campeonato Brasileiro.

Após a demissão de Carpegiani e de outros cinco membros do departamento de futebol, o auxiliar técnico Maurício Barbieri assumiu interinamente a equipe, mas como aposta do novo diretor de futebol, Carlos Noval, e do presidente, Bandeira de Mello, para assumir efetivamente o time após os jogos iniciais do Brasileirão e os dois confrontos contra o Independiente Santa Fé.

Como a maioria dos jovens treinadores do Brasil e do mundo, Barbieri preza pelo uso dos modernos conceitos táticos e métodos de treinamento, mas por ser tão jovem e inexperiente, e por possuir o apoio de um presidente que diversas vezes erra no comando do futebol rubro-negro, traz uma grande insegurança para a torcida do Flamengo.

Longe de mim querer afirmar após um único jogo, em que o time atuou apenas com dez em campo durante 80 minutos, que Barbieri salvará a temporada do Flamengo, mas é possível perceber alguma evolução em certos aspectos que poderão ser observados melhor durante a partida de logo mais.

Presença ofensiva dos homens de meio

Durante o período de treinos foi muito falado nas entrevistas que Barbieri pediu aos meias que “pisassem” mais na área. Durante o curto período de Carpegiani no comando do time foram ouvidas algumas críticas quanto ao isolamento de Henrique Dourado no ataque, e de fato por muitas vezes ele recebia pouca ou nenhuma companhia dos homens de trás.

A ideia de se ter mais gente dentro da área adversária é simples, ter mais opções para passe ou cruzamento e mais gente perto do gol pra pegar essa segunda bola.

Abaixo pode se observar um lance do jogo entre Botafogo e Flamengo pela semifinal do Campeonato Carioca. Reparem que mesmo na metade do segundo tempo e com o time necessitando do gol para avançar para a final, apenas Dourado e Marlos (que havia entrado na função de segundo atacante) estavam posicionados na área em uma situação clara de cruzamento.

Já no jogo de sábado, mesmo com o jogo empatado e um jogador a menos em campo, haviam quatro atletas dentro da área e em progressão para a pequena área quando Paquetá vence o marcador do Vitória e entra na área com a bola.

Sistema defensivo com marcação por zona, compactação, balanço e rápida recomposição

A mudança de mentalidade dos jogadores não aparece somente pra pisar mais na área, uma vez que o time antes e depois da expulsão de Éverton Ribeiro, apresentou linhas muito próximas e uma rápida recomposição por parte dos jogadores mais ofensivos, pontos altamente criticados no período comandado por Carpegiani, além de uma ideia inicial de balanço defensivo (quando o time se move quase que em bloco pro lado da bola e dos jogadores adversários), que requer um time bem compactado pra funcionar corretamente, mas que foi um pouco prejudicada pelo jogador a menos (como quase tudo no jogo), porém a maior evolução, por assim dizer, foi a entrada de uma marcação por zona que visa negar espaços para o oponente junto de uma pressão ao portador da bola ao invés da marcação por encaixes utilizada anteriormente. Muda-se o foco do jogador para o espaço, algo amplamente enraizado no futebol europeu atual.

 Os exemplos relacionados a essa aparente evolução defensiva podem ser vistos nas imagens a seguir. Percebe-se que Juan acompanha Pedro de perto tendo que inclusive sair da última linha para marcá-lo na entrelinha, que em tese seria de responsabilidade de Jonas nesse jogo, gerando um espaço que poderia ter sido utilizado por Marcos Jr., que passava em velocidade, mas o lançamento foi muito forte e parou nas mãos do goleiro.

No lance de sábado é possível ver que apenas Vinícius Jr. não vai para o lado da bola, seja por ordem do treinador ou por falta de assimilação do conceito. Com a expulsão de ER, Cuéllar teve que deixar a entrelinha, para fechar a segunda linha de quatro, que foi explorada nesse lance por Denílson.



Muito cedo pra avaliar se Barbieri deve ou não permanecer, até porque, infelizmente, foi muito limitada a observação do trabalho dele devido à expulsão logo cedo, mas o panorama é animador para o jogo contra o Santa Fé onde se espera um Flamengo com a bola, praticando o jogo apoiado (onde os jogadores estão sempre buscando oferecer linhas de passe aos companheiros causando com frequência superioridade numéricas nos setores) dos nove primeiros minutos. Caso isso de fato ocorra mais ainda será falado sobre o trabalho do Barbieri em breve por aqui.

Um grande abraço a todos e SRN.

@analise_CRF @luansilveirap

A mudança de mentalidade dos jogadores não aparece somente pra pisar mais na área

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