Debutantes de gala no Flamengo

Palmas para o jovem Maurício Barbieri, que vai também provando o seu valor, surpreendendo positivamente muita gente.

JORNAL DO BRASIL: Por Renato Maurício Prado

Tarde de estreias de gala no Flamengo. Enfim, apresentou-se com a camisa rubro-negra o Everton Ribeiro do Cruzeiro, aquele que foi bicampeão brasileiro, sendo eleito duas vezes o craque da competição. O golaço que marcou, selando a vitória rubro-negra, coroou uma atuação de gala, disparada a melhor dele desde que foi apresentado na Gávea.

Estreou também, com três defesas excelentes, o Diego Alves do Valencia, aquele goleiro de nível internacional, contratado para fazer a diferença, como fez ontem, impedindo o gol do Internacional duas vezes no primeiro tempo (em duas cabeçadas de Leandro Damião) e uma no segundo, num chute praticamente à queima-roupa, dentro da área.

Everton Ribeiro em Flamengo x Internacional - Foto: Buda Mendes/Getty Images
Por fim, jogou pela primeira vez na temporada, após sete meses afastado dos gramados, o peruano Paulo Guerrero, ovacionado pelo Maracanã lotado (mais de 60 mil presentes) quando substituiu Henrique Dourado, aos 17 minutos do segundo tempo. Pouco pode fazer, mas ainda assim mostrou a enorme diferença de categoria entre os dois. Seus toques de primeira, com o pé e a cabeça, deixaram Vinícius Jr. e Everton Ribeiro em excelentes condições para marcar. O moleque perdeu, Ribeiro aproveitou e, com uma bela arrancada, fechou o placar.

Some-se a essas três “estreias”, os ótimos desempenhos de Lucas Paquetá (autor do primeiro gol) e Cuellar (um monstro na cabeça de área) e ressalte-se a cada vez mais consistente aplicação tática da equipe e é fácil entender porque o Flamengo derrotou o Inter, com justiça, e manteve a liderança isolada do Brasileiro.

Com a volta de Diego e a titularidade de Guerrero (Dourado saiu com um incômodo no músculo posterior da coxa), o rubro-negro começa a ter, finalmente, a cara de um time capaz de disputar com boas chances os títulos a que se propõe – como sempre se esperou diante das diversas (e caríssimas) contratações.

Palmas para o jovem Maurício Barbieri, que vai também provando o seu valor, surpreendendo positivamente muita gente – a mim, inclusive. Acabou com a overdose de chuveirinhos inúteis, começou a criar jogadas ensaiadas nas cobranças de falta, incentiva os cruzamentos rasteiros da linha de fundo e encontrou a posição ideal para Lucas Paquetá: segundo volante, com capacidade para chegar também ao ataque. Continuando assim, o atual interino poderá ser efetivado, com justiça. Sua prova de fogo acontecerá nos jogos que faltam na fase de grupos da Libertadores.

Emoções à flor da pele

Guerrero se emocionou na volta aos gramados. E disse, com todas as letras, que quer ficar no Flamengo e ganhar a Libertadores pelo rubro-negro. A grande ameaça continua a ser o resultado do julgamento no CAS. Se a suspensão dele não for aumentada, creio que o jogador e a diretoria rubro-negra se entenderão para renovar o contrato.

Papelão

Depois de levar dois lençóis, um de Vinícius Jr., no primeiro tempo, e outro de Lucas Paquetá, no segundo, o veterano D´Alessandro resolveu apelar e perdeu a linha – poderia ter sido expulso se o juiz tivesse visto o soquinho que deu no rosto de Paquetá. Fosse um mero “botinudo”, até se compreenderia. Mas o argentino sempre teve toque refinado e aplicou dribles desconcertantes, inclusive lençóis, nos adversários. Como se revolta agora? Que palhaçada!


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