Flamengo foge do histórico e arranca na liderança do Brasileiro

Após quatro jogos, o Flamengo soma 10 pontos, nove gols feitos e dois tomados, com três vitórias e um empate.

RODRIGO MATTOS: A liderança do Flamengo logo no início foge do padrão das campanhas do time carioca no Brasileiro. Só no ano de 2008 que a equipe arrancou no começo da competição como agora, com os mesmos 10 pontos. Em geral, a agremiação rubro-negra capenga nas primeiras rodadas.

Após quatro jogos, o Flamengo soma 10 pontos, nove gols feitos e dois tomados, com três vitórias e um empate. É verdade que pegou adversários de menor expressão como Vitória, Ceará e América-MG. Mas a vitória na quarta rodada já foi diante de um rival mais tradicional, o Internacional.

Vinicius Jr dando chapéu em D'Alessandro em Flamengo x Internacional - Foto: Buda Mendes/Getty Images
Apenas em 2008 o time rubro-negro somou dez pontos após quatro rodadas. E, naquela edição, era o segundo colocado atrás do Cruzeiro. Depois, o time que era dirigido por Caio Jr chegou a se consolidar algumas rodadas na liderança antes de cair de rendimento e perder a ponta ainda no primeiro turno.

Fora isso, o Flamengo costuma ter largadas no Brasileiro em marcha lenta. O máximo que fez em outra edição foi oito pontos em quatro jogos. No único campeonato de pontos corridos que conquistou, em 2009, tinha só sete pontos nas primeiras rodadas, passou por crise, demitiu técnico (Cuca), antes de se recuperar.

Além da pontuação, há motivos para os rubro-negros festejarem pelas boas atuações nos dois últimos jogos, e pelo crescimento de certos jogadores. Diante do Inter, o time dominou a posse e todas as ações do jogo, sendo ameaçado pelo Internacional só em jogadas esporádicas pelo alto. Houve evolução na mão do interino Maurício Barbieri que teve início inseguro e agora começa a encaixar uma formação.

Destaque para atuação de Éverton Ribeiro que jogou como em suas boas épocas do Cruzeiro. Pelo centro do campo, acelerou o jogo do Flamengo como Diego não vinha fazendo, e distribuiu passes para os dois lados. Contou com a parceria de Paquetá que mostra, cada vez mais, uma versatilidade pouco comum nos jogadores nacionais. Agora, dita o ritmo de jogo como um misto de volante-meia, desarma, se posiciona, dá passes imprevisíveis.

É, no entanto, um time em construção. Ao contrário do Grêmio que exibiu lances de virtuosismo em sua goleada sobre o Santos e está mais pronto. O destino do campeonato dependerá também do empenho que a equipe de Renato Gaúcho dedicará ao Brasileiro, pois o técnico costuma priorizar Copas.

Um ponto a se notar é que não só Grêmio e Flamengo largaram com força no Nacional. Dos cinco times que compõem o grupo de favoritos ao título, quatro estão já entre os cinco primeiros, juntam-se aos dois o Palmeiras e o Corinthians, que tropeçou no domingo. A outra equipe que tem força para enfrenta-los é o Cruzeiro, que dedicou mais seus esforços a se garantir na Libertadores durante as rodadas iniciais.

Certo é que ensaia-se um campeonato mais competitivo do que em 2017 quando o Corinthians arrancou e só foi ameaçado por sua queda de rendimento.


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