Um dos elencos mais caros do país segue sem comandante

COSME RIMOLI: Primeiro, foi Cuca.

Ele preferiu manter sua promessa feita à TV Globo. A de que, até o final da Copa da Rússia, não trabalhará em clube algum. No fundo, mantém uma réstia de esperança de assumir a Seleção, se Tite, por alguma razão, largar o cargo.

Depois, Abel Braga.

Sem a menor cerimônia, a direção enviou empresários perguntar ao treinador do Fluminense, se ele estava disposto a trabalhar no Flamengo. A resposta foi direta. Não. O treinador não largaria o clube em uma das suas maiores crises financeiras de sua história. Sabe que disputará o Brasileiro com jogadores baratos e jovens promessas. Seu objetivo é evitar o rebaixamento para a Segunda Divisão.

Foto: Alexandre Loureiro/Getty Images
A sondagem chegou a Luiz Felipe Scolari. Mas ele já tratou de cortar o assunto pela raiz, mandando dizer que seu plano está em trabalhar na Europa ou no mercado asiático, depois da Copa do Mundo.

Depois, Eduardo Bandeira de Mello decidiu ousar mais ainda. Mandou empresários entrarem em contato com Renato Gaúcho. Ele seria o treinador ideal para o presidente, que diminuiu a dívida do clube de R$ 750 milhões para R$ 350 milhões, mas que segue de maneira frustrante com o time dentro do gramado.

A proposta abalou profundamente Renato Gáucho. O treinador nunca venceu tanto na sua carreira de 18 anos como técnico. Ele havia vencido apenas a Copa do Brasil em 2007 ao voltar para o Grêmio, em 2016. Logo venceu outra vez a Copa do Brasil. Em 2017, conquistou a Libertadores da América. Em 2018 já tem a Recopa e o Campeonato Gaúcho.

Renato pensou por uma semana. Mas desistiu. Percebeu que está mais do que seguro para ficar até o final do ano no Olímpico. Com um elenco competitivo, maduro, montado por ele. Com a torcida e imprensa o idolatrando. E a diretoria fazendo absolutamente tudo o que ele pedir.

Está em casa em Porto Alegre, como maior ídolo da história gremista. Sabe que, um dia, sua estátua estará em frente ao estádio. E como tem só 55 anos, pode esperar por 2019 e aí partir para seu sonho, dirigir o Flamengo. Se o clube ainda precisar dele, em dezembro, a história será outra. Agora, ele agradeceu o convite, mas seguirá no Grêmio.

Bandeira de Mello já contava com Renato Gaúcho.

Agora, está absolutamente sem plano B.

Terá de começar o Brasileiro com o auxiliar Maurício Barbieri.

Só que sua ala política está apavorada.

Sabe que precisa de ótimos resultados, se possível uma conquista até dezembro, data das novas eleições. Bandeira de Mello não pode concorrer. E o nome de Márcio Braga cresce na oposição.

Bandeira de Mello não sabe o que fazer. Procurou ter um elenco repleto com jogadores importantes como Diego, Guerrero, Rodrigo Dourado, Juan, Diego Alves, Trauco, Romulo, Everton Ribeiro, Willian Arão, Geuvânio, Júlio César. Fora a jovem estrela, Vinícius Júnior, já vendida por R$ 165 milhões ao Real Madrid.

Ver Alberto Valentim, ex-auxiliar no Palmeiras, campeão no Botafogo. E todo sucesso de Fábio Carille, ex-auxiliar, no Corinthians. Servem como alento para que Bandeira de Mello acredite em Barbieri.

Mas ele está sendo muito pressionado por seus companheiros de diretoria. Ele precisa de um treinador consagrado. Com o risco de perder a eleição. O mercado não está nada animador. A ponto de passar a serem analisados nomes de treinadores de fora do Brasil. Os argentinos Ariel Holan, do Independiente, e Marcelo Gallardo, do River Plate, Ramon Diaz, ex-Seleção Paraguaia e que está desempregado, são três técnicos importantes.

Um empresário sugeriu Vanderlei Luxemburgo a Bandeira de Mello. Ele já treinou o clube por quatro vezes. A resposta do presidente foi direta, não. Conselheiros até brincaram. Disseram que Luxemburgo deveria seguir de vigília Lula, agora na sede da Polícia Federal, em Curitiba. O técnico desempregado desde outubro do ano passado, quando foi demitido do Sport, foi até o Sindicato dos Metalúrgicos dar o seu apoio ao ex-presidente.

Luxemburgo esteve sábado no sindicato. E posou para fotos, em uma tentativa de voltar a ser notícia.

O ex-executivo do Flamengo, Rodrigo Caetano, revela o porquê do fracasso no futebol. A briga entre conselheiros importantes que sustentam Bandeira de Mello. Há palpites demais no futebol. E os conselheiros da oposição fazem o possível para atrapalhar. Sonhando em derrotar a situação na eleição de dezembro. Caetano acabou demitido depois do fracasso do time no Campeonato Carioca.

A procura na Gávea continua.

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Bandeira de Mello já contava com Renato Gaúcho. Agora, está absolutamente sem plano B.


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