Paquetá rege a evolução do Flamengo de Barbieri

O GLOBO: O Flamengo se encarregou de transformar sua rotina recente em seguidos recomeços. Desta vez, no entanto, parece haver um caminho, uma ideia de futebol servindo de base para uma evolução. A vitória de quarta-feira sobre a Ponte Preta, em Campinas, por 1 a 0, manteve algumas das boas sensações deixadas em Fortaleza, no último domingo. Mas como este processo, capitaneado em campo por Lucas Paquetá, ainda é recente, o que se vê são momentos. Há passagens do jogo com menos controle, riscos, perda da fluência do time. Mas parece haver um processo, enfim. Na próxima quinta-feira, um empate no Maracanã levará o Flamengo às quartas de final da Copa do Brasil.

Lucas Paquetá tem papel essencial. Rendeu sempre melhor quando iniciou as jogadas atrás, mais junto a Cuéllar, do que alinhando com Éverton Ribeiro como mais um meia, embora também possa executar esta função. Tem característica de organizador. Mas em Campinas, além de acertar 90% dos passes, fez desarmes e exibiu uma inteligência de jogo notável para a idade. No lance do gol, fez a infiltração na área de que o time carecia para ganhar profundidade num jogo em que era dominante, ao menos no controle da bola. Mas faltava agressividade para decidir. Eram 32 minutos de jogo quando Éverton Ribeiro pegou a bola na intermediária, pela meia direita, e Paquetá, buscando o mesmo setor, infiltrou-se na área para receber às costas da marcação. Acabou dando o passe para o gol de Henrique Dourado.

Lucas Paquetá durante Ponte Preta x Flamengo - Foto: Staff Images
Aos 20 anos, Paquetá terá naturais oscilações, por vezes dentro do próprio jogo. Ontem, terminou aparentando esgotamento, já que cobriu porções extensas de campo. Mas a ampliação de sua influência na qualidade de jogo do Flamengo apontam para um futuro promissor.

Por 25 minutos, o Flamengo sofreu por jogar com os setores distantes, embora controlasse a posse de bola. Quase que por regra, a linha defensiva jogava muito atrás e, no meio-campo, Éverton Ribeiro ficava muito próximo a Cuéllar e Paquetá. Por vezes, os três se alinhavam e se distanciavam dos atacantes. Era difícil para o Flamengo progredir no campo, porque raramente o time buscava os passes entre as linhas defensivas da Ponte Preta. Por este motivo, a infiltração de Paquetá no lance do gol deu o que o time precisava.

Mesmo assim, o time já tivera uma boa chance em chute de curva de Vinícius Júnior e um gol bem anulado de Léo Duarte, que empurrou um defensor da Ponte Preta após uma cobrança de córner.

Os espaços entre os setores também prejudicavam o time ao defender. A Ponte Preta buscava um jogo direto, com muitas bolas longas para o ataque. Ganhava muitos rebotes no espaço entre defensores e volantes do Flamengo e, por vezes, levava perigo. Por exemplo, no lance em que Tiago Real deu bom passe para Marciel assustar Diego Alves.

O Flamengo do segundo tempo voltou a ter oscilações. Perdeu controle do jogo, desperdiçava a bola mais rapidamente e também parecia ter menos fôlego. Éverton Ribeiro, primeiro como meia e depois devolvido à extrema direita do campo, já não dava tanta sequência às jogadas. O lado do campo, aliás, parece carecer de uma opção confiável para enfrentar a marcação rival. Geuvânio voltou a ter participação muito discreta. A Ponte Preta chegou a criar boas chances de gol, embora a melhor delas tenha vindo quando Léo Duarte, que fazia bem a saída de bola, foi desarmado, e Felippe Cardoso chutou no travessão.

Sem uma opção de meia criativo, o técnico Maurício Barbieri tratou de dar fôlego ao time com Jean Lucas no lugar de Geuvânio e, depois, lançou Pará e fez de Rodinei o homem mais avançado pela direita. O Flamengo ensaiou alguns contra-ataques, um deles em passe de René para Vinícius Júnior. Quanto a Jean Lucas, exibiu vitalidade, o que em parte ajudou a desafogar o Flamengo em horas difíceis da partida. Mas, por vezes, a juventude o levou a opções erradas de jogadas. Apesar da oscilação, o Flamengo traz vantagem de Campinas.

Mas, por vezes, a juventude o levou a opções erradas de jogadas. Apesar da oscilação, o Flamengo traz vantagem de Campinas.


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