Balanço: o que o Flamengo testou para suprir ausência de Guerrero

ESPORTE INTERATIVO: Chegou ao fim o tempo do Flamengo sem Paolo Guerrero. Mesmo esperando a decisão do Tribunal Arbitral do Esporte (TAS), o camisa 9 já cumpriu a punição imposta pela Fifa e está liberado para estrear na temporada de 2018. Dando fim a um período de testes, improvisações e até contratação do clube carioca para suprir a ausência do artilheiro da equipe no último ano.

Por conta do flagrante de doping, feito em outubro de 2017, o Flamengo teve que utilizar reservas e até subir um garoto da base, Lincoln, para completar o elenco profissional. Com 2018 e a Libertadores pela frente, a solução do departamento de futebol foi apostar no artilheiro do último Campeonato Brasileiro, Henrique Dourado, que foi tirado do rival Fluminense. Listamos os substitutos de Guerrero nestes mais de seis meses.

Felipe Vizeu e Henrique Dourado no Flamengo - Foto: Gilvan de Souza
Guerrero adiantou a chegada ao Brasil e  desembarcou no Aeroporto Internacional do Rio de Janeiro na sexta-feira (4). Neste sábado  (5) participou normalmente do treino no Ninho do Urubu. O trabalho foi o último antes da quarta rodada do Campeonato Brasileiro, contra o Internacional, no Maracanã, às 16h (de Brasília) do próximo domingo (6). ​O atacante foi avaliado positivamente na atividade e relacionado para a partida, dando fim à espera de mais de meio ano.

Paquetá vira queridinho de Rueda

A grande surpresa do 2017 do Flamego foi Lucas Paquetá. Revelado por Zé Ricardo, o camisa 10 de origem vinha fazendo uma temporada discreta até a mudança de comando. Com a chegada de Reinaldo Rueda, no segundo semestre, o garoto ganhou pontos, além da qualidade, pela disponibilidade e dedicação. E com isso acabou ganhando a vaga no ataque que era de Guerrero e tinha tudo para ficar com o reserva imediato, Felipe Vizeu.

Os primeiros testes com o garoto, hoje com 20 anos, vieram no Campeonato Brasileiro, contra Atlético-GO e Cruzeiro. O desempenho foi aprovado, e Paquetá foi titular na final da Copa do Brasil, no jogo de ida, no Maracanã - mais que isso: foi premiado com o gol, no primeiro tempo. Ao todo, no último ano, foram 37 jogos e seis gols do camisa 39, na época.

Vizeu brilha na Sul-Americana

As oportunidades de Paquetá apareceram muito por conta do momento ruim de Felipe Vizeu, que virou o reserva imediato de Guerrero no meio do ano, com a saída de Leandro Damião. O camisa 47 fez 38 jogos e nove gols em 2017. Números que não são muito diferentes, apesar das funções diferentes.

Só que a Copa Sul-Americana foi a redenção do garoto, de 21 anos. Em oito jogos, o atacante fez cinco gols e foi um dos artilheiros do torneio, junto de Rodríguez, do Atlético Tucuman-ARG, e Cifuentes, da Universidad Catolica. Os destaques foram nas quartas de final, contra o Fluminense, e nas semifinais, com os dois gols que garantiram a vitória sobre o Junior de Barranquilla na Colômbia.

Lincoln sobe no elenco e ganha chances no Carioca

A boa fase de Vizeu não durou muito tempo, e foi aí que Lincoln, da geração 2000, com apenas 17 anos, começou a ganhar chances no comando de ataque do Flamengo. O atacante, com passagens por seleções de base, chegou a fazer quatro jogos na última temporada. Nesta, ganhou relevância no elenco e foi testado principalmente no Campeonato Carioca. O garoto já tem oito jogos em 2018 e um gol, contra o Bangu, em janeiro.

Hoje, com Felipe Vizeu já vendido para a Udinese, da Itália, Lincoln é o primeiro reserva, atrás apenas de Henrique Dourado. Vai se tornar a terceira opção com o retorno de Guerrero. O garoto é visto com mais potencial e já é até mais valorizado do que Vizeu, porém ainda não ganhou o espaço que tem Vinicius Jr., companheiro na época da base.

Fla busca Dourado, artilheiro do rival

Para 2018, o Flamengo deixou as apostas e os improvisos de lado. A necessidade de melhores resultados na Libertadores, até pela última temporada sem títulos relevantes, obrigou o Rubro-Negro a antecipar-se e não esperar o retorno de Guerrero. O escolhido foi Henrique Dourado, artilheiro do último Campeonato Brasileiro pelo Fluminense, com 18 gols.

O atacante chegou respaldado por números e já apresentou boas credenciais: 16 jogos oficiais na temporada, fez oito gols. A média é praticamente a mesma da última temporada, quando marcou 32 em 60 partidas pelo Tricolor carioca. A aposta em Dourado não serviu apenas para apagar o incêndio com a ausência do peruano, mas como precaução: Guerrero tem contrato até agosto com o Flamengo, e a renovação não está acertada. O Ceifador, por outro lado, tem vínculo até 2021.

Dando fim a um período de testes, improvisações e até contratação do clube carioca para suprir a ausência do artilheiro da equipe no último ano.

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