Jogadores trocam de Clube de olho na Copa, mas não surte efeito

UOL: A mudança de clube às vésperas de uma Copa do Mundo pode servir de impulso para uma convocação, mas para os goleiros Diego Alves e Weverton e para os atacantes Diego Souza e Gabigol os efeitos da troca ficaram longe do desejável. Os quatro nomes destacados receberam chances e estiveram entre os “selecionáveis” em parte do trabalho do técnico Tite, mas salvo uma grande surpresa, devem ficar fora da lista da seleção brasileira que será apresentada na próxima segunda-feira para o Mundial.

Nenhum dos quatro atletas chegou a Flamengo, São Paulo, Santos e Palmeiras falando abertamente que a troca de clube tinha como objetivo principal a Copa. Na apresentação, porém, não escaparam de perguntas sobre o tema e todos disseram que tinham entre as metas mostrar trabalho para Tite. No fim de semana anterior à convocação, eles pouco podem fazer para mudar o panorama.

Diego Alves, do Flamengo - Foto: Gilvan de Souza
Diego Alves chegou ao Flamengo em julho de 2017, curiosamente um mês depois de ter a primeira chance com Tite na seleção no amistoso contra a Austrália. Bem estabelecido no Valencia, optou aos 32 anos pela volta ao Brasil onde, em teoria, poderia ter seu trabalho acompanhado de forma mais próxima por Tite.

“A vinda foi pensando no Flamengo. A seleção brasileira é um prêmio pelo momento que o jogador vive no seu clube. Em todos os clubes em que passei, tive a oportunidade de estar na seleção. Vou trabalhar bastante para também ser convocado no Flamengo”, disse, durante a apresentação ao clube.

Porém, os primeiros meses de Flamengo não saíram como esperado. O goleiro demorou a reencontrar o ritmo de jogo e ainda sofreu uma fratura na clavícula que o afastou do fim da temporada passada. Voltou em fevereiro deste ano, mas ausente da convocação para os amistosos de março ficou para trás na disputa com outros nomes como Cássio e até Neto, seu substituto no Valencia que ganhou chance na última lista.

Na mesma posição, Weverton também esperava por uma maior vitrine atuando no Palmeiras depois de cinco anos no Atlético-PR. Mas aconteceu exatamente o oposto. Campeão olímpico em 2016 e presente na primeira lista de Tite, o goleiro hoje é a terceira opção em seu clube – atrás de Jailson e Fernando Prass – e viu sonho de Copa se esvair.

Diego Souza viveu situação parecida em sua transferência do Sport para o São Paulo no começo deste ano. Tanto com Dorival Júnior como com Diego Aguirre, o atacante passou mais tempo na reserva e só agora, nos últimos três jogos, se destacou ao ganhar sequência: marcou gols nos últimos dois jogos, mas ficou tarde para convencer Tite.

A situação do são-paulino é singular, pois está relacionada ao seu posicionamento. Diego Souza impressionou Tite por um trabalho como centroavante nos amistosos contra Austrália e Argentina, em junho de 2017. Ainda no Sport, esteve na última convocação do último ano e a transferência para o São Paulo parecia o impulso necessário para o Mundial.

Mas, atuando em um time ainda em formação e com mudança de técnico no percurso, não rendeu o esperado quando atuou como camisa nove. Quase foi negociado com o Vasco e tem como último fio de esperança o bom trabalho desenvolvido quando convocado, conforme já tinha falado em sua apresentação ao São Paulo.         

“Não estou preocupado em jogar de 9, 10 ou pelo lado. Quero jogar e estar bem ajudando da melhor maneira. O Tite me conhece, joguei muito contra e nas últimas convocações estive junto. Não estou muito preocupado com isso. Quero jogar bola e bem, ajudando da melhor maneira”, disse, quando apresentado ao São Paulo.

Por último, o atacante santista Gabigol foi o único entre os quatro “selecionáveis” que, durante sua apresentação em janeiro deste ano, disse abertamente que a volta ao futebol brasileiro tinha como grande objetivo uma chance na Copa. Ele esteve na primeira lista de Tite em 2016, mas depois “sumiu” nas passagens frustradas por Inter de Milão e Benfica.

“Tem muito a ver (com a seleção)”, disse durante a apresentação o jogador, que ainda afirmou que decidiu pela volta porque tinha o sonho de jogar o Mundial.

Quatro meses depois, Gabigol tem alternado altos e baixos neste reinício no Santos. Já marcou oito gols e teve desempenho muito superior aos últimos meses, mas uma vaga para o atacante nesta Copa do Mundo tornou-se quase inviável.


Diego Alves chegou ao Flamengo em julho de 2017, curiosamente um mês depois de ter a primeira chance com Tite na seleção.



Postar um comentário

[facebook]

FlamengoResenha

{facebook#https://www.facebook.com/FlamengoSouRubroNegro} {twitter#https://twitter.com/FlamengoResenha} {google-plus#https://plus.google.com/u/0/107993712547525207446} {youtube#https://www.youtube.com/channel/UCiHkjDj2ljgIbiv_zUvdG6g/videos}

Formulário de contato

Nome

E-mail *

Mensagem *

Tecnologia do Blogger.
Javascript DisablePlease Enable Javascript To See All Widget