Três motivos para acreditar no Flamengo nesse Brasileirão

A mística da bagunça: É a mais irracional das razões irracionais, é a mais mística das leituras místicas, é a mais aleatória das análises aleatórias.

ESPN FC: Por João Luis Jr.

E nesse sábado o começa o Campeonato Brasileiro, a competição mais longa, disputada e, para o Flamengo nos anos recentes, frustrante do Brasil. 20 times disputarão, por longas e extenuantes 38 rodadas, o título de melhor clube do país, assim como vagas na Libertadores e Sulamericana, enquanto esperanças surgem, morrem e homens adultos xingam atletas profissionais em redes sociais por conta de pontuação no fantasy game Cartola.

Mas qual a situação do Flamengo nessa temporada? Entramos como favoritos por conta do investimento financeiro e dos nomes de peso no elenco ou nosso futebol atual nos credencia apenas como coadjuvantes? Será o ano da afirmação de Vinícius Junior como jogador ou da confirmação de que Pará deveria investir numa recolocação profissional? O famigerado cheirinho finalmente irá se tornar real ou o Flamengo seguirá sua trajetória como novo Internacional, que está sempre “vindo forte no Brasileirão”, mas acaba no fim das contas brigando pela Taça Sétimo Lugar?

Vinicius Júnior - Foto: André Mourão
Para analisar com mais detalhes a situação do Flamengo na competição iremos fazer dois textos, um com as razões para acreditar num título rubro-negro e outro com as razões para duvidar. Primeiro, é claro, vamos apresentar os motivos para separar aquele espaço na sala de troféus, comprar a camisa nova mesmo ela custando um mês de mensalidade do colégio do seu filho e já começar a tatuar o rosto de Cuellar na sua virilha esquerda.

Paquetá: tão bom de bola que batizaram retroativamente uma ilha com seu nome
A molecada: Por mais que ainda sejam irregulares, por mais que ainda sejam jovens, por mais que não seja possível colocar a pressão de uma nação de torcedores nas costas de um menino de aparelho nos dentes e um garoto que até pouco tempo gravava raps sobre o Flamengo no seu quarto, é fato que Vinícius Junior e Paquetá se tornaram dois dos principais jogadores do Flamengo desde a temporada passada. E são exatamente nomes como os deles, junto com outros meninos como Vitor Gabriel, Lucas Silva, Jean Lucas e Pepê que aumentam as esperanças de um Flamengo mais motivado, menos acomodado e capaz de oferecer alguma surpresa além de “em que rodada vamos ter que abandonar a disputa pelo título e nos conformar com a vaga na Libertadores?”

O ataque: Vem funcionando bem na prática? Não vem, claro. Mas é impossível negar que ao menos na teoria um ataque que inclui o atual artilheiro do Brasileirão, duas das maiores revelações recentes do nosso futebol, um meia frequentemente convocado para a seleção e um jogador que apesar da fase ruim despertaria o interesse de qualquer clube de ponta no país é uma força a ser respeitada. Apesar de em dados momentos termos a clara sensação de que os jogadores não apenas não treinam juntos como nem se conhecem e acabaram de ser reunidos aleatoriamente através de um app, se Dourado, Paquetá, Vinícius Junior, Diego e Éverton Ribeiro (auxiliados pelo outro Éverton) conseguirem jogar o que sabem o Flamengo tem em suas mãos uma das maiores potências ofensivas do continente.

A mística da bagunça: É a mais irracional das razões irracionais, é a mais mística das leituras místicas, é a mais aleatória das análises aleatórias, mas é fato que o Flamengo recente se caracterizou por ser um clube que cresce na bagunça, que se prova diante do improvável, que brilha exatamente quando a noite se torna mais densa. Fomos campeões com um Petkovic que estava no clube quase contra a vontade dos dirigentes, ganhamos um brasileiro com um Adriano queimando pé em lâmpadas de teto, nosso último título importante, a Copa do Brasil de 2013, foi com Hernane Brocador e Elias arrastando até o triunfo a equipe do vovô Jayme, então por que não pode acontecer algo parecido em 2018? Uma equipe que começa o campeonato sem treinador, num ano em que o planejamento foi para o vinagre, a eleição do clube já torna a Gávea um caos e nossa maior esperança de reforço é um jogador voltar da suspensão anti-doping tem sim alguns daqueles elementos de suprema loucura que caracterizaram alguns dos mais recentes triunfos rubro-negros, se você for dos que acreditam nesse tipo de coisa.


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