Seriedade, mas muita dependência

ESPN FC: Por João Luis Jr.

É complicado dizer que o Flamengo jogou bem na vitória contra o Atlético-MG nesse sábado. Por mais que um lado nosso queira acreditar que Barbieri, tal qual um Mourinho com cara de professor de educação física de colégio particular, montou a equipe para se defender e matar a partida em uma bola, é fácil ver que esse resultado teve muito mais de circunstância, sorte e talento de Vinícius Junior do que de planejamento, mesa tática e orientações claras do professor.

Ao mesmo tempo, é complicado reclamar da vitória do Flamengo contra o Atlético-MG nesse sábado. Atuando contra o líder do campeonato, com uma zaga mais do que reserva e sofrendo pressão o tempo todo, o time conseguiu, fora de casa, três pontos importantíssimos que garantiram a retomada da primeira colocação numa partida em que, vamos admitir, as expectativas não eram das mais altas.

Vinicius Júnior e Everton Ribeiro comemorando gol do Flamengo - Foto: Staff Images
A análise do jogo fica portanto bem dividida. Por um lado vale exaltar a seriedade do Flamengo na defesa, com Jonas batendo o recorde de roubadas de bola do campeonato e Thuler e Léo Duarte mostrando que talvez a zaga do Flamengo não precise depender exclusivamente de jogadores que já andam de ônibus de graça, assim como no ataque merece destaque Vinícius Junior, que decidiu a partida em uma arrancada tão perfeita que a defesa do Atlético provavelmente ainda está procurando o menino pelas ruas da Savassi.

Por outro lado, é impossível ignorar como, mais uma vez, o Flamengo entrou em campo com ambições baixas e um nível técnico muito aquém do imaginado. Resignada a esperar o adversário, a equipe rubro-negra mais uma vez se mostrou incapaz de articular jogadas ou realizar qualquer tipo de pressão organizada, em mais uma noite onde vimos Dourado tão isolado no ataque que seu CEP nem era o mesmo dos jogadores de meio de campo e Lucas Paquetá se mostrando realmente indignado com o aumento do preço dos combustíveis e completando sua segunda semana de greve esportiva, onde abandonou o futebol e decidiu, como forma de protesto, apenas prender demais a bola em partes perigosas do campo.

Como saldo final fica então a vitória, conquistada mais no talento individual, mais no oportunismo, mais, como disse Vinícius Junior, no peso da camisa, do que na capacidade técnica, na organização, na superioridade tática. Os três pontos valem menos por causa disso? Claro que não. Mas é uma vitória que, mesmo valiosa, mesmo num confronto direto contra outro time que está na briga pelo título, não pode disfarçar o quanto essa equipe do Flamengo ainda pode e deve melhorar. Seja em termos de ocupação de espaços, seja em termos de criação de jogadas, seja em termos de entender como diabos se usa Henrique Dourado em um time que claramente não combina com suas características, o Flamengo de Barbieri ainda tem muito a evoluir, muito a aprender. Mas claro, se nesse processo de evoluir, se nesse processo de aprender, o time puder continuar ganhando, a torcida rubro-negra agradece.

É impossível ignorar como, mais uma vez, o Flamengo entrou em campo com ambições baixas e um nível técnico muito aquém.

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