Me poupe

Um dos fatores, talvez o maior deles, foi a ausência de um Flamengo na primeira etapa.

FALANDO DE FLAMENGO: Por Sorín

Foi-se a possibilidade de criar uma pequena poupança. Aquela tal gordurinha de pontos pra queimar lá na frente se necessário, quando o calendário realmente apertar e os confrontos das tabelas representarem grandes desafios.

Os de agora… Emelec de péssimas campanhas em tudo que disputa e Vasco que apanha de todo mundo, nem justificam muito tantos cuidados, e muito menos podem se comparar às futuras (esperamos) fases decisivas de Libertadores e Copa do Brasil, e até mesmo sequências mais complicadas no Brasileirão.

Marlos Moreno e Rodinei no Flamengo - Foto: Staff Images
Mas não adianta chorar sobre os pontos derramados, ato inútil que  iremos fazer de agora até dezembro e, de qualquer forma, a liderança ainda é nossa, mesmo que seja nos critérios de desempate. A decisão foi tomada e agora já foi.

Pero… Pero… Precisava MESMO poupar o goleiro? Será que o Diego Alves vai correr muito no jogo de quarta? E… Sem querer ser chato e já sendo: se todo mundo reclama o tempo todo do desempenho dos laterais, havia necessidade de meter logo três deles de uma vez começando o jogo?

Escalação confusa, acabou gerando desempenho igualmente confuso e o primeiro tempo deve ter constrangido as mamães dos atletas. “Ô, meu filho. Não veio almoçar aqui em casa pra isso aí?”.

Com tanto ex em campo, Saraujo, Canteros, Amigo Imaginário do Canteros… Era quase inevitável algum deles acabar marcando. Tanto que no gol do gringo o lado esquerdo se empenhou coletivamente pra que o destino previsível acabasse se realizando.

Depois teve gol esquisito e de oportunismo do Guerrero, mais um pênalti maluco contra o Sempre Favorecido Pela Arbitragem, Vinícius Jr entrando aos 152 do segundo tempo pra empatar… E o César participando da vaquinha de lambanças técnicas que nos fez perder a invencibilidade. A cooperativa foi tão chique que contou até com a participação do quase sempre eficiente Juan.

Um dos fatores, talvez o maior deles, foi a ausência de um Flamengo na primeira etapa. E contra o adversário e o momento do outro lado, nem a escalação confusa deveria pesar tanto assim. Jogamos só um tempo (e nem jogamos tanto assim) mais uma vez e o Barbieri no pós-jogo rascunhou uma comemoração disso ao dizer que “no segundo tempo crescemos”. É… Evoluir é sempre bom, mas algum tipo de melhoria em relação ao visto no primeiro tempo não era exatamente a missão mais complicada do mundo.

Agora é virar a chave para a Libertadores. Rodinei falou em “jogo do ano” na quarta. Ou eu tô muito fora da realidade (possível) ou esse confronto de fase de grupos em casa contra o Emelec DEVERIA significar apenas um compromisso de resultado previsível para carimbar o passaporte às oitavas.

A escalação pra quarta não deve ter surpresas. Ou pelo menos não tamanhas e tão peculiares quanto as desse domingo.

Segue o líder.

Bora torcer.

Isso aqui é Flamengo.

Tem que ganhar do Vasco.



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