Flamengo completa 35 anos do tricampeonato Brasileiro

SITE OFICIAL DO FLAMENGO: O maior público em todos os tempos do Campeonato Brasileiro. Cento e cinquenta e cinco mil, quinhetos e vinte e três torcedores. Só isso já bastaria para colocar o dia 29 de maio de 1983 na história. Mas havia um jogo especial em campo. Um jogo que consolidou a supremacia rubro-negra no futebol nacional, com o terceiro título de campeão brasileiro em quatro anos. O jogo que mostrou que o Maracanã e o Flamengo realmente possuíam uma simbiose única. Podia ser a desvantagem que fosse: em casa, o problema seria resolvido.

Flamengo tricampeão brasileiro. Raul, Leandro, Marinho, Mozer, Junior, a zaga que havia doutrinado o ataque do Liverpool em 1981. Adílio e Zico, os maestros no meio. Bigu, Elder, Baltazar e Julio Cesar, os coadjuvantes especiais da conquista. Bebeto, ainda um jovem e ambicioso atacante baiano que faria sucesso mundial dali 10 anos, e Robertinho, o dono do cruzamento fatal que Adílio completou aos 44 do segundo tempo para sacramentar a conquista. Um timaço que nunca sairá da memória do torcedor rubro-negro, que até hoje canta a plenos pulmões no estádio quando enumera os títulos: "83 o Mengo goleou". Sim, goleou. Três a zero. A maior diferença em uma final até hoje, do Campeonato Brasileiro. Incontestável.

Flamengo campeão Brasileiro de 1983 - Foto: Divulgação
O Campeonato Brasileiro de 1983

O Nacional de 83 foi um "daqueles". Na época de regulamentos estranhos que mudavam a cada ano, aquela edição comportou 40 times em oito grupos de cinco clubes em cada. Turno e returno em cada grupo, classificando os três primeiros, com o quarto indo para a repescagem. Tem que jogar, né? Flamengo foi lá e jogou. No Grupo A com Rio Negro, Paysandu, Moto Club e o próprio Santos, o Mengão saiu invicto com 12 pontos, na segunda colocação. Na segunda fase, outro grupo, agora com quatro times: Palmeiras, Americano e Tiradentes, além do Fla. Três vitórias, um empate e uma derrota, vaga em segundo lugar obtida para a terceira fase. Outro grupo, de quatro times de novo, com Goiás, Corinthians e Guarani na chave. Mesma campanha, oito pontos, líder e classificado.

Finalmente a fase de grupos dava lugar aos mata-mata. E logo de cara, um clássico. Flamengo e Vasco decidiram a vaga na semifinal em duas partidas. Na primeira, Adílio e Julio Cesar marcaram na vitória por 2x1.


Na partida de volta, tudo igual. O Flamengo podia empatar para ficar com a vaga. O Vasco saiu na frente, mas Zico empatou no segundo tempo, dando números finais ao confronto e avançando para a fase seguinte.



Na semifinal, o adversário foi o Atlético Paranaense. Foi um duelo muito complicado. Os paranaenses tinham em belo time, com destaque para o famoso Casal 20 formado por Washington e Assis. No Rio, o Mengão atropelou. Diante de 100 mil torcedores, o Mais Querido engoliu o Atlético. Foram muitos gols perdidos, um massacre. No primeiro tempo, Zico fez um a zero, mas podia ter sido muito, mas muito mais. Nos 45 minutos finais, Vítor ampliou, depois de mais um temporal de chances perdidas. Com a vantagem, o Flamengo ainda queria mais gols, queria ir para Curitiba com gordura no placar. E Zico fez, de pênalti. Três a zero. A vantagem era ótima, mas como se mostrou na partida de volta, ainda perigosa.



O Atlético Paranaense havia realizado uma campanha muito boa nas fases anteriores e contava com sua torcida em casa para reverter a diferença. Num castigado gramado do Couto Pereira, o Atlético foi um time valente e quase limpou a diferença ainda no primeiro tempo. Washington marcou duas vezes, em dois cruzamentos de Capitão, deixando a diferença a apenas um para o resto da partida. Coube ao Flamengo usar sua melhor arma: o passe. Ao invés de atacar e abrir espaços, o que o Atlético mais queria, o Rubro-Negro tocou a bola. Tocou, girou, virou, passou, rodou. Quarenta e cinco minutos de lá e cá, irritando os atleticanos e deixando o tempo passar, aproveitando que o rival havia queimado muito combustível no primeiro tempo. A tática funcionou e a classificação para a decisão veio no final.

A final

Flamengo x Santos. Antes, Santos x Flamengo. Morumbi, 22 de maio, 115 mil torcedores. Apesar da melhor campanha santista na primeira fase, o regulamento definia que o time que tivesse obtido mais pontos na terceira fase seria o mandante da final. Neste caso, o Maracanã seria o palco da finalíssima e do jogo desempate, caso fosse necessário.

O Santos não quis nem saber e trabalhou para abrir vantagem na decisão. No primeiro tempo, Pita fez um a zero com belo chute de fora da área. Serginho Chulapa ampliou aos 18 do segundo tempo, inflamando a torcida alvinegra que enchia o estádio paulistano. Mas a comemoração foi curta. Cinco minutos depois, Baltazar diminuiu. O gol foi essencial para a contagem final. O Flamengo precisaria vencer por dois gols de diferença para ficar com a taça, uma missão consideravelmente mais fácil do que fazer dois apenas para igualar o duelo.

Zico, logo no início.

Aquele 29 de maio teve de tudo. Além do mar de gente no Maracanã, teve um Flamengo que brigou desde o primeiro segundo para fazer o gol que abriria o caminho para a conquista. E ele veio, lógico, nos pés de Zico. Aos 50 segundos, Julio César desceu pela ponta, fez um carnaval para cima de Toninho e cruzou. Baltazar bateu, a zaga tirou, Junior pegou o rebote, Marolla defendeu e a bola caiu nos pés de quem sabe. Zico marcou e voltou rápido para o meio campo. Estava aberto o placar no Maior do Mundo.

O Flamengo atacava, o Santos respondia. Os paulistas lutavam pelo empate bola a bola. E quando se lançaram ao ataque com mais pressão, o Flamengo encontrou o seu gol. Aos 39, Zico cobrou falta com perfeição na cabeça de Leandro, que ampliou de cabeça, no primeiro pau. Um verdadeiro tanque de água fria nos santistas.

O segundo tempo foi tenso. Para o Flamengo, bastava um gol para ficar com a taça. O Santos precisava de um gol para forçar a terceira partida. Uma bola na rede mudaria toda a história do campeonato àquela altura. E ela teimou em não entrar, até que, aos 43 minutos, Robertinho fez belíssima jogada e cruzou na medida para Adílio. O Neguinho Bom de Bola subiu, cabeceou e acabou com a competição. Três a zero. Fim de papo. Tricampeão brasileiro com honra, mérito e gols.


Sim, goleou. Três a zero. A maior diferença em uma final até hoje, do Campeonato Brasileiro. Incontestável.


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