Análise: Éverton Ribeiro lembra quanto o Flamengo pode ser letal

GLOBO ESPORTE: O trauma ficou para trás. Exatos 365 dias depois de perder para o San Lorenzo de virada por 2 a 1 e dar adeus à Libertadores, o Flamengo garantiu um retorno para Buenos Aires bem mais tranquilo. A vitória por 2 a 0 classificou o time para as oitavas da competição - semana que vem, contra o River, o duelo é para decidir a liderança do grupo 4 - e lembrou quanto a canhota afiada de Éverton Ribeiro pode fazer diferença.

Ribeiro voltou para o lado direito de ataque. Nesta posição, tenta simplificar jogadas e tocar de primeira para aproveitar o melhor do seu jogo. Se falta arranque, sobra inteligência e precisão. Numa noite que Lucas Paquetá foi mais eficiente como marcador do que na criação - empatou com Cuéllar e liderou em desarmes (sete cada um) -, o meia-atacante fez a diferença mesmo sem toda a companhia para brilhar ou acompanhá-lo.

Everton Ribeiro no Flamengo - Foto: Gilvan de Souza
Paquetá e Vinicius Junior erraram mais passes do que o costume - o camisa 20 perdeu ótima chance bem no início da partida. Diego se esforçou muito, mas foi, outra vez, bem marcado pelos adversários.

A impressão que fica: o camisa 10 ainda pode ser muito útil, sim - afinal, tem a seu favor toda a técnica, a experiência e os serviços prestados em anos de carreira -, mas a mobilidade está prejudicada - mesmo com a mudança de posição promovida por Mauricio Barbieri, recuando Paquetá. Com o terceiro cartão amarello, Diego está suspenso contra o River Plate, na próxima quarta, em Buenos Aires.

Perigo desde o primeiro tempo

Em grande forma nesta noite de quarta-feira, Réver lembrou as chances desperdiçadas pelo time do Flamengo. Foram várias - as primeiras delas pelo alto com Juan. Ao todo foram 15 finalizações. A mais clara delas na perna esquerda de Henrique Dourado, que Dreer defendeu com facilidade. O capitão também alertou para os cuidados defensivos, que vão precisar ser redobrados em Buenos Aires.

Num misto de nervosismo com ineficiência na marcação, o Flamengo se soltou para o ataque desde o primeiro minuto, mas deixou espaços. Os erros de passe na saída de bola, perto do meio de campo - Paquetá errou nove. Apenas contra o River falhou mais neste quesito -, provocaram dificuldades para Réver, Juan e Cuéllar. Invariavelmente, o contra-ataque ficou aberto para Preciado e Rojas, que recebiam lançamentos e davam trabalho ao sistema defensivo do Flamengo.

Em mais de uma vez foi com a boa recuperação de Renê que o Emelec não chegou mais perto do gol. Na segunda etapa, Diego Alves, com a ajuda da trave, salvou o Flamengo. O Rubro-Negro recuou e tentou garantir o resultado, mas se desorganizou em campo. Ficou um enorme buraco entre o setor ofensivo e defensivo, onde os adversários iam entrando e tocando a bola.

A classificação alivia toda a torcida do Flamengo, os jogadores e os dirigentes. Para aproveitar tamanho poder ofensivo, num time que se dá ao luxo de ter atuações para lá de razoáveis no ataque e apenas um brilho, o de Éverton Ribeiro, o Flamengo precisa afastar o adversário de sua área. Com posse de bola e eficiência, a partida contra o Emelec teria 15 minutos finais de menos sofrimento. Sorte dos rubro-negros que era noite de Éverton Ribeiro.

Ribeiro voltou para o lado direito de ataque. Nesta posição, tenta simplificar jogadas e tocar de primeira para aproveitar o melhor do seu jogo.



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