A hora é de dar espaço para a Base

JORNAL DO BRASIL: Por Renato Maurício Prado

Lucas Paquetá, Vinícius Jr., Jean Lucas, Léo Duarte e Thuler. Cinco jogadores oriundos da base rubro-negra estiveram em ação, ontem, na vitória por 2 a 0, sobre o Bahia, no Maracanã. Encaminha-se aos poucos o reencontro do Mais Querido com a sua história – aquela que já parecia esquecida e que dizia que craque o Flamengo faz em casa.

É nessas horas que o clube deveria avaliar com extremo cuidado as próximas contratações e até mesmo escalações. Faz sentido manter Henrique Dourado como titular, tendo Lincoln e, principalmente, Vitor Gabriel à disposição? Adianta gastar uma grana preta, para repatriar Vagner Love?

Jean Lucas em Flamengo x Bahia - Foto: Gilvan de Souza
No triunfo sobre os baianos, o solo foi de Lucas Paquetá. Após dois ou três jogos em que parecia sacrificado, muito preso à marcação, ele atuou mais solto e deu um show à parte. Dessa vez, praticamente todos os companheiros atuaram bem (inclusive o criticadíssimo Renê), mas mesmo assim ele conseguiu se destacar, marcando um golaço e participando ativamente dos melhores lances do Fla.

Seu oposto, uma vez mais, foi Henrique Dourado. É impressionante sua dificuldade de produzir algo que preste – apesar do esforço e dedicação demonstrados em campo. Está mais do que na hora de dar uma oportunidade aos jovens Lincoln e Victor Gabriel – aliás, por que diabos esse último ainda não está integrado de vez aos profissionais?

Quando tira Dourado de campo, Barbieri tem colocado Jean Lucas, que é um promissor meio-campo. Com a mexida, passa a dar mais liberdade para Vinícius Jr., como aconteceu, com sucesso, diante do Atlético Mineiro. Mas essa é uma solução para jogar em contra-ataques, não para situações nas quais o Flamengo é quem dita o ritmo. E 90% das vezes, é o Flamengo quem deve ditá-lo.

Por falar em Jean Lucas, qual o sentido de se pensar na contratação de Wallace, quando se tem um garoto tão bom quanto ele berrando por espaço? O que o Flamengo precisa é de laterais. Será tão difícil ver isso?

Voltando ao jogo de ontem, quem também brilhou intensamente foi Diego Alves, muito acionado no segundo tempo, quando o Bahia se lançou ao ataque para tentar a virada. O goleiro fez várias grandes defesas (duas delas, impressionantes, em sequência), justificando cada vez mais a fama que trouxe de Valência. Esse, sim, valeu a contratação.

Na próxima rodada, o Flamengo, líder absoluto, mas com o São Paulo nos calcanhares, enfrenta o Corinthians, uma vez mais, no Maracanã (que estava lindo, ontem, com mais de 55 mil torcedores). É mais uma partida na qual a vitória é obrigação. Basta jogar como jogou diante do Bahia. Como Flamengo.

Em tempo: justiça seja feita a Maurício Barbieri. O maldito e improdutivo chuveirinho foi praticamente abolido da tática rubro-negra e, ainda que timidamente, algumas jogadas ensaiadas começam a aparecer. Assim, o futuro do jovem treinador pode ser promissor no Ninho do Urubu.

O que o Flamengo precisa é de laterais. Será tão difícil ver isso?


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