Flamengo e a ressaca de sábado a noite

FALANDO DE FLAMENGO: Por Thiago Nascimento

Fazia frio e chovia no Rio de Janeiro. Mas mesmo assim, a torcida do Flamengo como de costume, cumpriu o seu dever cívico e partiu para ocupar as confortáveis cadeiras do Maracanã.

E conforme o relógio seguia o seu curso habitual… o tradicional estádio da cidade do Rio de Janeiro ia sendo tomado por aquela massa Rubro Negra tão peculiar em dias de jogos entre as equipes tradicionais do Estado do Rio de janeiro.

O adversário do Flamengo, vinha de uma crise sem precedentes. Por isso, a disparidade técnica e administrativa, soavam para a torcida do Mais Querido, como a senha para uma possível goleada histórica.

Henrique Dourado entrando em campo no Flamengo - Foto: Gilvan de Souza
Mas.. se boa parte da torcida que partiu para o Maraca torcia ansiosamente para presenciar esse fato que poderia ser algo histórico… com certeza, esses torcedores voltaram para as suas respectivas residências com um empate mequetrefe na consciência Rubro Negra e ainda por cima, com a roupa toda molhada devido a forte chuva que caiu no Rio de Janeiro antes, durante e depois da partida.

Se analisarmos o jogo em si, chegaremos a conclusão que os 90 minutos da partida foram horrorosos. A partida contou com tantos lances horripilantes, que o jogo mais parecia um filme de terror do que um jogo de futebol.

A drenagem conseguiu absorver de forma satisfatória à agua da chuva que caiu antes do jogo. Logo, a desculpa por um campo completamente enlameado e encharcado, jamais poderá ser atribuída para o baixíssimo futebol apresentado dentro das quatro linhas.

O Flamengo atual sofre da síndrome da posse bola. Tal síndrome tem afetado diversos times ao redor do mundo. E tudo isso se deve, ao efeito encantador que o time Barcelona produziu no mundo do futebol em um passado recente… no qual a sua equipe dominou o futebol mundial justamente por ter o domínio da posse de bola, e que com isso, produzia derrotas vexatórias nos mais variados adversários. Fosse contra equipes com um orçamento anual gigantesco, fosse contra equipes com um orçamento anual baixíssimo.

Entretanto, a diferença entre aquele time do Barcelona e o time atual do Flamengo (e todas as outras equipes que tentam copiar esse modelo), está justamente na qualidade dos elencos.

Essas equipes precisam entender que esse modelo de jogo foi desenvolvido para aqueles jogadores que são formados nas divisões de base do Barcelona e para outros jogadores que possam vir de fora, mas que tenham capacidade técnica para ingressarem nesse modelo de jogo. Por isso, esse modelo de jogo que o Flamengo e as demais equipes tentam aplicar no mundo inteiro, acaba não funcionando. Pois de nada adianta ter a bola por mais minutos durante as partidas, se você não tem capacidade técnica para converter essa posse de bola em gols.

No jogo de ontem… é nítido de se ver, que o Flamengo é ineficiente nas maiorias das jogadas. Dificilmente o time faz uma transição da posse de bola da defesa para o ataque, de uma forma contínua.

Se você reparar bem… verá que na primeira saída de bola, o time do Flamengo sempre “quebra a jogada”. Geralmente essa saída de bola, para no meio de campo com os jogadores perdidos sem saber o que fazer. E com isso, esses voltam a bola para a defesa. Já na segunda saída de bola da defesa para o ataque, o time consegue distribuir melhor as jogadas, pois os jogadores já estão ocupando todas as suas posições. Em contrapartida, o adversário também já está totalmente posicionado em sua defesa.

Mas aí você me pergunta: se todos os vinte jogadores de linha já estão postados, como que o time consegue “quebrar” a marcação? E eu te respondo: com a individualidade de Paquetá e Vinícius Júnior.

E aí você me faz outra pergunta: E quando esses dois jogadores não puderem atuar ou estiverem muito mal na partida? E eu te respondo: com aperfeiçoamento tático de toda a equipe.

É por isso, que esse modelo de jogo só é efetivo no Barcelona. Pois todos os jogadores (titulares e reservas) precisam terqualidade técnica acima da média para poder “quebrar” as marcações. Todos os jogadores do Barcelona são treinados e formados para essa filosofia de jogo que já está implantadas há anos dentro do futebol do clube!!!

Portanto Flamengo, não implemente uma cópia fajuta do modelo de jogo dos outros e crie o seu modelo de jogo! E quem sabe… quando você tiver o seu próprio modelo de jogo, a torcida finalmente poderá comemorar um título após o outro. E com isso, a torcida não precisará ficar feliz, apenas porque o clube está exercendo a sua obrigação de pagar as contas em dia.

