Jornalista levanta suspeita de negócio entre Flamengo e Maracanã

BLOG DO PAULINHO: Durante cinco anos, a diretoria do Flamengo brigou com a Odebrecht por conta dos altíssimos custos do estádio do Maracanã.

E tinha razão.

Estranhamente, faltando sete meses para o final da atual gestão rubro-negra, num período de vinte dias o clube anuncia que colocará em votação no Conselho Deliberativo, dia 22 próximo, assinatura de contrato com a construtora.

Coincidentemente, em outubro, o presidente do Flamengo, Eduardo Bandeira de Melo e o CEO, Fred Luz, serão candidatos a cargos públicos no Rio de Janeiro.

Vale lembrar que boa parte dos dirigentes do Mengão exerciam atividades no BNDES quando o órgão, comprovadamente, serviu de beneficiador da política de assalto público do PT, o que garante certa “elasticidade’ de procedimentos, e que a Odebrecht é fruto de diversas investigações por, entre outras coisas, ser bem generosa em doações eleitorais.

Presidente Eduardo Bandeira tirando foto com torcedores do Flamengo - Foto: Gilvan de Souza
Mas as suspeitas não param por ai.

No contrato, que será votado ainda este mês, surge o nome da ESPORTECOM, sociedade individual, pertencente a Bruno Viana Rodrigues, filho do jornalista Washington Rodrigues, o “Apolinho”, na condição de “produtora de marketing”, sem que se especifique, exatamente, o significado das funções.

Noutra enorme coincidência, que vem sendo observada pelas autoridades, a referida empresa, fundada em 2014, com capital social de apenas R$ 75 mil, cresceu a patamares milionários, concomitantemente à queda e a desgraça da KLEFER – incluída em processo da FIFA por participação em pagamento de propinas à dirigentes pela compra de direitos de televisão – de propriedade do ex-presidente flamenguista, Kleber Leite, amigo íntimo de Apolinho, que o trata como “irmão”.

Foi justamente pelas mãos de Leite que Washington Rodrigues tornou-se, em 2005, treinador do Flamengo, período celebre, marcado pelo trio de ataque Romário, Sávio e Edmundo.

A então “novata” ESPORTECOM, talvez em lance de sorte, herdou boa parte dos contratos que, costumeiramente, eram endereçados à KLEFER, entre os quais a gestão das placas de publicidade do Maracanã, Campeonatos Carioca, Paulista, Gaúcho, Copa do Brasil e Série B do Brasileirão, em negócio que movimenta, no mínimo, R$ 50 milhões.

Ou seria Bruno Viana Rodrigues, filho de Apolinho, preposto de Kleber Leite, para quem trabalhou pelo período de dois anos e meio, justamente no departamento comercial da Klefer ?

Ao que parece, a pressa da diretoria do Flamengo em aprovar acordo extremamente duvidoso, há poucos meses das eleições do clube e também da troca de Governo no Rio de Janeiro, o que, no mínimo, justificaria cautela, se dá mais por objetivos, aparentemente, pessoais do que pelo desejo de beneficiar a instituição.

A pressa da diretoria em aprovar acordo extremamente duvidoso se dá mais por objetivos pessoais do que pelo desejo de beneficiar a instituição.

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