Guerrero e Jean Lucas são soluções para desafogar meias

O GLOBO: A classificação do Flamengo para as quartas de final da Copa do Brasil veio diante de mais de 50 mil torcedores no Maracanã, mas o empate sem gols com a Ponte Preta mostrou que a formação do time de Barbieri, que segue invicto, ainda precisa do melhor encaixe. Valeu pela manutenção de um conjunto que evolui jogo a jogo antes de desafios mais decisivos, como o de quarta-feira pela Liberadores, contra o Emelec, no mesmo palco. Domingo, a equipe enfrenta a Chapecoense pelo Brasileiro para manter a liderança.

A partida de ontem deixou respostas a alguns questionamentos da torcida, que no começo do segundo tempo já pedia a entrada de Guerrero no lugar de Dourado, por enquanto titular. A movimentação do peruano e seu maior repertório técnico não deixam dúvidas sobre quem deve ficar com a vaga daqui por diante. Ressalte-se a dedicação do Ceifador, que teve poucas chances e foi mal servido desta vez. Mas com Guerrero o time anda melhor e a bola fica mais no ataque, perto da área. A melhor chance do primeiro tempo veio em chute de longe de Paquetá.

Jean Lucas, do Flamengo - Foto: Gilvan de Souza
A outra resposta é sobre o papel dos meias. Desta vez Paquetá jogou mais solto na frente, mas foi menos decisivo na criação. Alternou o recuo para armar a partir da defesa com Everton Ribeiro, que acabou fazendo mais esse papel para ajudar na transição, e terminou a partida com melhor desempenho que o jovem. A dupla, porém, só conseguiu jogar mais quando Jean Lucas entrou em campo junto com Guerrero.

O jovem deu dinâmica à saída de bola, poupou o recuo dos meias, e ainda apoiou pelos dois lados. O vigor do volante foi o ponto alto da etapa final. Geuvânio, vaiado, não aproveitou mais uma chance. Quem também esteve mal foi Vinicius Junior, com escolhas erradas nos ataques e contra-ataques. Equívocos de um menino em formação em um time em formação.

Eis o problema da transição rubro-negra quando os meias não recuam: Com Paquetá avançado, a saída de bola é mais lenta e menos vertical. Feita pelos zagueiros e laterais com ajuda apenas de Cuéllar. Dessa forma, o time se vê obrigado a virar o lado do campo para progredir. Só quando um meia recuava, o Flamengo andava. A velocidade dessa passagem dos meias determinava se haveria jogadores suficientes na frente para concluir as jogadas com sucesso. Poucas vezes isso aconteceu no primeiro tempo.

Vinicius Junior e Geuvânio tiveram dificuldade de jogar pelas pontas com os laterais, que também ficaram devendo em profundidade. Rodinei, mais arisco, tentou armar por dentro algumas vezes, mas esbarrou na bem postada defesa adversária. Renê só defendeu, bem, diga-se. Faltou mesmo aproximação e movimentação ofensiva entre os jogadores. Tanto que Dourado mal tocou na bola.

O panorama melhorou para o ataque rubro-negro quando a Ponte Preta saiu para jogar, o que deixou espaços. Vinicius Junior enfim conseguiu uma boa jogada, mas tocou para Dourado na passada errada, e o centroavante finalizou prensado. Foi o último lance antes de Guerrero entrar em campo depois de ser pedido pela torcida duas vezes. O Flamengo ganhou terreno de vez para explorar e se protegeu com as substituições, se postando mais atrás para os contragolpes. Nas chances que teve, a bola caiu nos pés de Vinicius Junior, que viveu noite ruim. Aberto do outro lado, Everton Ribeiro causava mais perigo, como em chute na veia que o goleiro defendeu.

Aos 39 minutos do segundo tempo, a Ponte quase marcou e levou o jogo para os pênaltis. Felipe Cardoso acertou a trave, e Diego Alves pegou o rebote. Valeu também pelo susto, e para a equipe se manter alerta de que precisa evoluir mais. Valeu principalmente pela festa da torcida, que aproveita a boa fase e os ingressos mais baratos para dizer presente e incentivar o time a melhorar. Um empate que terminou com aplauso e festa pela classificação, mas também pelo entendimento de que a equipe ganhou uma cara. Agora, é o ajuste fino, que Barbieri se mostra apto a executar.

Faltou mesmo aproximação e movimentação ofensiva entre os jogadores. Tanto que Dourado mal tocou na bola.



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