VP de Finanças do Flamengo explica bonificações por "nada" ao time

COLUNA DO FLAMENGO: Na última semana, foi escrito nos  mais um capítulo conturbado da instabilidade no futebol nos bastidores da Gávea. Durante reunião do Conselho Deliberativo – CODE -, que tinha em pauta a prestação de contas de 2017, o clima esquentou entre os conselheiros. Não à toa, a reunião foi cancelada.

O vice-presidente de finanças do clube, Claudio Pracownik, não esteve presente na ocasião por conta de problema de saúde. Contudo, neste sábado (28) ele se pronunciou sobre o caso, afirmando que, ao invés de buscarem algo produtivo e favorável para o clube, a oposição foi covarde, causando desordem e a violência. Além disso, ele também esclareceu as premiações dadas aos atletas e diretoria no ano de 2017, garantindo que é algo normal.

Foto: Gilvan de Souza
CONFIRA A CARTA:

“Prezados amigos

Motivações profissionais e sobretudo médicas, me impediram de estar presente na reunião do Conselho Diretor que tratava da Aprovação de Contas do exercício de 2017. Ainda estarei ausente do Clube e de minhas obrigações até que esses impedimentos cessem e, no caso de entender que eles não irão cessar com a brevidade necessária, irei me afastar em definitivo até que possa estar em totais condições de prestar regularmente as atividades que me foram honrosamente concedidas.

Em uma reunião em que deveríamos celebrar o melhor balanço financeiro de todos os tempos de um Clube de Futebol no Brasil, as vaidades, ambições políticas e o inegável impulso humano pela destruição protagonizaram o evento. Uma mudança de foco que, lamentavelmente, nos últimos anos, vem se repetindo.

Pior do que isso, ao invés de uma saudável discussão sobre temas técnicos que acarretem em transparência e democratização da informação subiram ao palco a truculência, a falta de educação e a covardia que só fazem barulho, mas em nada acrescentam. Aonde o caos prospera, nada germina.  A violência só interessa a quem nada tem a contribuir porque não possui qualquer outro argumento que possa validar suas posições.

O assunto previsto em Pauta na reunião eram tão somente a aprovação de contas e a execução orçamentária.  Em relação ao 1º item, o que deve ser julgado é se os balanços financeiros divulgados refletem adequada e legalmente as entradas e saídas financeiras do Clube. O 2º item visa entender se o orçamento aprovado pelo Conselho de Administração do Clube foi devidamente cumprido. Qualquer outro assunto diferente deste, por mais importante que seja, deve ser objeto de questionamentos, respostas adequadas e transparentes e, se for o caso, de instauração de procedimentos que visem apurar eventuais responsabilidades.

Os relatórios do Conselho Fiscal, das Comissões do Conselho Deliberativo envolvidas, assim como o parecer do Auditor Independente, deixam claro, claríssimo até que o balanço está tecnicamente perfeito e em consonância com a legislação pertinente. Um balanço sem ressalvas de mérito, publicado no Jornal mais importante no meio econômico brasileiro, festejado por analistas e pela mídia especializada. Uma “nação de milhões”, como o intitulamos.

A execução orçamentária já foi objeto inclusive de prestação de contas e deliberação pelo Conselho de Administração do Clube. A gestão atual do Clube não só o cumpriu, mas o superou em muito!

Estes são os dados e os fatos. Dúvidas, se existentes, tem a obrigação de serem esclarecidas. Qualquer outra coisa diferente disto é matéria estranha aos objetivos da reunião.

Mas, não pretendo me afastar dessas questões estranhas a pauta. Para toda pergunta existem 02 aspectos a serem considerados: A motivação e o seu objeto. Não irei questionar o objeto das questões suscitadas. Qualquer dúvida de boa-fé é legitima e tem a obrigação de ser respondida. Mas quanto as motivações elas são evidentes: Um ano eleitoral, pessoas em busca de migalhas de poder e movidas pela vaidade para quem quanto pior, melhor. O interesse pessoal, em muitas dessas pessoas, suplanta os reais interesses do CRF.

Soube de conselheiros (logicamente, sua minoria) querendo que o balanço fosse modificado para piorar seus resultados, obedecendo a novos critérios de contabilização que só se tornam efetivos para o exercício seguinte ao de sua real referência, ou seja, seria como recusar o título de campeão de um torneio porque pelas regras que irão vigorar no ano seguinte, o título não seria conquistado!

Conselheiros que alegaram que o balanço estaria maquiado, imputando um crime aos profissionais e Gestores envolvidos em sua feitura. Talvez esses mesmos conselheiros pudessem responder como é que com toda essa maquiagem o CRF passou o ano de 2017 tomando menos empréstimos e investindo mais do que o previsto em seu orçamento. Para que esse delírio fosse real, além de forjar um balanço, também deveríamos emitir papel moeda!

Mas existe a questão da premiação do Futebol. Essa questão em nada se relaciona ao resultado desportivo presente do time do Flamengo que, claramente, está muito abaixo do esperado. As premiações existem desde o início dos tempos. Seja por partidas vencidas, por títulos conquistados, vagas em competições e, até em um passado que teimamos em esquecer, para evitar o rebaixamento do time! Temos pessoas se insurgindo com a premiação por uma vaga conquistada na Libertadores, mas não as vi se insurgindo quando o valor era destinado a apagar um potencial vexame maior, ou seja, o de mudar de série no Campeonato Brasileiro.

As premiações fazem parte vigente no orçamento de Futebol. Estão lá, e foram aprovados pelos poderes competentes. A sua utilização, sistemática e critérios para pagamento pertencem, como sempre pertenceram, ao Departamento de Futebol do Clube que possui os poderes estatutários para tal gestão. Concordar o não com estes critérios, é subjetivo, acusa-los de ilegais, é calunioso!

O Futebol vai mal, mas isso não deveria servir de estopim para trazer à tona um verdadeiro complexo de vira-lata, aonde as outras áreas do Clube que possuem extraordinários resultados sejam contaminadas e trazidas para o mesmo degrau. Não basta para essas pessoas, que o futebol vá mal. Tudo tem que ir muito mal. Assim, no meio do caos e do barulho, ninguém se lembrará de perguntar a essas mesmas pessoas, o que estão buscando, o que as motiva e o que realmente querem.

O que mais me deixa triste e perceber que o Flamengo não deixa de lado essa sua personalidade autofágica que se aflora ainda mais em anos de eleição. Não chegaremos aonde merecemos, porque quando chegarmos lá, buscaremos alguma razão para ser infelizes.

A frase de Jayme de Carvalho lapidada em nosso ginásio diz “Aonde Encontrares um Flamengo, encontrarás um amigo”. Eram outros tempos. Hoje a frase de nosso ex-presidente Marcio Braga, faz muito mais sentido: O Flamengo é um destruidor de amizades!

Com um abraço rubro-negro,

Claudio Pracownik”

O vice-presidente de finanças do clube, Claudio Pracownik, não esteve presente na ocasião por conta de problema de saúde.



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