Domingo como carioca gosta

MAURO BETING: ESCREVE GUSTAVO ROMAN

Alguma coisa pode ser mais carioca do que domingo de sol, praia, Maracanã lotado e Flamengo vencendo? O Rubro-Negro entrou em campo para defender a liderança diante de mais de 60.000 pessoas. Nesse embalo, adiantou a marcação e buscou pressionar um Inter que assustou mais do que a encomenda no início. Até os 20 minutos, o Colorado tocava a bola com tranquilidade, saía dessa forte marcação e ainda assustou em dois lances bem defendidos por Diego Alves. A partir dos 20, o Flamengo tornou-se senhor do jogo. Teve volume, posse de bola e disposição. Faltou a finalização. Novamente, a equipe caiu em um velho vício. O de levantar bolas pra área. Foram duas chances para cada lado e mais finalizações do time visitante.

Na etapa final, o panorama não se inverteu. Sem alçar tantas bolas, o Mengo chegou mais. Geuvânio, ainda muito discreto, ameaçou duas vezes. Quando Guerrero entrou no lugar de Dourado, o Maracanã se inflamou de vez. O Inter tentou responder tirando o estático Leandro Damião e colocando Lucca aberto na esquerda para inibir as subidas de Rodinei. Não funcionou. Os donos da casa e do espetáculo seguiram pressionando. Aos 26, Paquetá cobrou falta na barreira e no rebote mandou um balaço no fundo das redes.

Torcida do Flamengo no Maracanã - Foto: Gilvan de Souza
Se as coisas pareciam difíceis para o Colorado, pioraram ainda mais quando Pottker foi expulso. Maurício Barbiéri sacou então Geuvânio para a entrada de Jean Lucas para qualificar ainda mais o passe e reforçar o meio de campo. O Inter sabia que só podia ameaçar em bolas paradas. E foi de um escanteio a seu favor, quando quase todo seu time foi para a área que nasceu o contra-ataque do Fla que matou o jogo. Bola esticada para Everton Ribeiro. Ele passou por três e bateu para marar um belo gol. Coroando a sua melhor partida com a camisa vermelha e preta. Nos últimos minutos, Diego Alves ainda fez boa defesas para sepultar de vez as dúvidas levantadas sobre ele.

O Flamengo de Barbieri começa a ter uma cara. De muita posse de bola, volume de jogo e consistência defensiva. Pode ainda ser pouco. Mas pelo menos por enquanto vai servindo para o time ser líder do campeonato brasileiro.

O Flamengo de Barbieri começa a ter uma cara. De muita posse de bola, volume de jogo e consistência defensiva. Pode ainda ser pouco.

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