Pressão e rivalidade: Flamengo encara o Mogi pelo jogo 2

GLOBO ESPORTE: Com promessa de casa cheia na Arena Carioca 1, no Parque Olímpico da Barra, Flamengo e Mogi voltam a se encontrar para o jogo 2 da semifinal do Novo Basquete Brasil, às 20h. E se no primeiro confronto o clima foi quente, com discussões ásperas e tensão lá em cima, desta vez não deve ser diferente. O embate que pode dar diferentes caminhos para a série entre cariocas e paulistas, além do viés decisivo, ganhou um molho a mais durante a semana. Na véspera, o Rubro-Negro fez uma reclamação formal junto à LNB contra o que classificou de "jogo sujo" do oponente, que preferiu não polemizar e valorizar a vitória por 79 a 62, quando brecou o melhor ataque da competição. O SporTV transmite ao vivo e o GloboEsporte.com acompanha em Tempo Real.

Diante deste novo capítulo da rivalidade, os dois lados se preparam para mais um dia de nervos à flor da pele, muita competitividade e uma pitada de pressão do lado do Flamengo. Melhor equipe na fase regular, o Rubro-Negro ganhou o direito de decidir um possível jogo 5 em casa. A derrota em Mogi na semana passada, porém, obriga-o a ter que vencer o jogo 2. Uma nova derrota, além colocar de vez os cariocas contra a parede, deixa o Mogi com a possibilidade de fechar no jogo 4 em casa, mesmo que perca o jogo 3 na segunda-feira, também na Arena Carioca 1.

Foto: Divulgação
Marcelinho quer Flamengo focado só no jogo

Não é a primeira vez que o Flamengo se vê em uma posição desconfortável. Em sua última temporada como profissional, aos 43 anos, Marcelinho Machado já viveu isso inúmeras vezes. Está série, porém, tem um ingrediente a mais. É a terceira vez que Flamengo e Mogi se enfrentam em uma semifinal - o Rubro-Negro venceu as outras duas -, e os dois times construíram uma rivalidade muito grande nas últimas temporadas, capitaneados principalmente por Marcelinho no lado carioca e o norte-americano Tyrone do lado paulista. Só que Marcelo, experiente que é, prefere nem entrar no assunto e espera um Flamengo focado só em vencer.

- Nosso time é experiente, maduro, acostumado a vencer, a jogar com ginásio cheio. Em qualquer lugar do mundo, playoff é assim. Nervos à flor da pele, jogos quentes, é normal. Mas temos que manter o foco, saber ter a cabeça só no jogo, em fazer uma boa apresentação, anular o jogo do Mogi e igualar a série buscando sempre o nosso melhor basquete - explica Marcelo.

Shamell: "Jogadores constroem essa rivalidade"

Do lado do Mogi, Shamell quer ver sua equipe repetir a atuação defensiva que deixou o Flamengo anotar apenas 62 pontos, sua menor marca na temporada. O ala promete um grupo motivado, trazendo muita energia e uma defesa agressiva, mas leal. Maior cestinha da história do NBB, ele chegou aos 6.500 pontos na vitória conquistada no jogo 1 e mesmo lidando com uma fascite plantar, está confirmado diante do rival que ele não se cansa de elogiar.

- Sei a qualidade do Flamengo, o potencial deles. São muitos jogadores com experiência e que podem decidir. Não podemos deixá-los confortáveis no ataque. A torcida deles vai dar energia e precisamos manter o foco. Mas podem esperar mais um jogo quente. Essa rivalidade é criada pelos jogadores. São dois times com atletas que estão acostumador a vencer, mas ninguém joga com maldade. Não podemos entrar em uma de rivalizar e não jogar - diz Shamell.

Olivinha pede melhor aproveitamento

Além da defesa do Mogi no jogo 1, o Flamengo sofreu com o baixo aproveitamento nos arremessos. Acertou apenas 36% das bolas que mandou para a cesta. Para o pivô Olivinha, é preciso ser mais inteligente ao procurar os lances de ataque. E ao mesmo tempo, não entrar na pilha dos rivais, o que pode tirar a concentração e atrapalhar mais uma vez na escolha do melhor arremesso.

- A rivalidade é grande. Sempre são jogos emocionantes com o Mogi, mas não podemos entrar na pilha. Teve confusão no jogo 1 e nos perdemos. Dali em diante, não conseguimos entrar no jogo. Se entrar nessa confusão, perde o foco na partida. Nosso aproveitamento de arremessos no jogo 1 não foi bom. Precisamos melhorar, acertar os detalhes e melhorar nisso para sair com a vitória - frisa Olivinha.

Tyrone: "Não é nada proposital"

Em quadra, Tyrone vive talvez a sua melhor temporada pelo Mogi. Decisivo, tem colocado a bola debaixo do braço e resolvido para a equipe. Fora dela, é o grande foco da rivalidade entre Flamengo e Mogi. Mas o norte-americano se defende. Diz que seu jogo não é desleal. Para o jogo 2, ele espera que seu time mantenha o foco, não ligue para a torcida, e assim aumente as chances de fazer 2 a 0 na série semifinal.

- Não podemos nos desconcentrar. A rivalidade faz parte do jogo. Quando começa, o clima é quente, esquenta um pouco mesmo. Mas ninguém faz nada proposital. Os dois times são competitivos, dois dos melhores elencos do campeonato, e as vezes a rivalidade pega fogo mesmo - conta Tyrone.

Melhor equipe na fase regular, o Rubro-Negro ganhou o direito de decidir um possível jogo 5 em casa.



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