Duelo contra o Corinthians pode ser o 'pulo do gato' para Flamengo

GILMAR FERREIRA: O Corinthians de Fábio Carille, bicampeão paulista e campeão da Série A em 2017, podia ser decifrado, em seus melhores momentos, como um coletivo híbrido, que misturava modelos e ideias de jogo de Tite e Mano Menezes.

Simplesmente porque como ex-auxiliar dos dois treinadores, Carille resgatou o futebol de linhas compactas dos títulos do Brasileiro de 2011 e 2015, Libertadores e Mundial de 2012.

E, como falado acima, conseguiu três conquistas no espaço de um ano e meio.

FICOU como herança. Mas não só para o Corinthians.

Hoje, a busca pelo forte bloqueio ao jogo adversário é a principal característica dos times.

E não há o que se discutir.

Têm levado a melhor os que se fecham com mais solidez, e não aqueles que atacam com maior volume.

Diego e árbitros em Flamengo x Bahia - Foto: Gilvan de Souza
O jogo tornou-se um desafio pela ocupação dos espaços entre as linhas, e o recuo da marcação, com a compactação do time no próprio campo, passou a ser a melhor estratégia para infiltrar na retaguarda oponente.

Um futebol pragmático e chato _ mas com exemplos muito bem-sucedidos.

COM DETALHE importante: o desgaste físico dos times que disputam três competições em paralelo dificulta a adoção de sistema predominantemente ofensivo.

É notória a intenção de construir esquemas que variem intensidade e volume, e contribua com a administração do condicionamento.

Por mera necessidade, o Botafogo de Jair Ventura teve esse tipo de preocupação em 2016, e no segundo semestre de 2017 foi a vez do Fluminense de Abel Braga e do Vasco de Zé Ricardo adotarem essa postura.

CREIO que Maurício Barbieri e os profissionais da análise de desempenho do Flamengo perceberam que pode ser este o grande "pulo do gato" do time este ano.

A postura nessa vitória sobre o Bahia, sobretudo no segundo tempo, comprova que o comportamento do time no 0 a 0 com o River Plate em Buenos Aires e no 1 a 0 sobre o Atlético-MG em BH não foi por outra razão senão estratégia de jogo.

Não é, então, covardia.

É maturidade tática.

Foi o quinto jogo vencido sem sofrer gol e isso deve querer dizer algo...

Hoje, a busca pelo forte bloqueio ao jogo adversário é a principal característica dos times.



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