Wallim revela questionamento no Balanço Financeiro do Flamengo

O GLOBO: Em ano de eleição e com o futebol em péssima fase, a reunião do Conselho Deliberativo que aprovaria as contas do clube de 2017 sequer chegou ao fim na noite desta quinta-feira. Conselheiros questionaram a atual administração sobre premiações a jogadores, comissão técnica e diretoria, na ordem de R$ 10 milhões, pelas participações nas competições no ano passado. O tema gerou bate-boca e tumulto. E a sessão foi remarcada para que os esclarecimentos fossem feitos na próxima semana, provavelmente.

Segundo conselheiros que tiveram acesso ao balanço, o Flamengo pagou a Jogadores R$ 7,7 milhões e á comissão técnica R$ 2,5 milhões apenas de premiação em 2017. O diretor Rodrigo Caetano teria recebido R$ 800 mil. Segundo o Flamengo, as premiações eram previstas conforme o time passava de fase nas competições. Elas dizem respeito ao Estadual, em que o time conquistou o título, Copa do Brasil, Brasileiro e Sul-Americana.

Foto: Divulgação
Um dos líderes da oposição que questionou os valores foi o ex-dirigente do clube Wallim Vasconcellos. Segundo ele, a reunião foi interrompida depois que questionamentos foram levantados e não houve respostas satisfatórias.

- A reunião começou até tranquila, com questionamentos básicos. Eu fui chamado para falar, e tinha lido o material todo. Fiz uma lista de umas 15 perguntas que não estavam claras, como as premiações, pagamento pelo Marcelo Cirino, despesas de jogos de R$ 50 milhões, pagamentos para pessoas jurídicas de R$ 20 milhões. Tinha os números, mas não a informação do que seria aquilo. Depois que eu questionei a coisa pegou fogo. As pessoas viram que faltavam informações básicas. Houve um pouco de tumulto. E o Rodrigo Dunshee resolveu suspender a sessão para as informações que eu pedi fossem dadas e a de outros conselheiros também - explicou Wallim.

O encontro na sede da Gávea foi cheio, mas com pouca presença da diretoria e de seus apoiadores. O presidente Eduardo Bandeira de Mello apareceu, mas longo foi embora, e acompanhou a reunião de sua sala na Gávea. Outros vice-presidentes da área sequer apareceram, como o de Finanças Claudio Pracownil. Coube ao vice-geral Mauricio Gomes de Mattos ficar na mesa e ouvir as críticas, ao lado do diretor financeiro.

O presidente do Conselho Deliberativo, Rodrigo Dunshee, explicou o motivo de ter pedido o adiamento da votação.

- Foi uma sessão conturbada. Vários pedidos de esclarecimentos. Muitas questões. O representante da diretoria não conseguia responder a todos verbalmente. O horário se adiantou, o clima esquentou, e muitas pessoas foram embora. Eu consultei o plenário, perguntei se gostariam de voltar em uma próxima oportunidade para votar com mais tranquilidade. Decidiu-se que voltaria a ser votado em data a ser marcada - detalhou Dunshee, que é pré-candidato a presidente.

Outros integrantes do xadrez politico participaram do debate, entre eles Cacau Cotta e Lysias Itapicuru. Com questionamentos sobre as premiações e outras contas. No fim, os ânimos se exaltaram. O presidente Rodrigo Dunshee, segundo relatos, interrompeu várias vezes quem criticava o balanço, como o conselheiro Francisco Goularte.

Com o adiamento da sessão, a expectativa é que conselheiros do grupo SoFla, que sustenta Bandeira, convoquem a base para apoio em massa na votação. Segundo os presentes, se a votação acontecesse desta vez havia risco de não ser aprovada.

Segundo ele, a reunião foi interrompida depois que questionamentos foram levantados e não houve respostas satisfatórias.

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