Que o Flamengo tenha uma consistência técnica e tática dentro de campo. E que o time de futebol honre o orçamento anual gigantesco destinado ao Departamento de Futebol do clube.

É só isso que a Nação Rubro deseja. E nada mais.

Jogo ruim. Arbitragem ruim.
Que a arbitragem do jogo foi ruim, eu concordo. Agora, os jogadores de ambas as equipes foram expulsos no finzinho da partida. Portanto, o time do Flamengo teve praticamente todo o jogo para construir uma ótima vitória.

Portanto, culpar a arbitragem pelo o fracasso do resultado: é mascarar a própria incompetência do time do Flamengo.

Logo, não passem essa vergonha. Voltem a trabalhar para que essa vergonha de resultado não se repita.

Gênio
Eis que aos quarenta e dois minutos do segundo tempo, o técnico do Flamengo tem uma ideia que jamais foi pensada antes na tática do futebol mundial. Uma atitude que entraria para os anais da genialidade do futebol moderno. Algo que mudaria completamente a história daquele Flamengo x Vasco disputado debaixo de chuva. Atitude essa que seria um marco na tática do futebol.

Então, eis que no auge da genialidade do futebol moderno, a tática do técnico do Flamengo para alcançar o gol da vitória foi:substituir um atacante por outro aos quarenta e dois minutos do segundo tempo.

PQP!!

Reclamem com propósito!
O time do Flamengo tem o perfil de ser muito quieto em campo. Dificilmente se vê dentro de campo, os jogadores se cobrando quando o time vai mal. Na maioria das vezes, é possível perceber que mesmo que um jogador faça uma jogada esdrúxula, ninguém chama a atenção desse jogador.

Durante a partida, todos permanecem de cabeça baixa e quietos. Isso é extremamente prejudicial para a equipe e para o elenco como um todo. Não só nos casos aonde a boa discussão dentro de campo se faz necessária, mas também durante os treinamentos.

A cobrança interna faz parte. Afinal de conta… todos têm que ter um objetivo comum.

Agora, quando acontece um lance polêmico durante o jogo: todo o time que ir discutir o árbitro.

Ou seja, entre os jogadores não há discussão. Mas com os árbitros, eles sempre querem discutir.

Alguém consegue entender isso???

Jogo normal.
Quarta-feira o Flamengo joga contra o River Plate.

Mesmo no sufoco, o time se classificou para as oitavas da Libertadores. Logo, não há motivos para que o time entre em campo desesperado por uma vitória. É necessário que o time entre em campo com cautela (até por conta das lesões dos zagueiros) e com serenidade para buscar a vitória. E mesmo a vitória não venha, um empate estará de bom tamanho.

Aliás… esse é um ótimo jogo para a comissão técnica/jogadores analisarem a fundo o time do River Plate. Afinal de contas… eles podem ser os nossos adversários em alguma outra fase da Libertadores.

Ah! e aqui vai um recado para os jogadores do Flamengo: PAREM com essa palhaçada de “hoje é o jogo do ano”. Eu já não aguento mais esse discurso patético!

Até porque quando os jogadores falam isso… na maioria das vezes, eles nunca jogam PORR* NENHUMA!

Que tradição é essa?
Que o Flamengo tem feito um papelão nas últimas edições da Libertadores, eu não tenho a menor dúvida.

Além disso, o Flamengo (com toda certeza) precisa melhorar o nível de suas campanhas em tal torneio. Afinal de contas… o Flamengo é o principal time de futebol da América do Sul.

Agora, quando boa parte da imprensa diz que ninguém respeita o Flamengo na América do Sul e que o Flamengo é um time brasileiro que não tem tradição na Libertadores… eu discordo completamente.

Pois se tradição na Libertadores é chegar em semifinal, final ou ser campeão do torneio a cada dois ou três anos… então,nenhum time do Brasil tem tradição na Libertadores. Pois desde que a Libertadores foi criada, nenhum time Brasileiro alcançou tal retrospecto.

Portanto, essa pecha que querem atribuir ao Flamengo: comigo não cola.

O Amor nunca dimuni.
Apesar da vergonha que esse time de futebol tem demonstrado em campo… o amor pelo o Flamengo nunca diminui. Muito pelo ao contrário: o amor a cada dia que passa, só aumenta.

Abraços e até a próxima!

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O Flamengo atual sofre da síndrome da posse bola. Tal síndrome tem afetado diversos times ao redor do mundo.



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