Como o Flamengo agirá diante do calendário?

Fábio Carille aproveitou o foco do Corinthians no Brasileiro do ano passado. Este ano parece priorizar a Libertadores. Mas e o Flamengo, o que quer?

GILMAR FERREIRA: A mudança do calendário da Conmebol em 2017, passando de 24 para 42 semanas o tempo de disputa da Libertadores trouxe desconforto e ilusão.

Ainda mais para aqueles, eliminados na fase de grupos, que recebem vaga direta na Sul-Americana.

Muito ainda se discute internamente sobre as metas desportivas a serem atingidas num ano atípico de Copa do Mundo.

E a consciência plena do binômio força/fraqueza é o desafio que põe em caminhos distintos os profissionais da pasta e diretores estatutários.

São os chamados "cartolas".

OS DETALHES que separam o futebol jogado no campo do que é projetado nos gabinetes são fundamentais.

Jogadores do Flamengo no Maracanã - Foto: Gilvan de Souza
Por isso quanto melhor for a estrutura e mais preciso o foco, maiores são as chances de conquista.

E disso não tenho dúvida, ainda que ex-jogadores e colegas de bancada minimizem este fato para o "venceu é bom", "perdeu é ruim".

Com agravante: quando se fala em derrotas e vitórias já não se discute o jogo, mas os campeonatos.

E como há três ou quatro títulos em disputa por ano, a chance da insatisfação é maior do que o contentamento.

ATÉ O FINAL dos anos 80, o número de jogos no calendário brasileiro era absurdo.

Chegava-se a jogar entre 90 e 100 partidas.

Mas as frustações eram duas: uma no Estadual, outra no Brasileiro.

E como apenas o campeão e o vice do país se classificavam à Libertadores, a cobrança sobre treinadores, jogadores e diretores era no mínimo mais espaçada.

O que acelerou a cultura do descartável foi o aumento do número de títulos disputados.

O início do desmonte que antes levava um ano hoje se dá com três meses, tempo para a perda do título Estadual e para a eliminação na Copa do Brasil.

POR ISSO, Renato Gaúcho aposta nas competições de caráter eliminatório como a Libertadores e a Copa do Brasil.

Deixa em segundo plano o Estadual e o Brasileiro.

Não é que não queira ganha-los.

Só não estão entre suas principais metas.

Assim venceu a Copa do Brasil de 2016, e levou o título da Libertadores em 2017.

Fábio Carille aproveitou o foco do Corinthians no Brasileiro do ano passado.

Este ano parece priorizar a Libertadores.

Mas e o Flamengo, o que quer?

Bom, o Flamengo quer ganhar tudo.

E se perde em sua ambição.

NO TODO, elenco, estrutura e camisa, o time de Maurício Barbieri é do mesmo nível de Grêmio, Palmeiras, Cruzeiro e Corinthians.

Sorrirá aquele que tiver a melhor estratégia...


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