Flamengo volta a jogar no Rio após percorrer 15 mil quilômetros

GLOBO ESPORTE: Os números assustam: três jogos, quatro cidades, seis voos e mais de 15 mil km percorridos. Tudo isso em pouco mais de uma semana. A maratona do Flamengo por Bogotá (Colômbia), Fortaleza e Campinas foi exaustiva e rendeu vitórias no Brasileiro e na Copa do Brasil, além de um empate na Libertadores. Mas não são apenas os resultados que são comemorados no clube.

Com o time principal nos jogos contra Santa Fe (1 a 1), Ceará (3 a 0) e Ponte Preta (1 a 0), o Flamengo suportou a maratona de viagens e jogos e passou quase ileso às lesões. A exceção fica por conta de Diego, que sofreu um trauma no joelho em Fortaleza. Lesão muscular, por desgaste, não houve. Felipe Vizeu e Rhodolfo estão no departamento médico devido a problemas sofridos antes das viagens.

Foto: Gilvan de Souza
Em levantamento publicado pelo GloboEsporte.com na semana passada, o Flamengo aparece como o clube com o menor número de lesões em 2018: cinco no total. Algo que vem se repetindo desde 2016.

- Não é uma casualidade. Isso é um trabalho que vem sendo implementado desde 2016. O Flamengo era um dos times que tinha o maior índice de lesão. E isso tem que ser exaltado. Estamos vindo de temporadas desgastantes. Foram 84 jogos em 2017

- Tanto para Colômbia quanto para Fortaleza, fizemos esse processo de recuperação no próprio avião. Hoje temos estrutura e metodologia que treinador e preparação física confiam e acreditam que é importante. Todos trabalham juntos, com as mesmas informações, para que possamos avaliar os atletas mais desgastados. Uma hora antes de todos os treinos é feita uma reunião com todos os membros da comissão técnica. Nossa avaliação em relação a cada atleta é diária. A comunicação é importantíssima - disse o chefe do departamento médico, Márcio Tannure.

Nitrogênio líquido e 150 graus negativos

Coincidência ou não, o número de lesões do Flamengo começou a cair em 2016, quando o clube lançou o CEP (Centro de Excelência em Performance) no Ninho do Urubu. Os pilares são desempenho, recuperação e prevenção. Recentemente, o clube adquiriu dois novos equipamentos. Uma câmera a vácuo (única peça no Brasil) e uma “sauna” de resfriamento de nitrogênio líquido, que pode abaixar a temperatura em até – 150º C.

- Hoje usamos uma câmera a vácuo (VacuSport), que é o único aparelho no Brasil. Ele melhora muito a recuperação, reduzindo índices de lesão muscular e CK. E também temos usado a crioterapia, que é um resfriamento de nitrogênio líquido. Com isso conseguimos chegar a temperaturas mais elevadas do que com o gelo e pegar o corpo todo. Chegamos a temperaturas de até -150 graus. Encurtamos esse período de recuperamos e diminuímos os danos musculares - avaliou Tannure.

Obviamente, usar a "sauna" e ficar exposto a uma temperatura tão baixa não é muito agradável para os atletas. Mas Tannure exalta a consciência dos jogadores do Flamengo.

- Uma das coisas muito importantes é a comunicação. E isso vale para os atletas. É um processo de educação continuada. Temos o cuidado de passar para ele o porque disso, os benefícios, então os atletas estão conscientes da importância. Buscamos a adesão. Se não aderir, vamos impor. Mas hoje os atletas olham isso como um benefício, e não um sacrifício.

A exceção fica por conta de Diego, que sofreu um trauma no joelho em Fortaleza. Lesão muscular, por desgaste, não houve.



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